"CONTESTAR AS OPINIÕES ERRÔNEAS QUE CONTRA NÓS ESPÍRITAS SÃO APRESENTADAS; REBATER AS CALÚNIAS; APONTAR AS MENTIRAS; DESMASCARAR A HIPOCRISIA; TAL DEVE SER O AFÃ DE TODO ESPÍRITA SINCERO, CÔNSCIO DOS DEVERES QUE LHES SÃO CONFIADOS”.
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publicado por evangelicosfalsosprofetas, em 12.10.10 às 00:17link do post | favorito

A Doutrina da Trindade

Paulo da Silva

         Estamos diante de um tema ainda muito polêmico, pois a maioria das correntes religiosas cristãs advoga o princípio da Trindade Divina.

         Estudaremos este assunto, buscando contra-argumentar o que diz a esse respeito o que encontramos na Internet no site: www.cicero.com.br, pois combate especificamente a posição do Espiritismo sobre esse tema.

         Antes de entrar no assunto vamos recorrer a Paulo em sua carta aos Hebreus, mais precisamente no capítulo 5, versículos 11 a 14, que poderia muito bem ser usada sobre os fundamentos da Doutrina Espírita: “A este respeito teríamos muito a dizer e coisas bem difíceis de explicar, dada a vossa lentidão em compreender. A julgar pelo tempo, já devíeis ser mestres! Contudo ainda necessitais que vos ensinem os primeiros rudimentos da palavra de Deus. Tendes necessidade de leite em lugar de alimento sólido. Ora, quem se alimenta de leite não é capaz de compreender uma doutrina profunda, porque é ainda criança. O alimento sólido é para os adultos, aqueles que a experiência já exercitou na distinção do bem e do mal”.

         Vamos então à análise do que consta nesse site.

 

O que diz o espiritismo?

1) Sobre o Deus Pai

Deus está muito longe, e o homem só pode alcançá-lo atingindo a perfeição.

Livro dos Espíritos – 57a Ed. – Primeira Parte – Cap. I – Atributos da Divindade – Pergunta 11 – Pág. 54.

 

         Parece que o autor deste artigo não compreendeu mesmo o que estava lendo, talvez “o alimento era sólido” demais para ele, senão vejamos o que realmente temos no Livro dos Espíritos:

         “Pergunta 11: Um dia será dado ao homem compreender o mistério da Divindade? Cuja resposta foi: - Quando seu espírito não estiver mais obscurecido pela matéria e, pela sua perfeição, estiver próximo dele, então, ele o verá e o compreenderá. Acrescentaremos a explicação de Kardec a esta resposta: A inferioridade das faculdades do homem não lhe permite compreender a natureza íntima de Deus. Na infância da Humanidade, o homem o confunde, freqüentemente, com a criatura, da qual lhe atribui as imperfeições. Mas, à medida que o senso moral se desenvolve nele, seu pensamento, penetra melhor o fundo das coisas, e dele faz uma idéia mais justa e mais conforme a sã razão, embora sempre incompleta”.

         Fica claro que o que está muito longe é o homem compreender o mistério da Divindade e não, como quer distorcer o autor, que Deus esteja longe de nós.

         Para melhor compreendermos isso, basta verificarmos, como fato incontestável, que a própria evolução da humanidade fez com que ela também evoluísse na idéia que tinha do que era Deus. Notamos claramente isto até nos relatos da Bíblia, onde um Deus sanguinário, vingativo, parcial conforme consta do Antigo Testamento está muito diferente daquele Deus que Jesus nos passa, pois nesta nova perspectiva, e por já estarmos evoluídos para compreender, nos apresenta um Deus-Pai. Jesus o coloca como “meu Pai e vosso Pai”, assim podemos verificar que o conceito de Deus já teve uma certa evolução. É isso que os espíritos queriam dizer. E é tão óbvio que quanto mais evoluídos estivermos maior será a nossa compreensão de Deus. Podemos até repetir o que Paulo disse em sua primeira carta aos Coríntios (13, 11): “Quando eu era criança, falava como criança pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei homem, eliminei as coisas de criança”. Como ainda somos crianças espirituais não conseguimos raciocinar como um adulto (espírito puro).

         É tudo tão claro que fica até difícil entender como alguém não percebe coisas tão obvias. Mas sabemos que um dia a luz se fará para todos, mesmo os retardatários irão conseguir alcançar os que estão muito à frente na evolução, aí sim, teremos a verdadeira compreensão do que é Deus.

 

2) Sobre o Deus Filho

O Espiritismo não crê que Jesus Cristo seja Deus.

Obras Póstumas – 19 a Ed. - Primeira Parte - Cap. III - As palavras de Jesus provam a sua divindade?- Pág.134

 

         Se aceitarmos que Jesus Cristo seja o próprio Deus, estaremos diante de um absurdo, pois forçosamente teremos que admitir que Deus tenha evoluído. Ora se por um motivo qualquer Deus possa ter evoluído é porque ele não era Deus, pois um dos seus atributos é a imutabilidade.     

         Mas porque estamos dizendo que Deus evoluiu. É só ler a Bíblia que encontraremos nitidamente esta evolução divina. Comparemos, então, estas duas passagens:

 

1ª) 2 Reis 2, 23-24: De lá ele subiu a Betel. Enquanto ia subindo a estrada, um bando de meninos saíram da cidade e começaram a fazer troça dele, gritando: Vem subindo, seu careca! Vem subindo, seu careca! Eliseu se virou e, quando viu os meninos, amaldiçoou-os em nome do Senhor. Então saíram duas ursas do mato e despedaçaram 42 destes meninos.

 

2ª) Marcos 10, 13-14: Apresentaram-lhe umas crianças para afagá-las mas os discípulos os repreendiam. Vendo, Jesus se aborreceu e lhes disse: “Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais, porque delas é o reino de Deus”.

 

         Vejam que na primeira passagem, por uma simples brincadeira de criança Deus (=Jesus?) manda duas ursas ferozes que matam 42 delas. Enquanto que na segunda os discípulos querendo afastar as crianças de Jesus (=Deus?), ele fica aborrecido com essa atitude e os repreende. É ou não é uma evolução?

         Mas não bastasse isso veremos que nos Evangelhos o que podemos tirar a respeito disso.

         Aí também iremos entender os argumentos de Kardec, quanto questiona se as palavras de Jesus podem provar a sua divindade.

         Consultando os quatro evangelistas, iremos observar que em cinqüenta e quatro ocasiões Jesus se diz “filho do homem”, significando com isso que era mesmo um homem. Neles também encontramos vinte e uma situações onde é dito “filho de Deus”, ou seja, um mensageiro de Deus, o Messias, destas somente quatro são proferidas por Jesus. Especificamente no Evangelho de João temos vinte e duas vezes em que Jesus diz, ter sido enviado por Deus, não fazer a sua vontade, mas daquele que o enviou, que o Pai é maior que ele, etc. mostrando uma completa submissão a Deus. Ora o raciocínio aqui é até simples: quem é subordinado não pode estar simultaneamente na mesma posição de superior.

Como por exemplos podemos, citar:

 João 14, 28: Ouvistes a que vos disse: vou e volto para vós. Se me amardes, certamente haveis de alegrar-vos. Eu vou para junto do Pai porque o Pai é maior do que eu.

         Em Lucas 18, 18-19 lemos: Um certo homem de posição perguntou-lhe, dizendo: “Bom Mestre, o que devo fazer para alcançar a vida eterna?” Jesus lhe respondeu: Por que me chamas de bom? Ninguém é bom senão Deus.

         Afinal como Jesus mesmo se definia, o que os discípulos e o povo pensavam dele, é o que veremos agora:

a) Jesus

    João 8, 40: Eis que agora procurais tirar-me a vida, a um homem que vos tem falado a verdade, que ouviu de Deus.

    Marcos 6, 4-5: Jesus, porém, lhes dizia: “Um profeta só é desprezado em sua terra, entre seus parentes e em sua própria casa”. E ali não pode fazer nenhum milagre.

    Lucas 13, 33: É necessário, entretanto, que caminhe hoje, amanhã e depois de amanhã porque não é admissível que um profeta morra fora de Jerusalém.

 b) Discípulos

    Lucas 24, 19: Perguntou-lhes ele: “O que foi?” Disseram: “A respeito de Jesus de Nazaré. Era profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo”.

    1 Timóteo 2, 5: Porque um é Deus, um também é o mediador entre Deus e os homens, um homem: Cristo Jesus.

     Atos 2, 22: Israelitas, escutai estas palavras: Jesus de Nazaré, homem de quem Deus deu testemunho diante de vós com milagres, prodígios e sinais, que Deus por ele realizou, como vós mesmos o sabeis. (Pedro)

c) O povo

    Mateus, 21, 11: E a multidão respondia: “É o profeta Jesus, de Nazaré da Galiléia”.

    Mateus 21, 45-46: E ouvindo-lhe as parábolas, os sumos sacerdotes e os fariseus entenderam que falava deles e queriam agarrá-lo mas tinham medo da multidão que o tinha como profeta.

    Lucas 7, 16: O medo se apoderou de todos e glorificavam a Deus, dizendo: “Um grande profeta surgiu entre nós”; e: “Deus visitou seu povo”.

         Não vemos aqui nenhuma afirmação que Jesus era Deus, apenas que era um homem ou um profeta.

         Não devemos nos esquecer que também Jesus afirmou: “Vos sois Deuses” (João 10, 34) e “Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim, também fará as obras que faço. E fará maiores ainda do que essas, porque eu vou para o Pai”. (João 14, 12). Se formos seguir esta mesma linha de raciocínio poderemos afirmar que também somos Deuses.

        

3) Sobre o Deus Espírito Santo

O Espiritismo não crê que o Espírito Santo seja Deus, antes ensinam que Ele é a terceira revelação e que seria o próprio Espiritismo. Daí o espírito que se revelou a Allan Kardec chamar-se Espírito de Verdade.

Evangelho Segundo o Espiritismo – 106 a Ed. - Cap. I - Não vim destruir a lei - Item 6 - Pág. 57.

 

         Sobre este tema vamos recorrer a José Reis Chaves, teólogo católico, autor do livro “A Face Oculta das Religiões”, no capítulo O Espírito Santo, página 125, onde diz, textualmente:

         “Agora, retomando o nosso assunto, vamos falar sobre a origem da palavra Espírito Santo. No Grego só existem artigos definidos, não havendo, pois, o artigo indefinido “um”. Assim, quando em Grego se diz “o”, aparece o artigo ho. Mas, quando se quer dizem “um”, não aparece o artigo ho. Mas, quando se quer dizer “um”, não aparece artigo nenhum, porque, repetimos, não há em Grego artigo indefinido”.

         “E na Bíblia, quando aparece o Espírito Santo, vem sem artigo, portanto, a tradução correta é, no Português, “um” Espírito Santo, e não “o” Espírito Santo. O Professor Pastorino mostra isso, apontando para os erros de tradução de vários trechos da Bíblia. E, com relação a essa questão da inexistência do artigo indefinido no Grego, todos nós que estudamos Grego, um pouco que seja, sabemos que, de fato, não se pode dizer “o” Espírito Santo, mas “um” Espírito Santo, pois, no original dos textos bíblicos, não há o artigo definido, pelo que se conclui que o artigo é indefinido, ou seja, “um””.

         Assim no fundo o que querem atribuir como o Espírito Santo nada mais é que um Espírito Santo (Puro), ou seja, um de elevada evolução dentre vários que existem no plano espiritual.

         Quanto ao Espiritismo ensinar que o Espírito Santo é a terceira revelação é pura confusão, pois o que afirmamos é que ele, o Espiritismo, sendo o Consolador Prometido por Jesus é a terceira revelação e que o Espírito de Verdade foi quem coordenou no plano espiritual as orientações enviadas por uma plêiade de espíritos superiores, que codificadas por Kardec, serviram de base para toda a parte filosófica da Doutrina Espírita.

 

 O que diz o Cristianismo?

1) Sobre o Deus Pai

A Bíblia do Cristianismo afirma que Deus não está longe de cada um de nós. Atos 17:27

 Diz também que o Deus Pai criou todas as coisas. Isaías 42:5

 

Não somos nós, os Espíritas, que afirmamos que Deus está longe de nós, muito ao contrário, conforme poderemos observar da fala de Kardec. Senão vejamos:

“Em qualquer lugar que se encontrem, os puros Espíritos podem contemplar a majestade divina, porque Deus está em toda parte”. (Céu e Inferno, pág. 31).

         “Nesse código penal divino, a sabedoria, a bondade e a providência de Deus, por suas criaturas, se revelam até nas pequeninas coisas”; (Céu e Inferno, pág. 299).

         “Os caminhos de Deus, para a salvação de suas criaturas, são inumeráveis; a evocação é um meio de assisti-los, mas certamente não é o único, e Deus não deixa ninguém no esquecimento”. (Céu e Inferno, pág. 300).

         “Assim se acha realizada a grande lei da unidade da Criação; Deus jamais esteve inativo; teve sempre Espíritos, experimentados e esclarecidos, para a transmissão das suas ordens e para a direção de todas as partes do Universo, desde o governo dos mundos até os mais ínfimos detalhes”. (Céu e Inferno, pág. 100).

         “Não obstante, Deus não abandona a nenhuma de suas criaturas”. (Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. III, item 8, pág. 61).

         Não fosse talvez a pressa de ler e achar que já tinham argumentos suficientes para “derrubar” os princípios da Doutrina Espírita, poderiam ver claramente que em tudo o que Kardec coloca Deus está sempre junto de nós.

         Não dizemos, como o cristianismo, que Deus criou todas as coisas para depois contraditoriamente dizer que Ele separa as pessoas privilegiando umas em detrimento de outras apenas por pertencer a determinada corrente religiosa, mas afirmamos, com absoluta convicção, que para Deus todos nós somos iguais, pouco importando a Ele que situação nós estamos vivenciando aqui nesta nova encarnação.

        

 2) Sobre o Deus Filho

A Bíblia identifica Jesus Cristo como o verbo que estava no princípio com Deus, Ele é Deus e todas as coisas foram criadas por Ele.

Romanos 9:5; Colossenses 1:16; I João 5:20 e João 1:1-3.

 

         É muito interessante quando no desenvolvimento de nossos estudos deparamos com situações em que cada corrente religiosa apresenta a sua Bíblia como verdade, entretanto a verdade não pode vir de coisas que divergem entre si. Vejamos sobre a passagem de Paulo aos Romanos 9:5, como se encontra na Bíblia Católica (Ed. Vozes) e a Bíblia Anotada (Ed. Mundo Cristão), respectivamente:

Ed. Vozes:... deles são os patriarcas e deles é o Cristo segundo a carne. O Deus que está acima de tudo seja bendito pelos séculos! Amém.

Ed. Mundo Cristão:... deles são os patriarcas e também deles descende o Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre. Amém.

         Observem bem que o sentido ficou completamente mudado, onde Paulo apenas louvava a Deus, passou-se a entender que ao dizer Deus estaria se referindo a Jesus. Como um simples ponto pode mudar todo o sentido, não é mesmo?

         Da citada carta de Paulo aos Colossenses no capítulo 1, iremos para uma melhor análise, iniciar do versículo 15 e terminar no 20: Ele é a imagem do Deus invisível, primogênito de toda criatura; porque nele foram criadas todas as coisas, nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis: tronos, dominações, principados, potestades; tudo foi criado por ele e para ele. Ele é antes de tudo e tudo subsiste nele. Ele é a cabeça do corpo da Igreja; ele é o princípio, o primogênito dos mortos, para ter a primazia em todas as coisas. Aprouve a Deus fazer habitar nele a plenitude e por ele reconciliar tudo para ele, pacificando pelo sangue da sua cruz todas as coisas, assim as da terra como as do céu.

         Se Paulo pensasse que Jesus fosse realmente Deus, nunca poderia dizer “ele é a imagem de Deus invisível” e “aprouve a Deus fazer habitar nele a plenitude”. O texto só poderá ser compreendido com a chave que o Espiritismo oferece.

         Sabemos que Jesus é o construtor e o governador espiritual do nosso planeta. Por ser um espírito de elevadíssima evolução, foi lhe dado por Deus a sublime tarefa de presidir a formação de nosso planeta bem como de acompanhar todo o nosso progresso espiritual, cuidando para que se cumpra a vontade de Deus. É por isso que em João 8, 58 temos Jesus dizendo: “Em verdade, em verdade vos digo: antes que Abraão fosse, eu sou”. E de tão atrasados que ainda somos, às vezes, o confundimos com o próprio Deus, ou como uma segunda pessoa da divindade celeste. Se o próprio Paulo fala: “Visto que não há senão um só Deus” (Romanos 3, 30), não queria divinizá-lo ou torná-lo um Deus, usou apenas de um simbolismo para realçar a grandeza de Jesus, quando de sua epístola aos Colossenses.

         Esta mesma linha de raciocínio podemos levar para a passagem de João 1, 1-3: No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. No princípio estava ele com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele e sem ele nada se fez de tudo que foi feito.

Em 1 João 5, 20: Sabemos que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento para conhecermos o Verdadeiro. E nós estamos no Verdadeiro, em seu Filho Jesus Cristo. Ele é o verdadeiro Deus e a vida eterna. Ora se Jesus nunca quis passar por Deus, como já colocamos anteriormente, porque é que certas pessoas querem de qualquer forma torná-lo Deus. Na passagem acima se colocássemos a última frase da seguinte maneira: Ele, o verdadeiro, é Deus e a vida eterna. Não ficaria mais coerente com tudo o que disse Jesus sobre si mesmo? Sabemos que uma simples questão de pontuação poderá mudar completamente o sentido de um texto. Assim quem me garante que quem traduziu a Bíblia colocou a pontuação conforme o pensamento do autor bíblico? Ou foi colocada conforme o conhecimento ou conveniência deste tradutor?

         Por outro lado, se ainda persistirmos em querer considerar Jesus como sendo Deus ficaremos incoerentes com a própria palavra de Deus, pois em Mateus 4, 1-11 temos o episódio de Jesus sendo tentado três vezes pelo demônio enquanto que em Tiago 1, 13 encontramos que “Deus não pode ser tentado para o mal”.

 

 3) Sobre o Deus Espírito Santo

A Bíblia identifica o Espírito Santo como o selo da promessa. Efésios 1:13

 O Espírito Santo é Deus. Atos 5:3-4

O Espírito Santo é a Verdade e todas as coisas foram criadas por intermédio Dele, do Pai e do filho. I João 5:6-7; Jó 33:4 e Gênesis 1:26.

 É o Espírito Santo quem nos faz lembrar e nos ensina todas as coisas concernentes à Bíblia. Quem não tem o Espírito Santo não pode ter a revelação. João 14:16, 17,26.

 

         Vejamos as passagens citadas, neste ponto:

Efésios 1, 13: Nele também vós, que escutastes a palavra da verdade, o Evangelho de nossa salvação, no qual crestes, fostes selados com o selo do Espírito Santo prometido.

Atos 5, 3-4: Pedro, porém, disse: “Ananias, por que Satanás se apoderou de teu coração, para enganar o Espírito Santo, reservando uma parte do preço do Campo? Por acaso não podias conservá-lo, sem vendê-lo? E depois de vendido, não podias dispor livremente da quantia? Por que fizeste tal coisa? Não foi aos homens, que mentiste, mas a Deus”.

Jó 33, 4: O sopro de Deus me fez, o alento do Poderoso me deu a vida.

João 14, 16: Rogarei ao Pai e ele vos dará outro Paráclito, que estará convosco para sempre,...

João 17, 26: Dei-lhes conhecimento de teu nome e ainda hei de dar para que o amor, com que me amaste, esteja neles, como eu.

         Depois que modificaram “um espírito” para “o espírito” é obvio que iriam enquadrar várias passagens bíblicas para justificar o tal do Espírito Santo. Não há mais nada que possamos comentar, a não ser que estudem o livro de José Reis Chaves, citado por nós.

         Continuemos:

Gênesis 1, 26: Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e segundo nossa semelhança, para que domine sobre os peixes do mar, as aves do céu, os animais domésticos e todos os animais selvagens e todos os répteis que se arrastam sobre a terra”.

         Na Bíblia Anotada em nota de rodapé dizem: Façamos... nossa. Plurais (sic) de majestade. Até poderia ser se o texto fosse originalmente em português, a não ser que provem que também na língua em que foi escrito existe esta figura gramatical.

         Vamos novamente recorrer a José Reis Chaves, livro já citado, diz ele: “Em Gênesis, a partir do Capítulo 1, versículo 11, a ordem da criação dos seres vivos, começando com os vegetais, os seres biológicos aquáticos, as aves, os animais, termina com a criação do homem. Essa narrativa é chamada de eloísta, que é uma palavra derivada de Eloim, Deus no plural, deuses”. Comprovamos, então, que o “façamos” e “nossa” não tem nada a ver com Trindade como querem colocar.

         E, finalmente, a passagem citada de 1 João 5, 6-7, iremos incluir o versículo 8, para não perdermos o sentido, é necessário, também, incluir duas versões para o mesmo texto. Vejamos:

Vozes: Jesus Cristo é quem veio pela água e pelo sangue. Não somente na água mas na água e no sangue. E é o Espírito que dá testemunho porque o Espírito é a verdade. Três são, pois, os que testemunham: v. 8: o Espírito, a água e o sangue, e estes três estão de acordo.

Anotada: Este é aquele que veio por meio de água e sangue, Jesus Cristo; não somente com água, mas com água e sangue. E o Espírito é o que dá testemunho, porque o Espírito é verdade. Pois há três que dão testemunho (no céu: o Pai, a Palavra e o Espírito Santo; e estes três são um. V.8 E três são os que testificam na terra): o Espírito, a água e o sangue, e os três são unânimes num só propósito.

         Percebe-se claramente que no segundo texto adaptá-lo à conveniência de comprovar biblicamente a Trindade, quando no primeiro não trás essa idéia.

         Por outro lado se citarmos Paulo em 1 Coríntios 2, 11: Pois quem dos homens conhece o que há no homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também as coisas de Deus ninguém as conhece senão o Espírito de Deus, notaremos que assim como aceitavam que no homem existia um espírito antropomorficamente acreditavam que Deus também tinha o Seu. Dentro desta linha realmente deveria ser um Espírito Santo, não é mesmo?

 

Como pode três pessoas formarem uma só ?

Esta pergunta é muitas vezes citada para negar Trindade de Deus. Entretanto, a própria natureza nos fornece provas de que isso é perfeitamente possível.

A Água é formada por três elementos, dois átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio. Apesar de ser formada por três, ela é uma coisa só.

 As cores primárias (e os pigmentos primários) unidas formam a cor branca. É outro exemplo que um pode ser formado por três partes distintas.

 

         Respondendo à pergunta acima podemos dizer que somente se utilizarmos  de um sofisma é que se pode dizer que três pessoas formam uma só.

         Ora, sustentam que são três pessoas distintas reunidas numa só, entretanto justamente por serem distintas não poderão estar reunidas numa só. Vejam que no exemplo da água se na sua composição os dois átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio forem distintos não a teríamos, teríamos hidrogênio e oxigênio apenas. Se eles agirem distintamente teremos gases e não água.

         Não seria diferente no que se refere as cores primárias.

         Muitas vezes para entendermos certas coisas é necessário darmos um mergulho no passado em busca das causas ou circunstâncias que deram origem ao que estamos empenhados em analisar.

         Vamos, então, viajar no “tunel do tempo” para ver se colocamos alguma luz neste assunto.

         Sabemos que em várias culturas da antiguidade existiam muitos deuses. Entre elas era bastante comum encontrarmos, também, a trindade. Edgar Armond, em seu livro O Redentor, cita:

Brahma, Siva e Visnhu – dos hindus.

Osiris, Isis e Orus – dos egípcios.

Ea, Istar e Tamus – dos babilônios.

Zeus, Demétrio e Dionísio – dos gregos.

Baal, Astarté e Adonis – dos assírios.

Orzmud, Ariman e Mitra – dos persas.

Voltan, Friga e Dinar – dos celtas.

         Já pelo livro de José Reis Chaves, A face oculta das religiões, poderemos ainda acrescentar a esta lista mais:

Kether, Chekmah e Binah – Cabalá-Judaísmo.

Buda, Darma e Sanga – Budismo do Sul.

Amitha, Avalokiteshvara e Mandjusri – Budismo do Norte.

Tulac, Fan e Mollac – Druidas.

Anu, Ea e Bel – dos caldeus.

Odim, Freva e Thor – mitologia escandinava.

         Considerando que os povos da primeira lista dominaram ou tiveram contato com os judeus, não é difícil de aceitar que eles acabaram por incorporar em sua cultura muitas coisas destes povos. Só a título de exemplo: sob o domínio dos egípcios os hebreus ficaram subjugados por 430 anos (Êxodo 12, 40-41), é perfeitamente compreensível que tivessem assimilado muito da cultura e dos costumes desse povo.

         Na época do cristianismo nascente os primeiros cristãos, judeus ou não, acostumados a conviver com as trindades divinas acabaram por também colocá-la como base de sua própria religião.

         Assim é que não deixaram por menos, elevaram logo Jesus à categoria de um Deus. E, especificamente neste caso, tiveram, via de conseqüência, que acomodá-lo a um nascimento miraculoso e nascido de uma virgem, coisas que eram comum nestas religiões. Talvez, não tivessem outra alternativa para que pudessem aceitá-lo como um mensageiro de Deus.

         Tudo isso podemos aceitar e compreender, entretanto tais conceitos já deveriam ter sido totalmente retirados da base das religiões da atualidade. Lembremos, mais uma vez, de Paulo em sua 1 Carta aos Coríntios (13, 11), quando diz: “Quando eu era criança, falava como criança pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei homem, eliminei as coisas de criança”.

         E, finalizando, gostaria apenas de acrescentar que o autor do livro A Face Oculta das Religiões ainda é católico, por isso para nós seus argumentos poderão ser mais convincentes justamente por não partir de um espírita. É, também, por isso que passamos a ele a palavra para encerrarmos nosso estudo:

         “Os católicos mais esclarecidos, que gostam de estudar a Bíblia e as outras religiões, também, acabam se tornando espíritas, já que o Kardecismo tem verdades inquestionáveis, pois estuda a Bíblia de um modo racional, e pauta a sua doutrina à luz da ciência. E é emocionalmente equilibrado, pois conhece de fato verdades irretorquíveis, com o respaldo da ciência, do bom senso e da lógica, é tranqüilo e sereno, não precisando de barulho nem de gritar para os outros seus princípios religiosos para os convencer e convencer a si mesmo das verdade da sua crença, pois quem encontra a verdade, de fato, liberta-se dessas picuinhas e fanatismos religiosos que a gente vê por aí. De fato, só quem não tem suas verdades bem estruturadas precisa de ser fanático, numa tentativa de encobrir a lacuna interna que atormenta a sua fé”.

         “Por isso os espíritas não hostilizam a Igreja Católica, nem a deixam totalmente, em sua maioria. Mas não é só com a Igreja Católica que vivem sem atrito, e sim, com qualquer outra religião, também, não dando nenhuma importância para as diferenças religiosas que existem entre eles e os adeptos de outras crenças”.

         “Os espíritas só se preocupam com o estudo do Evangelho de Jesus e com a colocação dele em prática na sua vida cotidiana. Em outras palavras, querem colocar Jesus, de fato, em suas vidas”.

 

 

 

 

 

 

 

Bibliografia:

- O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec; Tradução J. Herculano Pires. Capiviari – SP, Editora EME, 1996, 3ª reimpressão.

- O Céu e o Inferno, Allan Kardec, Tradução de Salvador Gentile, IDE, Araras – SP, 4ª edição 1993.

- Bíblia Anotada = The Ryrie Study Bible/ Texto bíblico: Versão Almeida, Revista e Atualizada, com introdução, esboço, referências laterais e notas por Charles Caldwell Ryrie; Tradução de Carlos Oswaldo Cardoso Pinto. São Paulo, Mundo Cristão, 1994.

- Bíblia Sagrada - Editora Vozes, Petrópolis, RJ, 1989, 8ª edição.

- A Face Oculta das Religiões, José Reis Chaves, Editora Martin Claret, São Paulo – SP, 2000, 1ª edição (?).

- O Redentor, Edgard Armond, Editora Aliança, São Paulo, 6ª edição, 1982.


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publicado por evangelicosfalsosprofetas, em 11.10.10 às 01:53link do post | favorito

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publicado por evangelicosfalsosprofetas, em 01.10.10 às 22:18link do post | favorito

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publicado por evangelicosfalsosprofetas, em 01.10.10 às 00:01link do post | favorito

Prezado Pastor Silas Malafaia,

A primeira vez que lhe escrevi diretamente, o fiz no intuito de criticar a aliança que fizeste com o que chamo (não forma não tão irônica) de “Teologia de Satanás”, a teologia do “Todos estes reinos serão teus, se prostrado me adorares” (Mateus 4:9). O Sr. respondeu à minha carta, apresentando alguns motivos pelos quais crê na “unção financeira dos últimos tempos” e, apesar de não concordar com patavinas das justificativas apresentadas pelo Sr., e apesar do Sr. ter dito que minha mente está “envenenada”, apreciei e considerei louvável sua postura de apresentar uma resposta a este crítico que novamente te escreve.

Não escrevo desta vez para comentar sobre alguma peripécia teológica de sua parte. Não escrevo para comentar sobre o seu “clubinho dos salvos”, ou sobre a macumba do trízimo para prosperidade dos desempregados, ou sobre as recentes investidas de Morris Cerullo e Mike Murdock em solo tupiniquim para arrancar dinheiro dos iludidos fieis para enriquecer o seu ministério. Não! Escrevo desta vez para lhe advertir sobre o desserviço que o Sr. tem prestado no que se refere à conscientização política de nossa nação.

Estamos em período eleitoral e, como é normal durante este período, acusações, críticas e novos posicionamentos de todas as espécies surgem quase que diariamente. Todo um quadro político pode mudar em poucos dias, ou até mesmo horas. O Sr. deve concordar comigo quanto a isto, afinal na última sexta feira (24/9) o Sr. declarou voto à candidata do PV à presidência Marina Silva e ontem (27/9) mudou sua posição, declarando apoio à candidatura do tucano José Serra.

O Sr. deixou claro o motivo pelo qual mudou de ideia quanto ao voto para presidente, e este motivo está relacionado com meu objetivo em escrever-lhe. Não se trata, antes que você pense ser este o caso, de o Sr. ter mudado de ideia quanto ao seu voto (o Sr. tem liberdade de votar em quem o Sr. quiser, mesmo que isto implique em mudança de opinião), e também não se trata de o Sr. ter negado voto a uma “irmã” (o fato de alguém ser cristão não diz nada sobre a capacidade desta pessoa de trabalhar a favor povo). Não! Trata-se (e é isto que eu chamo de desserviço) de tratar (e incentivar os seus ouvintes a pensar de igual modo) a questão do aborto e do casamento homossexual como se estas fossem as únicas questões pertinentes sobre as quais um cristão deve pensar ao decidir seu voto.

O povo brasileiro é, por si mesmo, um povo apolitizado. O povo brasileiro não tem consciência política. Não seria exagero nenhum afirmar que o povo brasileiro é politicamente analfabeto. O povo não é de todo culpado deste quadro, afinal, basicamente o único veículo de “conscientização” pública das últimas décadas tem sido a TV, que, acho que o Sr. concorda comigo aqui, traz muito pouco além de manipulação à massa que lhe consome. O povo não é ensinado a pensar sobre política, e quanto mais o povo for assim, melhor para aqueles que tentam se perdurar no poder. (Felipe Neto fala muito sobre isto aqui.)

Agora, que desânimo que dá quando vemos pastores tão influentes quanto o Sr. contribuindo para que o marasmo político de grande parcela da população se perdure! Que vergonha! O que o Sr. e Pr. Paschoal Piragine Jr (e outros vários) têm feito recentemente ao dizer (de forma clara ou subliminar) que o cristão deve considerar primordial a questão do aborto e do casamento homossexual ao definir seu voto, é uma tremenda ajuda ao retrocesso.

De onde veio a ideia a absurda que a questão do aborto é mais importante, por exemplo, que segurança pública, desemprego, saúde, educação e meio ambiente, apenas para citar alguns poucos exemplos. Será que um cristão deve ignorar todas estas questões políticas importantes e basear seu voto levando em conta apenas qual é a posição de certo candidato em relação ao aborto, ou ao casamento homossexual, como o Sr. (juntamente com sua trupe) tem ensinado?

O Sr. declarava até sexta feira passada voto a Marina Silva, porque ela é “irmã”. (Isto por si só já é digno de reprovação, já que isto incentivaria seus ouvintes a votar no primeiro evangélico que vissem pela frente, independente de suas propostas.) Três dias depois o Sr. declara a mudança de voto, porque Marina “dissimulou” em relação à questão do aborto e não foi incisiva como o Sr. achava que ela deveria ser.

O que o Sr. disse com sua posição – e o que seus companheiros têm dito – é que simplesmente não importa se um candidato é bom ou ruim ou se suas propostas para saúde, educação e segurança pública são boas ou ruins: se o tal candidato apóia a legalização do aborto, ele não merece nosso voto; se ele é contra (e eu fico me perguntando quando é que José Serra se manifestou de forma contrária ao aborto) então ele merece os votos dos evangélicos!

Por que o Sr. não ensina seus seguidos a como pensar politicamente, ao invés de pensá-los a o que devem pensar? Por que os mesmos pastores que levantam a bandeira da “ética” contra o aborto são tão indiferentes a outras questões importantes (talvez muito mais importantes) como saúde, segurança pública, educação, econômia e meio ambiente?

Faço a você também as mesmas perguntas que José Barbosa Júnior, do site Crer e Pensar fez em relação à famosa pregação do Pr. Paschoal Piragine Jr, na qual ele critica a “iniquidade institucionalizada” que o PT está instaurando no Brasil. “Por que não dizer também do fisiologismo descarado do DEM, ou isso não seria uma forma de ‘iniquidade estabelecida’? Por que não falar do capitalismo selvagem e neoliberal do PSDB, que achincalha o pobre e favorece os mais ricos, pra que se tornem ainda mais ricos? Não seria isso ‘iniquidade institucionalizada’?”

Quer um conselho, Silas? Se suas palavras não vão contribuir para que o povo evangélico brasileiro aumente sua capacidade de pensar politicamente, cale a boca! Sinceramente, não atrapalhe aquilo que já está péssimo. Continue pregando sobre a sua Teologia de Satanás e tomando dinheiro de fieis iludidos e fique longe da arena pública de debates, que o Sr. ajuda mais (atrapalha menos) o Reino.

Sinceramente,


Eliel Vieira
28/9/2010

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Autor: Eliel Vieira
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publicado por evangelicosfalsosprofetas, em 30.09.10 às 00:01link do post | favorito

A Bíblia é mesmo o melhor guia?

 

Os prosélitos católicos e evangélicos protestantes costumam criticar livros de autoajuda, propondo, em contrapartida, que os fieis leiam as Escrituras. Esporadicamente, sobra até para os psicólogos: “quem precisa de um consultório, se temos igrejas e templos, padres e pastores, etc.?” – dizem.

 

Algumas pessoas gostam de consultar os textos sagrados para determinados temas, ou abrir uma página sortida e consultar o que o Senhor tem para lhe dizer naquele instante – um ato até de misticismo.

 

Os resultados podem ser surpreendentes.

 

Imagine que alguém está em desespero, sofrendo uma tentação terrível por causa de cobiça por um objeto do seu vizinho. Então, ela abre a Bíblia aleatoriamente e cai na passagem seguinte:

“Se tua mão ou teu pé te leva à queda, corta e joga fora. É melhor entrares na vida tendo só uma das mãos ou dos pés do que, com duas mãos ou dois pés, seres lançado ao fogo do inferno”. Mateus, 18:8

Que ele fará?

* * *

Imagine se alguém flagrar seu cônjuge em adultério e consultar o trecho adiante:

Se um homem cometer um adultério com a mulher do próximo, o adúltero e a adúltera serão punidos de morte. Levítico, 20:10

Se essa pessoa não matar os dois adúlteros, no mínimo, poderá ficar atormentado por não ter feito a justiça que a Bíblia ordena.

* * *

 

Se uma mulher sofre opressão de machismo e procurar consolo nas escrituras, sofrerá ainda mais ao ler essas normas:

Durante a instrução, a mulher fique escutando em silêncio, com toda a admissão. Não permito que a mulher ensine, nem que mande no homem. Ela fique em silêncio.

Com efeito, Adão foi formado primeiro; Eva, depois. E não foi Adão que se deixou seduzir, mas a mulher é que foi seduzida e se tornou culpada de transgressão. I Timóteo, 2:1114

 

E não é um trecho único. Analisem:

As mulheres sejam submissas aos seus maridos, como ao Senhor Efésios, 5:22

 

E com corroboração:

Como se faz em todas as igrejas dos santos, as mulheres guardem silêncio nas reuniões. Não lhes é permitido tomar a palavra, mas que sejam submissas, como diz também a lei. I Coríntios, 14: 34

 

O que a Bíblia faz é, indubitavelmente, marchar no mesmo compasso do machismo daquele povo, na sua contemporaneidade: as mulheres tinham um papel meramente doméstico; não eram mencionadas nas contagens; não tinham voz nos tribunais (nem para defesa, nem para testemunho); e descriminadas pela lei.

* * *

Na época da escravidão negreira — e não faz muito tempo —, os senhores donos dos escravos usavam a Bíblia pra justificar suas posses humanas baseados em várias passagens, como nessa:

“O escravo ou a escreva que tiveres virão das nações que vos cercam. Deles podereis comprar escravos e escravas. Podereis também comprá-los entre os filhos dos estrangeiros que vivem convosco, nascidos no país, ou entre suas famílias que moram convosco. Serão propriedades vossa, e podereis deixá-los como propriedade hereditária aos vossos filhos. Deles sempre podereis servir-vos como escravos, mas quanto aos vossos irmãos israelitas, ninguém domine com dureza o irmão. Levítico, 25:4446

 

E vai além: permite que escravos sejam castigados, desde que, não até a morte. Leia:

Se alguém ferir o escravo ou a escrava a cacetadas, de modo que lhe morra nas mãos, o escravo deverá ser vingado. Mas se o escravo sobreviver por um ou mais dias, não será vingado, uma vez que era propriedade sua. Êxodo, 21:2021

 

Então, se o escravo procura na Bíblia um lenitivo, não leia esse:

Exorta os escravos a serem submissos a seus senhores, em tudo; a se mostrarem agradáveis, não os contradizendo nem os prejudicando, mas, pelo contrário, dando provas de uma perfeita fidelidade, para honrarem em tudo a doutrina de Deus, nosso Salvador. Tito, 2:9

* * *

Pense também em alguém que, com instinto violento e vingativo, acumula em sua mente um desejo de “limpar” as impurezas do mundo com as próprias mãos. Ele abre uma página qualquer da Bíblia e lê:

“Vai, realiza o projeto que tens no coração, pois o Senhor está contigo”. II Samuel, 7:3

* * *

Se a Bíblia é mesmo a “palavra de Deus”, em toda a sua plenitude, e um guia de conduta íntima e pessoal, então deveríamos obedecer a todos os seus preceitos, prestar os mesmos cultos e sacrifícios receitados pela lei.

Quer dizer: expiar nossos pecados pra cima de um bode; jamais trabalhar no dia santo; matar os infiéis, as prostitutas, os homossexuais e os filhos beberrões e desobedientes.

— Mas por que Jesus não cumpriu esses cerimoniais?

* * *

Os exemplos citados são apenas algumas das inúmeras contradições e incompatibilidades que se pode encontrar, percorrendo todas as letras bíblicas.

Por que outra razão não haveria atualmente tantas guerras envolvendo religiosidade, tantos psicopatas, assassinos em série e “heróis” extremistas.

Por semelhantes letras, não é o Alcorão — o livro sagrado para o Islã — tão criticado, bem como os muçulmanos, pelas ações terroristas?


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publicado por evangelicosfalsosprofetas, em 29.09.10 às 02:52link do post | favorito

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publicado por evangelicosfalsosprofetas, em 29.09.10 às 02:40link do post | favorito

  A bíblia contém muitos casos extremamente curiosos. Dentre eles resolvi relacionar alguns aqui:

O MAIS COMPETENTE CONSTRUTOR DE TODA A HISTÓRIA:
Caim. Após assassinar seu irmão, afastou-se da casa do pai e construiu sozinho uma cidade.  E em poucos anos!. (Gênesis, 4: 8-17).

A MAIS ANTIGA ENGENHARIA GENÉTICA:
Jacó não precisou de sofisticado laboratório, mas apenas de varas descascadas para alterar a estrutura genética do gado (Gênesis, 30: 37-43).  Só que ele não ensinou algum detalhe para seus descendentes, precisando haver muito estudo por milhares de anos para se conseguir alterar DNA e modificar animais.

O IRRACIONAL MAIS INTELIGENTE DE TODOS OS TEMPOS:
A jumenta de Balaão, que viu um anjo e falou com seu dono (Números, 22:21-30). É inteligência pra burro!!!

O HOMEM DONO DOS MAIS POTENTES PULMÕES:
Moisés. Ele falou para todo o povo de Israel, dois milhões de pessoas, sem auxílio de alto-falante (Deuteronômio, 1:1). 

OS MAIORES CRIADORES DE CAMELOS:
Os midianitas. Os “seus camelos eram inumeráveis, como a areia na praia do mar” (Juízes, 7:12). O mais curioso é que isso ocorreu em uma época em que, segundo análises históricas e arqueológicas, o homem ainda não havia domesticado o camelo.

OS TRABALHADORES MAIS LENTOS DE QUE SE TEM CONHECIMENTO:
Cento e cinqüenta e três mil e trezentas pessoas trabalharam sete anos na construção de um templo (REIS I 6:38), que tinha 28 metros de comprimento por 13 de largura (I Reis, 6:2: II Crônicas, 3:3) . Mas, apesar da lentidão, terminaram a construção, ao contrário de algumas obras que nossos governos iniciam.

O SISTEMA MAIS RÁPIDO DE SACRIFÍCIO DE ANIMAIS:
Salomão sacrificou ao Senhor 22.000 bois e 120.000 ovelhas em uma semana (II Crônicas, 7:5). Isto dá mais de 845 animais por hora, mais de 14 por minuto, 1 em aproximadamente 4 segundo. Isso é um espanto!

UM PROBLEMA QUE NEM OSVALD SOUZA EXPLICARIA:
Acazias tinha 42 anos quando se tornou rei; ele sucedeu a seu pai, que morreu com a idade de 40 anos (II Crônicas, 21:20; 22:1-2). Assim, Acazias era dois anos mais velho que seu próprio pai! É problema para nenhum matemático resolver!

A MONTANHA MAIS ALTA DO MUNDO:
O monte aonde Satanás levou Jesus. Dele era possível enxergar “todos os reinos do mundo” (Mateus, 4:17). Naquele tempo, o mundo devia mesmo ser plano e quadrado.

UM CLONE ENTRE OS HEBREUS:
Melquisedeque: “sem pai, sem mãe” (Hebreus, 7: 1-3). Esse melquisedeque não deve ter dado bom resultado; porque não apareceu nenhum outro durante milhares de anos; e, se os de hoje, com todo avanço tecnológicos, ainda não estão saindo perfeito, não era de se esperar muito naqueles dias, embora a experiência genética de Jacó parecesse dar certo. 
 


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publicado por evangelicosfalsosprofetas, em 28.09.10 às 01:04link do post | favorito

Sérgio Biagi Gregório

SUMÁRIO: 1. Introdução. 2. Conceito: 2.1. A Origem da Idéia de Deus; 2.2. Etimologia; 2.3. Significado de Deus. 3. Deus e a Divindade: Monoteísmo e Politeísmo. 4. A Revelação de Deus. 5. Provas da Existência de Deus. 6. Deus da Fé e Deus da Razão. 7. Atributos da Divindade. 8. Imagem de Deus. 9. Conclusão. 10. Bibliografia Consultada.

 

1. INTRODUÇÃO

O objetivo deste estudo é buscar uma compreensão mais abrangente da idéia de Deus. Embora seja difícil não só definir Deus como também provar a sua existência, temos condições de senti-Lo e de intui-Lo em nossa mente e em nossos corações. É o que faremos neste ensaio sintético.

2. CONCEITO DE DEUS

2.1. A ORIGEM DA IDÉIA DE DEUS

A origem da idéia de Deus pode ser concebida:

  1. Através da antiga doutrina cristã, que afirma que Deus se revelou aos antepassados do povo de Israel por meio das comunicações pessoais que lhes deram uma noção verdadeira, porém incompleta do Deus único, infinito e eterno; depois, no decurso de sua história, foi o povo alcançando gradualmente uma idéia mais adequada e estável acerca da natureza e dos atributos de Deus;
  2. Como resultado de um desenvolvimento puramente natural. Enquanto o homem se manteve no nível meramente animal não houve nele a idéia de Deus, se bem que existisse uma tendência para a religião. As suas necessidades e aspirações não encontravam satisfação no Mundo ambiente; conheceu as dificuldades e a dor. Em tais circunstâncias, surgiram no seu espírito "por necessidade psicológica" a idéia de encontrar auxílio que de algures lhe viesse, bem como a de algum poder ou poderes capazes de lho ministrar. Uma vez introduzida a idéia de Deus, observa-se a tendência para a multiplicação dos deuses ( e daí o politeísmo). Com o alargamento da família para a nação, a esfera de deus também ia se ampliando, e as vitórias sobre outras nações, assim como um mais largo entendimento no que concerne ao Mundo, teriam produzido enfim a idéia de um deus único além do quais todos os outros deuses seriam somente pretensos deuses, sem existência real. (Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira)

2.2. ETIMOLOGIA

Deus é um dos conceitos mais antigos e fecundos do patrimônio cultural da humanidade. Deriva do indo-europeu deiwos (resplandecente, luminoso), que designava originariamente os celestes (Sol, Lua, estrelas etc.) por oposição aos humanos, terrestre por natureza. Psicologicamente corresponde ao objeto supremo da experiência religiosa, no qual se concentram todos os caracteres do numinoso ou sagrado. (Enciclopédia Verbo da Sociedade e do Estado).

2.3. SIGNIFICADO DE DEUS

Tomou esta palavra a significação de princípio de explicação de todas as coisas, da entidade superior, imanente ou transcendente ao mundo (cosmos), ou princípio ou fim, ou princípio e fim, ser simplicíssimo, potentíssimo, único ou não, pessoal ou impessoal, consciente ou inconsciente, fonte e origem de tudo, venerado, adorado, respeitado, amado nas religiões e nas diversas ciências. Deste modo, em toda a parte onde está o homem, em seu pensamento e em suas especulações, a idéia de Deus aflora e exige explicações. É objeto de fé ou de razão, de temor ou de amor, mas para ele se dirigem as atenções humanas, não só para afirmar a sua existência, como para negá-la. (Santos, 1965)

Para o Espiritismo, Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.

3. DEUS E A DIVINDADE: MONOTEÍSMO E POLITEÍSMO

Os termos monoteísmo e politeísmo surgem no processo de identificação ou de distinção entre Deus e a divindade.

No politeísmo há uma hierarquia de deuses, de modo que não há uma identidade entre Deus e Divindade. A não observância dessa distinção acaba por confundir muitas mentes. Platão, Aristóteles e Bergson, por exemplo, são qualificados como monoteístas, quando na realidade não o são. No Timeu de Platão, o Demiurgo delega a outros deuses, criados por ele próprio, parte de suas funções criadoras; o Motor de Aristóteles, pressupõe a existência de outros motores menores. Em outros termos, a substância divina é participada por muitas divindades. Convém, assim, não confundir a unidade de Deus com um reconhecimento da unicidade de Deus. A unidade pressupõe a multiplicidade. Quer dizer, Deus sendo uno, ele pode multiplicar-se em vários deuses, formando uma hierarquia. Mas justamente por isso não é único: a unidade não elimina a multiplicidade, mas a recolhe em si mesma. Obviamente a multiplicidade de deuses em que se multiplica e se expande a divindade, não exclui a hierarquia e a função preemintente de um deles (o Demiurgo de Platão, o Primeiro Motor de Aristóteles, o Bem de Plotino); mas o reconhecimento de uma hierarquia e de um chefe da hierarquia não significa absolutamente a coincidência de Divindade e Deus e não é, portanto, monoteísmo.

O monoteísmo é caracterizado não pela presença de uma hierarquia, mas pelo reconhecimento de que a divindade é possuída só por Deus e que Deus e divindade coincidem. Nas discussões Trinitárias da Idade Patrística e da Escolástica, a identidade de Deus e da divindade foi o critério dirimente para reconhecer e combater aquelas interpretações que se inclinavam para o Triteísmo. Certamente, a Trindade é apresentada constantemente como um mistério que a razão mal pode roçar. Mas o que importa relevar é que a unidade divina só é considerada abalada quando, com a distinção entre Deus e a divindade, se admite, implícita ou explicitamente, a participação da mesma divindade por dois ou mais seres individualmente distintos. (Abbagnano, 1970)

Para o Espiritismo, Deus é o Criador do Universo. Portanto, admite a tese monoteísta. Contudo, os Espíritos por Ele criado, conforme o grau de evolução alcançado, podem ser classificados como Espíritos Co-Criadores em plano maior e Espíritos Co-Criadores em plano menor. De acordo com o Espírito André Luiz, em Evolução em Dois Mundos, os Espíritos Co-Criadores em plano maior "tomam o plasma divino e convertem-no em habitações cósmicas, de múltiplas expressões, radiantes e obscuras, gaseificadas ou sólidas, obedecendo a leis predeterminadas, quais moradias que perduram por milênios e milênios, mas que se desgastam e se transformam, por fim, de vez que o Espírito Criado pode formar ou co-criar, mas só Deus é o Criador de Toda a Eternidade"..."Em análogo alicerce, as Inteligências humanas que ombreiam conosco utilizam o mesmo fluido cósmico, em permanente circulação no Universo, para a Co-Criação em plano menor, assimilando os corpúsculos da matéria com a energia espiritual que lhes é própria, formando assim o veículo fisiopsicossomático em que se exprimem ou cunhando as civilizações que abrangem no mundo a Humanidade Encarnada e a Humanidade Desencarnada". (Xavier, 1977, p.20 a 23).

4. A REVELAÇÃO DE DEUS

A revelação de Deus aos homens pode ocorrer de três modos:

1.º) a que atribui à iniciativa do homem e ao uso das capacidades naturais de que dispõe, o conhecimento que o homem tem de Deus;

2.º) a que atribui à iniciativa de Deus e à sua revelação o conhecimento que o homem tem de Deus;

3.º) a que atribui à mescla das duas anteriores: a revelação não faz senão por concluir e levar à plenitude o esforço natural do homem de conhecer a Deus.

Desses três pontos de vista, o primeiro é o mais estritamente filosófico, os outros dois são predominantemente religiosos. O segundo ponto de vista pode ser visto em Pascal, quando afirma que "É o coração que sente a Deus, não a razão". O terceiro ponto de vista foi encarnado pela Patrística, que considerou a revelação cristã como complemento da filosofia grega. (Abbagnano, 1970)

De acordo com o Espiritismo, o que caracteriza a revelação espírita é o ser divina a sua origem e da iniciativa dos Espíritos, sendo sua elaboração fruto do trabalho do homem. E como meio de elaboração, o Espiritismo procede exatamente da mesma forma que as ciências positivas, aplicando o método experimental: formula hipóteses, testa-as e tira conclusões. (Kardec, 1975, p. 19 e 20)

5. PROVAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS

A prova da existência pode ser encontrada no axioma que aplicamos à ciência: não há efeito sem causa. Se o efeito é inteligente, a causa também o é. Diante deste fato, surge a questão: sendo o homem finito, pode ele perscrutar o infinito? Santo Tomas de Aquino dá-nos uma explicação, que é aceita com muita propriedade. A desproporcionalidade entre causa e efeito não tira o mérito da causa. Se só percebemos parte de uma causa, nem por isso ela deixa de ser verdadeira. Allan Kardec, nas perguntas 4 a 9 de O Livro dos Espíritos, diz-nos que para crer em Deus é suficiente lançar os olhos às obras da Criação. O Universo existe; ele tem, portanto, uma causa. Duvidar da existência de Deus seria negar que todo o efeito tem uma causa, e avançar que o nada pode fazer alguma coisa. A harmonia que regula as forças do Universo revela combinações e fins determinados, e por isso mesmo um poder inteligente. Atribuir a formação primária ao acaso seria uma falta de senso, porque o acaso é cego e não pode produzir efeitos inteligentes. Um acaso inteligente já não seria acaso.

6. DEUS DA FÉ E DEUS DA RAZÃO

Descartes, no âmago da sua lucubração racionalista, descobre Deus através da razão. Pascal, por outro lado, fala-nos que só podemos conhecer Deus através da Fé. A dicotomia entre fé e razão sempre existiu ao longo do processo histórico. Aceitar Deus pela razão é um atitude eminentemente filosófica; enquanto aceitar Deus pela fé é uma atitude preponderantemente religiosa.

De acordo com o Espiritismo, a fé é inata no ser humano, ou seja, ela é um sentimento natural, que precisa, contudo, ser raciocinado. Não adianta apenas crer; é preciso saber porque se crê. É nesse sentido que Allan Kardec elaborou a codificação. Observe que junto ao título de O Evangelho Segundo o Espiritismo, o Codificador colocou uma frase lapidar: "Não há fé inabalável senão aquela que pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da Humanidade". Quer dizer, nunca aceitar nada sem o crivo da razão.

7. ATRIBUTOS DA DIVINDADE

Allan Kardec, nas perguntas 10 a 13 de O Livro dos Espíritos, explica-nos que se ainda não compreendemos a natureza íntima de Deus, é porque nos falta um sentido. Esclarece-nos, contudo, que Deus deve ter todas as perfeições em grau supremo, pois se tivesse uma de menos, ou que não fosse de grau infinito, não seria superior a tudo, e por conseguinte não seria Deus. Assim:

DEUS É ETERNO. Se Ele tivesse tido um começo, teria saído do nada, ou, então, teria sido criado por um ser anterior. É assim que, pouco a pouco, remontamos ao infinito e à eternidade.

É IMUTÁVEL. Se Ele estivesse sujeito a mudanças as leis que regem o Universo não teriam nenhuma estabilidade.

É IMATERIAL. Quer dizer, sua natureza difere de tudo o que chamamos matéria, pois de outra forma Ele não seria imutável, estando sujeito às transformações da matéria.

É ÚNICO. Se houvesse muitos Deuses, não haveria unidade de vistas nem de poder na organização da matéria.

É TODO-PODEROSO. Porque é único. Se não tivesse o poder-soberano, haveria alguma coisa mais poderosa ou tão poderosa quanto Ele, que assim não teria feito todas as coisas. E aquelas que ele não tivesse feito seriam obra de um outro Deus.

É SOBERANAMENTE JUSTO E BOM. A sabedoria providencial das leis divinas se revela nos menores como nas maiores coisas, e esta sabedoria não nos permite duvidar da sua justiça nem da sua bondade.

8. IMAGEM DE DEUS

Imaginar Deus como um velhinho de barbas brancas, sentado em um trono, é tomá-Lo como um Deus antropomórfico. Damo-Lhe a extensão de nossa visão. Quer dizer, quanto mais primitivos formos, mais associamo- Lo às coisas palpáveis, como trovão, tempestade, bosque etc. À medida que progredimos no campo da espiritualidade, damo-Lhe a conotação de energia, de criação, de infinito, de coisa indefinível etc. O homem cria Deus à sua imagem e semelhança. Não se trata de criar Deus, mas sim uma imagem de Deus à nossa imagem e semelhança. Observe que a imagem oriental é uma imagem de aniquilação. No Espiritismo, devemos lembrar sempre que Deus não tem forma, pois difere de tudo o que é material. Devemos, sim, intuí-Lo, simplesmente, como a causa primária de todas as coisas.

9. CONCLUSÃO

Lembremo-nos de que encontramos Deus em nossa experiência mais íntima. Quer sejamos crentes ou ateus - estamos sempre procurando transcender-nos rumo a metas cada vez mais novas e nunca completamente realizáveis. Nesse sentido, a experiência superficial é alienante. Somente num constante esforço de aprofundamento de tudo o que nos rodeia é que podemos alcançar a riqueza da vida. Desse modo, convém sempre nos dirigirmos a Deus alicerçados na humildade e simplicidade de coração, com o bom ânimo de atender primeiramente à Sua vontade e não à nossa.

10. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

                       ABBAGNANO, N. Dicionário de Filosofia. São Paulo, Mestre Jou, 1970.

                       Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. Lisboa/Rio de Janeiro, Editorial Enciclopédia, s.d. p.

                       KARDEC, A. A Gênese - Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo. 17. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1975.

                       KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. 8. ed., São Paulo, FEESP, 1995.

                       Polis - Enciclopédia Verbo da Sociedade e do Estado.

                       SANTOS, M. F. dos. Dicionário de Filosofia e Ciências Culturais. 3. ed., São Paulo, Matese, 1965.

                       XAVIER, F. C. e VIEIRA, W. Evolução em Dois Mundos, pelo Espírito André Luiz, 4. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1977.

 


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publicado por evangelicosfalsosprofetas, em 26.09.10 às 21:01link do post | favorito
 
 

Não é raro encontrar pessoas que acreditam piamente no relato do dilúvio universal, tal qual está em Gênesis. Nem ao menos se dão ao trabalho de pensar a respeito. E se aceitam os absurdos mais colossais, é simplesmente porque está na Bíblia. E para estes, aquele é o livro que contêm “A Palavra de Deus”, isto é, tudo que há nele é verdadeiro e ocorreu tal qual está escrito e ponto final.

Na Bíblia está escrito: “Tendo sido abertas as comportas do reservatório das águas superiores, a água despenhou-se do céu em cataratas durante quarenta dias e quarenta noites, elevou-se quinze polegadas acima das mais altas montanhas em toda a terra e levou durante cento e cincoenta dias a arca na qual Noé fizera entrar um macho e uma fêmea de todas as espécies de animais existentes sobre o globo” (Gên, 7: 11-20).

E acrescenta que Deus disse a Noé: “Faze uma arca de madeiras aplainadas; e hás de fazê-la do seguinte modo: o comprimento da arca será de trezentos côvados, a largura de cincoenta côvados, e a altura de trinta côvados” (Gên. 6: 14-15).


NOTA: Côvado, do latim cubitu, é uma antiga medida de comprimento e corresponde a 66 centímetros.

Mas, vamos para os cálculos e veremos que o barco tinha um comprimento de 198 metros; 33 metros de largura e 19,8m. de altura. Quanto tempo seria necessário para montar um barco nesses moldes, de madeira e lisinho com as ferra-mentas rústicas da época? Ora, um navio de cargas moderno mede em média, 190 metros de comprimento. Agora, imaginemos um barco de madeira, transportando uma carga estúpida, vagando sobre as águas que cobriam a terra, durante um período de um ano. É o que consta na Bíblia, passou um ano... E como aceitar que Noé fez entrar no barco um casal de todas as espécies de animais... E os animais que em sua região não existiam? E a quantidade de alimentos que seriam necessários, especialmente, para alimentar os animais carnívoros?

E o que tem de mais escandaloso nisso tudo, é Deus impor esse monstruoso sacrifício a Noé, pois iria exterminar toda a raça humana, bem como todos os animais (Gên. 6: 5-7). Interessante é que Deus só viu que o homem é agressivo depois que este estava criado. E se queria “Exterminar da face da terra o homem que criara”, porque então Noé e sua família ser exceção à regra?

Que houve o dilúvio bíblico não há negar, mas aceitar que foi universal, não há como. Convém distinguir o dilúvio universal propriamente dito do dilúvio bíblico. O bíblico foi apenas local e a narração bíblica é própria de uma imaginação hiperbólica.

Encontramos o dilúvio bíblico nas tradições de todos os povos. Na India, o “Livro dos Vedas” (que é anterior à “Biblia” do povo judeu), já falava sobre o assunto de maneira figurada. Vaivawata recebe ordens de Brahma para construir um barco e embarcar sementes de todos os vegetais. Quanto ao dilúvio universal, conforme a geologia foi o sexto período na formação do globo terrestre. O dilúvio bíblico, porém, como querem os seis apologistas, é uma fábula que lhe rodeia o berço.

O homem, de um modo geral, é pouco inclinado a compreender os fenômenos ainda inexplicados, como também a aceitar ideias novas. Mas, apesar dessa aparente sabedoria que o faz recuar diante de fatos que podem ser averiguados, observados e estudados, logo se vê que assim não procede diante de outras questões. Aliás, a espécie humana se compõe de uma diversidade realmente digna de nota. Do mesmo modo que há criaturas que em nada crêem, há em número bem maior as que em tudo acreditam. A credulidade humana verdadeiramente não tem limites e, coisa estranha é justamente os mais cépticos os que têm acolhido as maiores san-dices.

Graças à interpretação ao pé da letra de um fato simbólico, é que temos segundo os “crentes”, a criação do mundo em apenas seis dias. E Deus, no sétimo foi descansar. Se, porém, me dissessem que o sétimo dia corresponde ao último período geológico em que surgiu o homem no planeta Terra, estaria calado. O que não consigo entender é que Deus já pensasse como o homem, que ainda não havia sido criado, Já pensasse rm terminar o seu serviço para descansar.

E vimos depois uma cobra que falava. Essa estória, inclusive serve para demonstrar às crianças o quanto este réptil pode ser perigoso. E temdo Deus criado o homem, logo se arrependeu, mas não o destrói. E daí em diante, o homem passou a ser criminoso antes de nascer.
Freud analisando o caso de Caim, não há dúvidas, diagnosticaria psicose magalomaníaca. E não seria para menos. Um homem sai por terras desertas com medo de ser assassinado (por quem?) e constrói uma cidade (para quem?). Inte-ressante também é como surgiu a mulher de Caim: do nada? A hipótese da geração espontânea de Lamaeck, como se vê, tem base bíblica.

Da serpente surgiu a teoria apocalíptica do diabo e do vexame de Adão em querer saber o que havia por baixo da saia (?) de Eva, foram punidos todos os homens. E agora, só temos duas opções: ir direto para o Céu e gozar as delícias do paraíso; ou ir direto para o inferno e, o que é pior, eternamente.

Como se vê, não é necessário só inteligência, é preciso também muita boa vontade para se aceitar e entender tal qual os exegetas nos explicam. Com os atuais progressos da ciên-cia, é até anedótico tal doutrina. E ainda em nossos dias se embalam as crianças, como se fora uma verdade sagrada. Não é de admirar que tais simbolismos apregoados como verdade, venha fazendo incrédulos. ▲


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publicado por evangelicosfalsosprofetas, em 26.09.10 às 05:05link do post | favorito

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