"CONTESTAR AS OPINIÕES ERRÔNEAS QUE CONTRA NÓS ESPÍRITAS SÃO APRESENTADAS; REBATER AS CALÚNIAS; APONTAR AS MENTIRAS; DESMASCARAR A HIPOCRISIA; TAL DEVE SER O AFÃ DE TODO ESPÍRITA SINCERO, CÔNSCIO DOS DEVERES QUE LHES SÃO CONFIADOS”.
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publicado por evangelicosfalsosprofetas, em 30.09.10 às 00:01link do post | favorito

A Bíblia é mesmo o melhor guia?

 

Os prosélitos católicos e evangélicos protestantes costumam criticar livros de autoajuda, propondo, em contrapartida, que os fieis leiam as Escrituras. Esporadicamente, sobra até para os psicólogos: “quem precisa de um consultório, se temos igrejas e templos, padres e pastores, etc.?” – dizem.

 

Algumas pessoas gostam de consultar os textos sagrados para determinados temas, ou abrir uma página sortida e consultar o que o Senhor tem para lhe dizer naquele instante – um ato até de misticismo.

 

Os resultados podem ser surpreendentes.

 

Imagine que alguém está em desespero, sofrendo uma tentação terrível por causa de cobiça por um objeto do seu vizinho. Então, ela abre a Bíblia aleatoriamente e cai na passagem seguinte:

“Se tua mão ou teu pé te leva à queda, corta e joga fora. É melhor entrares na vida tendo só uma das mãos ou dos pés do que, com duas mãos ou dois pés, seres lançado ao fogo do inferno”. Mateus, 18:8

Que ele fará?

* * *

Imagine se alguém flagrar seu cônjuge em adultério e consultar o trecho adiante:

Se um homem cometer um adultério com a mulher do próximo, o adúltero e a adúltera serão punidos de morte. Levítico, 20:10

Se essa pessoa não matar os dois adúlteros, no mínimo, poderá ficar atormentado por não ter feito a justiça que a Bíblia ordena.

* * *

 

Se uma mulher sofre opressão de machismo e procurar consolo nas escrituras, sofrerá ainda mais ao ler essas normas:

Durante a instrução, a mulher fique escutando em silêncio, com toda a admissão. Não permito que a mulher ensine, nem que mande no homem. Ela fique em silêncio.

Com efeito, Adão foi formado primeiro; Eva, depois. E não foi Adão que se deixou seduzir, mas a mulher é que foi seduzida e se tornou culpada de transgressão. I Timóteo, 2:1114

 

E não é um trecho único. Analisem:

As mulheres sejam submissas aos seus maridos, como ao Senhor Efésios, 5:22

 

E com corroboração:

Como se faz em todas as igrejas dos santos, as mulheres guardem silêncio nas reuniões. Não lhes é permitido tomar a palavra, mas que sejam submissas, como diz também a lei. I Coríntios, 14: 34

 

O que a Bíblia faz é, indubitavelmente, marchar no mesmo compasso do machismo daquele povo, na sua contemporaneidade: as mulheres tinham um papel meramente doméstico; não eram mencionadas nas contagens; não tinham voz nos tribunais (nem para defesa, nem para testemunho); e descriminadas pela lei.

* * *

Na época da escravidão negreira — e não faz muito tempo —, os senhores donos dos escravos usavam a Bíblia pra justificar suas posses humanas baseados em várias passagens, como nessa:

“O escravo ou a escreva que tiveres virão das nações que vos cercam. Deles podereis comprar escravos e escravas. Podereis também comprá-los entre os filhos dos estrangeiros que vivem convosco, nascidos no país, ou entre suas famílias que moram convosco. Serão propriedades vossa, e podereis deixá-los como propriedade hereditária aos vossos filhos. Deles sempre podereis servir-vos como escravos, mas quanto aos vossos irmãos israelitas, ninguém domine com dureza o irmão. Levítico, 25:4446

 

E vai além: permite que escravos sejam castigados, desde que, não até a morte. Leia:

Se alguém ferir o escravo ou a escrava a cacetadas, de modo que lhe morra nas mãos, o escravo deverá ser vingado. Mas se o escravo sobreviver por um ou mais dias, não será vingado, uma vez que era propriedade sua. Êxodo, 21:2021

 

Então, se o escravo procura na Bíblia um lenitivo, não leia esse:

Exorta os escravos a serem submissos a seus senhores, em tudo; a se mostrarem agradáveis, não os contradizendo nem os prejudicando, mas, pelo contrário, dando provas de uma perfeita fidelidade, para honrarem em tudo a doutrina de Deus, nosso Salvador. Tito, 2:9

* * *

Pense também em alguém que, com instinto violento e vingativo, acumula em sua mente um desejo de “limpar” as impurezas do mundo com as próprias mãos. Ele abre uma página qualquer da Bíblia e lê:

“Vai, realiza o projeto que tens no coração, pois o Senhor está contigo”. II Samuel, 7:3

* * *

Se a Bíblia é mesmo a “palavra de Deus”, em toda a sua plenitude, e um guia de conduta íntima e pessoal, então deveríamos obedecer a todos os seus preceitos, prestar os mesmos cultos e sacrifícios receitados pela lei.

Quer dizer: expiar nossos pecados pra cima de um bode; jamais trabalhar no dia santo; matar os infiéis, as prostitutas, os homossexuais e os filhos beberrões e desobedientes.

— Mas por que Jesus não cumpriu esses cerimoniais?

* * *

Os exemplos citados são apenas algumas das inúmeras contradições e incompatibilidades que se pode encontrar, percorrendo todas as letras bíblicas.

Por que outra razão não haveria atualmente tantas guerras envolvendo religiosidade, tantos psicopatas, assassinos em série e “heróis” extremistas.

Por semelhantes letras, não é o Alcorão — o livro sagrado para o Islã — tão criticado, bem como os muçulmanos, pelas ações terroristas?


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publicado por evangelicosfalsosprofetas, em 29.09.10 às 02:52link do post | favorito

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publicado por evangelicosfalsosprofetas, em 29.09.10 às 02:40link do post | favorito

  A bíblia contém muitos casos extremamente curiosos. Dentre eles resolvi relacionar alguns aqui:

O MAIS COMPETENTE CONSTRUTOR DE TODA A HISTÓRIA:
Caim. Após assassinar seu irmão, afastou-se da casa do pai e construiu sozinho uma cidade.  E em poucos anos!. (Gênesis, 4: 8-17).

A MAIS ANTIGA ENGENHARIA GENÉTICA:
Jacó não precisou de sofisticado laboratório, mas apenas de varas descascadas para alterar a estrutura genética do gado (Gênesis, 30: 37-43).  Só que ele não ensinou algum detalhe para seus descendentes, precisando haver muito estudo por milhares de anos para se conseguir alterar DNA e modificar animais.

O IRRACIONAL MAIS INTELIGENTE DE TODOS OS TEMPOS:
A jumenta de Balaão, que viu um anjo e falou com seu dono (Números, 22:21-30). É inteligência pra burro!!!

O HOMEM DONO DOS MAIS POTENTES PULMÕES:
Moisés. Ele falou para todo o povo de Israel, dois milhões de pessoas, sem auxílio de alto-falante (Deuteronômio, 1:1). 

OS MAIORES CRIADORES DE CAMELOS:
Os midianitas. Os “seus camelos eram inumeráveis, como a areia na praia do mar” (Juízes, 7:12). O mais curioso é que isso ocorreu em uma época em que, segundo análises históricas e arqueológicas, o homem ainda não havia domesticado o camelo.

OS TRABALHADORES MAIS LENTOS DE QUE SE TEM CONHECIMENTO:
Cento e cinqüenta e três mil e trezentas pessoas trabalharam sete anos na construção de um templo (REIS I 6:38), que tinha 28 metros de comprimento por 13 de largura (I Reis, 6:2: II Crônicas, 3:3) . Mas, apesar da lentidão, terminaram a construção, ao contrário de algumas obras que nossos governos iniciam.

O SISTEMA MAIS RÁPIDO DE SACRIFÍCIO DE ANIMAIS:
Salomão sacrificou ao Senhor 22.000 bois e 120.000 ovelhas em uma semana (II Crônicas, 7:5). Isto dá mais de 845 animais por hora, mais de 14 por minuto, 1 em aproximadamente 4 segundo. Isso é um espanto!

UM PROBLEMA QUE NEM OSVALD SOUZA EXPLICARIA:
Acazias tinha 42 anos quando se tornou rei; ele sucedeu a seu pai, que morreu com a idade de 40 anos (II Crônicas, 21:20; 22:1-2). Assim, Acazias era dois anos mais velho que seu próprio pai! É problema para nenhum matemático resolver!

A MONTANHA MAIS ALTA DO MUNDO:
O monte aonde Satanás levou Jesus. Dele era possível enxergar “todos os reinos do mundo” (Mateus, 4:17). Naquele tempo, o mundo devia mesmo ser plano e quadrado.

UM CLONE ENTRE OS HEBREUS:
Melquisedeque: “sem pai, sem mãe” (Hebreus, 7: 1-3). Esse melquisedeque não deve ter dado bom resultado; porque não apareceu nenhum outro durante milhares de anos; e, se os de hoje, com todo avanço tecnológicos, ainda não estão saindo perfeito, não era de se esperar muito naqueles dias, embora a experiência genética de Jacó parecesse dar certo. 
 


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publicado por evangelicosfalsosprofetas, em 28.09.10 às 01:04link do post | favorito

Sérgio Biagi Gregório

SUMÁRIO: 1. Introdução. 2. Conceito: 2.1. A Origem da Idéia de Deus; 2.2. Etimologia; 2.3. Significado de Deus. 3. Deus e a Divindade: Monoteísmo e Politeísmo. 4. A Revelação de Deus. 5. Provas da Existência de Deus. 6. Deus da Fé e Deus da Razão. 7. Atributos da Divindade. 8. Imagem de Deus. 9. Conclusão. 10. Bibliografia Consultada.

 

1. INTRODUÇÃO

O objetivo deste estudo é buscar uma compreensão mais abrangente da idéia de Deus. Embora seja difícil não só definir Deus como também provar a sua existência, temos condições de senti-Lo e de intui-Lo em nossa mente e em nossos corações. É o que faremos neste ensaio sintético.

2. CONCEITO DE DEUS

2.1. A ORIGEM DA IDÉIA DE DEUS

A origem da idéia de Deus pode ser concebida:

  1. Através da antiga doutrina cristã, que afirma que Deus se revelou aos antepassados do povo de Israel por meio das comunicações pessoais que lhes deram uma noção verdadeira, porém incompleta do Deus único, infinito e eterno; depois, no decurso de sua história, foi o povo alcançando gradualmente uma idéia mais adequada e estável acerca da natureza e dos atributos de Deus;
  2. Como resultado de um desenvolvimento puramente natural. Enquanto o homem se manteve no nível meramente animal não houve nele a idéia de Deus, se bem que existisse uma tendência para a religião. As suas necessidades e aspirações não encontravam satisfação no Mundo ambiente; conheceu as dificuldades e a dor. Em tais circunstâncias, surgiram no seu espírito "por necessidade psicológica" a idéia de encontrar auxílio que de algures lhe viesse, bem como a de algum poder ou poderes capazes de lho ministrar. Uma vez introduzida a idéia de Deus, observa-se a tendência para a multiplicação dos deuses ( e daí o politeísmo). Com o alargamento da família para a nação, a esfera de deus também ia se ampliando, e as vitórias sobre outras nações, assim como um mais largo entendimento no que concerne ao Mundo, teriam produzido enfim a idéia de um deus único além do quais todos os outros deuses seriam somente pretensos deuses, sem existência real. (Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira)

2.2. ETIMOLOGIA

Deus é um dos conceitos mais antigos e fecundos do patrimônio cultural da humanidade. Deriva do indo-europeu deiwos (resplandecente, luminoso), que designava originariamente os celestes (Sol, Lua, estrelas etc.) por oposição aos humanos, terrestre por natureza. Psicologicamente corresponde ao objeto supremo da experiência religiosa, no qual se concentram todos os caracteres do numinoso ou sagrado. (Enciclopédia Verbo da Sociedade e do Estado).

2.3. SIGNIFICADO DE DEUS

Tomou esta palavra a significação de princípio de explicação de todas as coisas, da entidade superior, imanente ou transcendente ao mundo (cosmos), ou princípio ou fim, ou princípio e fim, ser simplicíssimo, potentíssimo, único ou não, pessoal ou impessoal, consciente ou inconsciente, fonte e origem de tudo, venerado, adorado, respeitado, amado nas religiões e nas diversas ciências. Deste modo, em toda a parte onde está o homem, em seu pensamento e em suas especulações, a idéia de Deus aflora e exige explicações. É objeto de fé ou de razão, de temor ou de amor, mas para ele se dirigem as atenções humanas, não só para afirmar a sua existência, como para negá-la. (Santos, 1965)

Para o Espiritismo, Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.

3. DEUS E A DIVINDADE: MONOTEÍSMO E POLITEÍSMO

Os termos monoteísmo e politeísmo surgem no processo de identificação ou de distinção entre Deus e a divindade.

No politeísmo há uma hierarquia de deuses, de modo que não há uma identidade entre Deus e Divindade. A não observância dessa distinção acaba por confundir muitas mentes. Platão, Aristóteles e Bergson, por exemplo, são qualificados como monoteístas, quando na realidade não o são. No Timeu de Platão, o Demiurgo delega a outros deuses, criados por ele próprio, parte de suas funções criadoras; o Motor de Aristóteles, pressupõe a existência de outros motores menores. Em outros termos, a substância divina é participada por muitas divindades. Convém, assim, não confundir a unidade de Deus com um reconhecimento da unicidade de Deus. A unidade pressupõe a multiplicidade. Quer dizer, Deus sendo uno, ele pode multiplicar-se em vários deuses, formando uma hierarquia. Mas justamente por isso não é único: a unidade não elimina a multiplicidade, mas a recolhe em si mesma. Obviamente a multiplicidade de deuses em que se multiplica e se expande a divindade, não exclui a hierarquia e a função preemintente de um deles (o Demiurgo de Platão, o Primeiro Motor de Aristóteles, o Bem de Plotino); mas o reconhecimento de uma hierarquia e de um chefe da hierarquia não significa absolutamente a coincidência de Divindade e Deus e não é, portanto, monoteísmo.

O monoteísmo é caracterizado não pela presença de uma hierarquia, mas pelo reconhecimento de que a divindade é possuída só por Deus e que Deus e divindade coincidem. Nas discussões Trinitárias da Idade Patrística e da Escolástica, a identidade de Deus e da divindade foi o critério dirimente para reconhecer e combater aquelas interpretações que se inclinavam para o Triteísmo. Certamente, a Trindade é apresentada constantemente como um mistério que a razão mal pode roçar. Mas o que importa relevar é que a unidade divina só é considerada abalada quando, com a distinção entre Deus e a divindade, se admite, implícita ou explicitamente, a participação da mesma divindade por dois ou mais seres individualmente distintos. (Abbagnano, 1970)

Para o Espiritismo, Deus é o Criador do Universo. Portanto, admite a tese monoteísta. Contudo, os Espíritos por Ele criado, conforme o grau de evolução alcançado, podem ser classificados como Espíritos Co-Criadores em plano maior e Espíritos Co-Criadores em plano menor. De acordo com o Espírito André Luiz, em Evolução em Dois Mundos, os Espíritos Co-Criadores em plano maior "tomam o plasma divino e convertem-no em habitações cósmicas, de múltiplas expressões, radiantes e obscuras, gaseificadas ou sólidas, obedecendo a leis predeterminadas, quais moradias que perduram por milênios e milênios, mas que se desgastam e se transformam, por fim, de vez que o Espírito Criado pode formar ou co-criar, mas só Deus é o Criador de Toda a Eternidade"..."Em análogo alicerce, as Inteligências humanas que ombreiam conosco utilizam o mesmo fluido cósmico, em permanente circulação no Universo, para a Co-Criação em plano menor, assimilando os corpúsculos da matéria com a energia espiritual que lhes é própria, formando assim o veículo fisiopsicossomático em que se exprimem ou cunhando as civilizações que abrangem no mundo a Humanidade Encarnada e a Humanidade Desencarnada". (Xavier, 1977, p.20 a 23).

4. A REVELAÇÃO DE DEUS

A revelação de Deus aos homens pode ocorrer de três modos:

1.º) a que atribui à iniciativa do homem e ao uso das capacidades naturais de que dispõe, o conhecimento que o homem tem de Deus;

2.º) a que atribui à iniciativa de Deus e à sua revelação o conhecimento que o homem tem de Deus;

3.º) a que atribui à mescla das duas anteriores: a revelação não faz senão por concluir e levar à plenitude o esforço natural do homem de conhecer a Deus.

Desses três pontos de vista, o primeiro é o mais estritamente filosófico, os outros dois são predominantemente religiosos. O segundo ponto de vista pode ser visto em Pascal, quando afirma que "É o coração que sente a Deus, não a razão". O terceiro ponto de vista foi encarnado pela Patrística, que considerou a revelação cristã como complemento da filosofia grega. (Abbagnano, 1970)

De acordo com o Espiritismo, o que caracteriza a revelação espírita é o ser divina a sua origem e da iniciativa dos Espíritos, sendo sua elaboração fruto do trabalho do homem. E como meio de elaboração, o Espiritismo procede exatamente da mesma forma que as ciências positivas, aplicando o método experimental: formula hipóteses, testa-as e tira conclusões. (Kardec, 1975, p. 19 e 20)

5. PROVAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS

A prova da existência pode ser encontrada no axioma que aplicamos à ciência: não há efeito sem causa. Se o efeito é inteligente, a causa também o é. Diante deste fato, surge a questão: sendo o homem finito, pode ele perscrutar o infinito? Santo Tomas de Aquino dá-nos uma explicação, que é aceita com muita propriedade. A desproporcionalidade entre causa e efeito não tira o mérito da causa. Se só percebemos parte de uma causa, nem por isso ela deixa de ser verdadeira. Allan Kardec, nas perguntas 4 a 9 de O Livro dos Espíritos, diz-nos que para crer em Deus é suficiente lançar os olhos às obras da Criação. O Universo existe; ele tem, portanto, uma causa. Duvidar da existência de Deus seria negar que todo o efeito tem uma causa, e avançar que o nada pode fazer alguma coisa. A harmonia que regula as forças do Universo revela combinações e fins determinados, e por isso mesmo um poder inteligente. Atribuir a formação primária ao acaso seria uma falta de senso, porque o acaso é cego e não pode produzir efeitos inteligentes. Um acaso inteligente já não seria acaso.

6. DEUS DA FÉ E DEUS DA RAZÃO

Descartes, no âmago da sua lucubração racionalista, descobre Deus através da razão. Pascal, por outro lado, fala-nos que só podemos conhecer Deus através da Fé. A dicotomia entre fé e razão sempre existiu ao longo do processo histórico. Aceitar Deus pela razão é um atitude eminentemente filosófica; enquanto aceitar Deus pela fé é uma atitude preponderantemente religiosa.

De acordo com o Espiritismo, a fé é inata no ser humano, ou seja, ela é um sentimento natural, que precisa, contudo, ser raciocinado. Não adianta apenas crer; é preciso saber porque se crê. É nesse sentido que Allan Kardec elaborou a codificação. Observe que junto ao título de O Evangelho Segundo o Espiritismo, o Codificador colocou uma frase lapidar: "Não há fé inabalável senão aquela que pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da Humanidade". Quer dizer, nunca aceitar nada sem o crivo da razão.

7. ATRIBUTOS DA DIVINDADE

Allan Kardec, nas perguntas 10 a 13 de O Livro dos Espíritos, explica-nos que se ainda não compreendemos a natureza íntima de Deus, é porque nos falta um sentido. Esclarece-nos, contudo, que Deus deve ter todas as perfeições em grau supremo, pois se tivesse uma de menos, ou que não fosse de grau infinito, não seria superior a tudo, e por conseguinte não seria Deus. Assim:

DEUS É ETERNO. Se Ele tivesse tido um começo, teria saído do nada, ou, então, teria sido criado por um ser anterior. É assim que, pouco a pouco, remontamos ao infinito e à eternidade.

É IMUTÁVEL. Se Ele estivesse sujeito a mudanças as leis que regem o Universo não teriam nenhuma estabilidade.

É IMATERIAL. Quer dizer, sua natureza difere de tudo o que chamamos matéria, pois de outra forma Ele não seria imutável, estando sujeito às transformações da matéria.

É ÚNICO. Se houvesse muitos Deuses, não haveria unidade de vistas nem de poder na organização da matéria.

É TODO-PODEROSO. Porque é único. Se não tivesse o poder-soberano, haveria alguma coisa mais poderosa ou tão poderosa quanto Ele, que assim não teria feito todas as coisas. E aquelas que ele não tivesse feito seriam obra de um outro Deus.

É SOBERANAMENTE JUSTO E BOM. A sabedoria providencial das leis divinas se revela nos menores como nas maiores coisas, e esta sabedoria não nos permite duvidar da sua justiça nem da sua bondade.

8. IMAGEM DE DEUS

Imaginar Deus como um velhinho de barbas brancas, sentado em um trono, é tomá-Lo como um Deus antropomórfico. Damo-Lhe a extensão de nossa visão. Quer dizer, quanto mais primitivos formos, mais associamo- Lo às coisas palpáveis, como trovão, tempestade, bosque etc. À medida que progredimos no campo da espiritualidade, damo-Lhe a conotação de energia, de criação, de infinito, de coisa indefinível etc. O homem cria Deus à sua imagem e semelhança. Não se trata de criar Deus, mas sim uma imagem de Deus à nossa imagem e semelhança. Observe que a imagem oriental é uma imagem de aniquilação. No Espiritismo, devemos lembrar sempre que Deus não tem forma, pois difere de tudo o que é material. Devemos, sim, intuí-Lo, simplesmente, como a causa primária de todas as coisas.

9. CONCLUSÃO

Lembremo-nos de que encontramos Deus em nossa experiência mais íntima. Quer sejamos crentes ou ateus - estamos sempre procurando transcender-nos rumo a metas cada vez mais novas e nunca completamente realizáveis. Nesse sentido, a experiência superficial é alienante. Somente num constante esforço de aprofundamento de tudo o que nos rodeia é que podemos alcançar a riqueza da vida. Desse modo, convém sempre nos dirigirmos a Deus alicerçados na humildade e simplicidade de coração, com o bom ânimo de atender primeiramente à Sua vontade e não à nossa.

10. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

                       ABBAGNANO, N. Dicionário de Filosofia. São Paulo, Mestre Jou, 1970.

                       Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. Lisboa/Rio de Janeiro, Editorial Enciclopédia, s.d. p.

                       KARDEC, A. A Gênese - Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo. 17. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1975.

                       KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. 8. ed., São Paulo, FEESP, 1995.

                       Polis - Enciclopédia Verbo da Sociedade e do Estado.

                       SANTOS, M. F. dos. Dicionário de Filosofia e Ciências Culturais. 3. ed., São Paulo, Matese, 1965.

                       XAVIER, F. C. e VIEIRA, W. Evolução em Dois Mundos, pelo Espírito André Luiz, 4. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1977.

 


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publicado por evangelicosfalsosprofetas, em 26.09.10 às 21:01link do post | favorito
 
 

Não é raro encontrar pessoas que acreditam piamente no relato do dilúvio universal, tal qual está em Gênesis. Nem ao menos se dão ao trabalho de pensar a respeito. E se aceitam os absurdos mais colossais, é simplesmente porque está na Bíblia. E para estes, aquele é o livro que contêm “A Palavra de Deus”, isto é, tudo que há nele é verdadeiro e ocorreu tal qual está escrito e ponto final.

Na Bíblia está escrito: “Tendo sido abertas as comportas do reservatório das águas superiores, a água despenhou-se do céu em cataratas durante quarenta dias e quarenta noites, elevou-se quinze polegadas acima das mais altas montanhas em toda a terra e levou durante cento e cincoenta dias a arca na qual Noé fizera entrar um macho e uma fêmea de todas as espécies de animais existentes sobre o globo” (Gên, 7: 11-20).

E acrescenta que Deus disse a Noé: “Faze uma arca de madeiras aplainadas; e hás de fazê-la do seguinte modo: o comprimento da arca será de trezentos côvados, a largura de cincoenta côvados, e a altura de trinta côvados” (Gên. 6: 14-15).


NOTA: Côvado, do latim cubitu, é uma antiga medida de comprimento e corresponde a 66 centímetros.

Mas, vamos para os cálculos e veremos que o barco tinha um comprimento de 198 metros; 33 metros de largura e 19,8m. de altura. Quanto tempo seria necessário para montar um barco nesses moldes, de madeira e lisinho com as ferra-mentas rústicas da época? Ora, um navio de cargas moderno mede em média, 190 metros de comprimento. Agora, imaginemos um barco de madeira, transportando uma carga estúpida, vagando sobre as águas que cobriam a terra, durante um período de um ano. É o que consta na Bíblia, passou um ano... E como aceitar que Noé fez entrar no barco um casal de todas as espécies de animais... E os animais que em sua região não existiam? E a quantidade de alimentos que seriam necessários, especialmente, para alimentar os animais carnívoros?

E o que tem de mais escandaloso nisso tudo, é Deus impor esse monstruoso sacrifício a Noé, pois iria exterminar toda a raça humana, bem como todos os animais (Gên. 6: 5-7). Interessante é que Deus só viu que o homem é agressivo depois que este estava criado. E se queria “Exterminar da face da terra o homem que criara”, porque então Noé e sua família ser exceção à regra?

Que houve o dilúvio bíblico não há negar, mas aceitar que foi universal, não há como. Convém distinguir o dilúvio universal propriamente dito do dilúvio bíblico. O bíblico foi apenas local e a narração bíblica é própria de uma imaginação hiperbólica.

Encontramos o dilúvio bíblico nas tradições de todos os povos. Na India, o “Livro dos Vedas” (que é anterior à “Biblia” do povo judeu), já falava sobre o assunto de maneira figurada. Vaivawata recebe ordens de Brahma para construir um barco e embarcar sementes de todos os vegetais. Quanto ao dilúvio universal, conforme a geologia foi o sexto período na formação do globo terrestre. O dilúvio bíblico, porém, como querem os seis apologistas, é uma fábula que lhe rodeia o berço.

O homem, de um modo geral, é pouco inclinado a compreender os fenômenos ainda inexplicados, como também a aceitar ideias novas. Mas, apesar dessa aparente sabedoria que o faz recuar diante de fatos que podem ser averiguados, observados e estudados, logo se vê que assim não procede diante de outras questões. Aliás, a espécie humana se compõe de uma diversidade realmente digna de nota. Do mesmo modo que há criaturas que em nada crêem, há em número bem maior as que em tudo acreditam. A credulidade humana verdadeiramente não tem limites e, coisa estranha é justamente os mais cépticos os que têm acolhido as maiores san-dices.

Graças à interpretação ao pé da letra de um fato simbólico, é que temos segundo os “crentes”, a criação do mundo em apenas seis dias. E Deus, no sétimo foi descansar. Se, porém, me dissessem que o sétimo dia corresponde ao último período geológico em que surgiu o homem no planeta Terra, estaria calado. O que não consigo entender é que Deus já pensasse como o homem, que ainda não havia sido criado, Já pensasse rm terminar o seu serviço para descansar.

E vimos depois uma cobra que falava. Essa estória, inclusive serve para demonstrar às crianças o quanto este réptil pode ser perigoso. E temdo Deus criado o homem, logo se arrependeu, mas não o destrói. E daí em diante, o homem passou a ser criminoso antes de nascer.
Freud analisando o caso de Caim, não há dúvidas, diagnosticaria psicose magalomaníaca. E não seria para menos. Um homem sai por terras desertas com medo de ser assassinado (por quem?) e constrói uma cidade (para quem?). Inte-ressante também é como surgiu a mulher de Caim: do nada? A hipótese da geração espontânea de Lamaeck, como se vê, tem base bíblica.

Da serpente surgiu a teoria apocalíptica do diabo e do vexame de Adão em querer saber o que havia por baixo da saia (?) de Eva, foram punidos todos os homens. E agora, só temos duas opções: ir direto para o Céu e gozar as delícias do paraíso; ou ir direto para o inferno e, o que é pior, eternamente.

Como se vê, não é necessário só inteligência, é preciso também muita boa vontade para se aceitar e entender tal qual os exegetas nos explicam. Com os atuais progressos da ciên-cia, é até anedótico tal doutrina. E ainda em nossos dias se embalam as crianças, como se fora uma verdade sagrada. Não é de admirar que tais simbolismos apregoados como verdade, venha fazendo incrédulos. ▲


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publicado por evangelicosfalsosprofetas, em 26.09.10 às 05:05link do post | favorito

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publicado por evangelicosfalsosprofetas, em 09.09.10 às 16:27link do post | favorito

Pastor afirma que não vai recuar da intenção de queimar Alcorão nos EUA

Plano de atear fogo a livro sagrado provocou protestos mundo afora.
Reverendo da Flórida quer mandar 'advertência' para muçulmanos radicais.

Do G1, com agências internacionais

O pastor Terry Jones reafirmou nesta quarta-feira (8) sua intenção de queimar cerca de 200 cópias do Alcorão no sábado, para lembrar o aniversário do 11 de Setembro, mesmo depois da onda de protestos internacionais contra seu plano.

"Não estamos convencidos de que recuar é a coisa certa", disse Jones, obscuro pastor da Dove World Outreach Center, em Gainesville, no estado americano da Flórida.

Ele disse que levou em consideração as críticas do general David Petraeus, comandante-chefe dos EUA no Afeganistão, de que seu ato iria presentear os extremistas islâmicos com uma "peça de propaganda". Mas disse que não vai ser dissuadido.

O religioso afirmou que deseja que o evento de queima do Alcorão envie uma "advertência" ao que chamou de muçulmanos linha-dura, que, segundo ele, tentavam exercer influência sobre os EUA.

"A queima do Alcorão é para chamar a atenção para o fato de que algo está errado", disse.

O reverendo Terry Jones posa nesta terça-feira (7) em frente à sede da igreja em Gainesville, no estado americano da Flórida.O reverendo Terry Jones posa nesta terça-feira (7) em frente à sede da igreja em Gainesville, no estado americano da Flórida. (Foto: AP)

"Estamos enviando uma mensagem a eles de que não queremos que façam o que parecem estar fazendo na Europa", disse Jones. "Queremos que eles saibam que, se estão na América, precisam obedecer a nossa lei e constituição e não empurrar lentamente a agenda deles sobre nós."

Protestos
Além de Petraus, a Casa Branca, o Vaticano, o Irã, a União Europeia e a ONU manifestaram-se contra o protesto.

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, classificou os planos como "vergonhosos".

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, condenou o plano da igreja, afirmando que um ato dessa natureza não pode ser apoiado "por nenhuma religião".

A chanceler alemã Angela Merkel também classificou de odioso e erro a decisão da igreja.

"Parece-me que é uma falta de respeito, é odioso e simplesmente um erro", afirmou a chefe de Governo, durante a entrega de um prêmio de liberdade de imprensa ao chargista dinamarquês Kurt Westergaard, ameaçado de morte por extremistas muçulmanos por ter feito uma caricatura de Maomé com uma bomba como turbante.

Tensões
O anúncio também ocorre perto do fim do mês sagrado do Ramadã e em meio às tensões elevadas nos EUA pela proposta de construção de um centro cultural islâmico e de uma mesquita perto do local dos ataques ao World Trade Center, em Nova York.

A queima de livros está marcada para as 18h locais (19h de Brasília).

Funcionários da prefeitura afirmaram que vão tomar providências para tentar impedir o ato.

Policiais e bombeiros teriam uma reunião para tratar do caso. Um representante da prefeitura disse que é proibido realizar um incêndio a céu aberto, e os responsáveis correm o risco de serem multados em US$ 250 e até de serem presos


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publicado por evangelicosfalsosprofetas, em 05.09.10 às 06:32link do post | favorito

Está triste, pálido, cansado, cheio de problemas, sem vontade de cantar uma bela canção? O seus problemas acabaram! O pastor Valdemiro Santiago ungiu milhares de litros de água potável (deve ser potável né… se for de torneira é muita sacanagem!) e ordenou o engarrafamento delas para a salvação da humanidade!

Uai, mas como? Ora, é simples! Com apenas uma gotinha, você será salvo de todos os seus problemas! Ué… Não seria mais fácil então vender a água em “doses homeopáticas”, com um conta-gotas abençoado de brinde? Não, meu filho! Você tem que adquirir o galãozinho, cujo preço varia de R$ 100,00 a R$ 1.000,00, ou mais,  porque só assim Deus vai te ajudar!

Afinal de contas, pra que fornecer a cura dos seus males se você pode simplesmente vender?

Veja o vídeo:

 

 

Tudo com o propósito de manter a programação da igreja no ar (aí que ninguém vai comprar mesmo). Mas… se a igreja tem dinheiro para alugar um jato Citation Excel, de R$ 18,5 milhões, e comprar um helicóptero Bell Jet Ranger 206B3 avaliado R$ 1,3 milhão (que, pasmem, já pertenceu à Xuxa!  e um Agusta A109-C avaliado em R$ 5,1 milhões, porque os fiéis tem que comprar todos estes galãozinhos?

Ahh tá, já entendi…  :-)

 

Eu quero uma com gás, por favor.

Mas um gás bento (se alguém sugerir peido de pastor vai ver só).


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publicado por evangelicosfalsosprofetas, em 04.09.10 às 03:32link do post | favorito

 

REPRODUZO AQUI MEU EMAIL, ENVIADO A ESTA SENHORA ALIENADA EM RELIGIÃO:

ISTO NÃO É SIMPLESMENTE ATITUDES HUMANAS E SIM ATITUDES COVARDES, DE PESSOAS NÃO ILIBADAS E DE BAIXO NIVEL MORAL E PESSOAS QUE EM VEZ DE ENGRANDECER A SUA RELIGIÃO, PREFERE ATACAR AS DOS OUTROS, CONFORME A MARIA HELENA, SUA AMIGA, O FAZ, VEJA SIMPLESMENTE O BLOG DELA 70% DELE É CRITICANDO O ESPIRITISMO.

QUANTO AO AJUSTAR CONTAS PERANTE DEUS, DEVEMOS PRESTAR CONTAS A JUSTIÇA DIVINA E TAMBÉM DEVERIAM ANTES PRESTAR CONTAS A CONSCIENCIA MORAL E CRISTÃ, COMO O CRISTO QUE NUNCA ESCREVEU NADA, PORÉM DISSE: AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS, E
AO PRÓXIMO COMO A TI MESMO, ESTA MÁXIMAS DEVERIAM TODOS SEGUIR A RISCA.

AS ATITUDES NEFASTAS DE UM SEGUIDOR OU MEMBRO DE UMA SEITA, DECORRE PRINCIPALMENTE DE QUEM O ESTA CONDUZINDO, PORQUE SÃO PESSOAS QUE NÃO TEM MORAL PARA QUESTIONAR, A ATITUDE MENOS ÉTICA DE UM PASTOR, REFLETE COM CERTEZA EM SEUS MEMBROS.

 

 

Por que tantos ataques ao Espiritismo??

Todos sabem e não é novidade que a Doutrina Espírita sempre foi muito atacada e agredida pelos mais diversos segmentos religiosos da sociedade. Desde criança sempre escutei estórias de velhos trabalhadores da Doutrina que foram rechaçados, humilhados e até ameaçados por pessoas com senso de fraternidade e respeito deturpados pelo fanatismo e cegueira religiosa.

 

Mas recentemente, para ser mais exato de uns 4 anos para cá, alguns irmãos de outros credos, principalmente esta Dona helena, estão mudando de tática, ao se verem totalmente impotentes diante do crescimento e consolidação da Doutrina dos Espíritos no Brasil e principalmente no mundo, estão agora mais organizados e dispostos a investidas cada vez mais poderosas no seu intento insano de tapar o sol com a peneira, seja por interesses econômicos, religiosos, políticos, fanatismo, ou mesmo por simples orgulho e vaidade. Os livros da codificação, antes tidos como malditos, imundos, escritos pelo demônio, etc, etc, agora estão sendo lidos e vasculhados, estudados mesmo, não por interesse filosófico ou doutrinário, mas para conhecer a Doutrina e tentar conseguir argumentos para "hostilizá-la".

 

A cada dia a mídia dá mais destaque ao Espiritismo, seja na TV, no Cinema, no Rádio, ou mesmo através de livros, revistas e edições variadas, nem todas espíritas, muitas mesmo científicas e todas de alta credibilidade. O Espiritismo encontra cada vez mais apoio da ciência e dos pesquisadores verdadeiros, desprovidos de preconceito, abertos às novas verdades, humildes na consciência que nada sabem e que a vida espiritual é uma verdade. Assim temos pesquisas no campo da EQM (Experiência de Quase Morte) realizadas pelo mundo todo que levou inclusive um pesquisador inglês a atestar a sobrevivência da consciência humana à morte, ou seja, a existência do ESPÍRITO. Pesquisas desenvolvidas pela regressão mental realizada por diversos psicólogos e psiquiatras não espíritas pelo mundo todo, comprovando a reencarnação e a memória acumulada de experiências anteriores. As pesquisas realizadas acerca da mediunidade e da comunicação com os espíritos. Só para citar três segmentos, sem falar na Transcomunicação Instrumental, entre outras.

 

Nas livrarias as edições de livros com temática espírita crescem cada vez mais, livros são traduzidos para o inglês, espanhol, esperanto, francês, russo etc, levando as idéias e a luz da Doutrina para todo o mundo. É uma verdadeira chuva de informações, depoimentos, conselhos, revelações, consolações e mensagens dos espíritos, para todo o mundo, para toda a humanidade. O Espiritismo se fortalece, pois encontra suporte na verdade, religiões como o Budismo, Hinduismo e outras, aceitam e sabem das verdades da reencarnação e da vida após a morte e assim o Espiritismo confirma e solidifica suas idéias.

 

Cada vez mais a medicina se rende a verdade da existência do mundo espiritual e as Associações de Médicos Espíritas se espalham pelo Brasil e pelo mundo, realizando congresso, discussões, pesquisas, e se unindo pela humanização e espiritualização da medicina, entendendo o ser humano não apenas como uma máquina material e biológica, mas como um conjunto formado pelos diversos componentes da matéria e do espírito.

 

Na internet, dia-a-dia aparecem novos sites sobre o Espiritismo, divulgando com força total a Doutrina, com pesados índices de acesso, numa demonstração do interesse que a Doutrina desperta em todos. Muitos, receosos e temerosos da reação de parentes e da sociedade, estudam, leem, participam, e se beneficiam das luzes da Doutrina, de dentro de seus quartos, à portas fechadas, através da rede mundial de computadores. Todos acessam e entram em contato com as verdades Espíritas cada vez com mais frequência e os pedidos de orientação e de conselhos, os desabafos e os agradecimentos, não cansam de chegar via e-mail, demonstrando que verdadeiramente o Espiritismo é a Doutrina Consoladora prometida pelo Cristo.

 

Diante deste quadro parece que o desespero levou esses irmãos a terem uma atitude de análise da Doutrina Espírita e de tudo que possa fazer parte da mesma, para atuar violentamente na campanha de difamação e destruição em que estão empenhados. Foi assim que verificamos absurdos como a própria alteração de textos bíblicos incluído neles as palavras MÉDIUM, ESPÍRITA E ESPIRITISMO, para dizer que o Espiritismo é condenado pelas escrituras sagradas, quando sabemos que essas palavras foram criadas por Kardec, portanto, vocábulos inexistentes ao tempo em que foi escrita a Bíblia. Estes argumentos, e muitos outros, cada um mais ridículo que o outro, foram todos combatidos e desmascarados por estudiosos e defensores da verdade que puseram por terra todos os argumentos "bíblicos".

 

Com a impossibilidade de manter os argumentos falsamente retirados da Bíblia passaram a investir contra a Doutrina afirmando que a mesma estava dividida e fraca, chegaram a comparar Espiritismo com Maçonaria, Ordem Rosa-cruz, Umbanda, Candomblé e outras filosofias ou doutrinas, numa demonstração de ignorância profunda e de total cegueira ou mesmo má-fé, tentando generalizar, colocar tudo "numa única panela". Infelizes que foram, tiveram seus argumentos totalmente desarmados mais uma vez e puderam assistir a Doutrina Espírita cada vez mais fortalecida.

 

Agora alguns líderes cristãos vasculham a Codificação, observam cada detalhe, estudam em grupo, procurando "pontos" e "vírgulas", na tentativa de colocar Kardec em xeque, de verificarem uma contradição que nunca encontram, fantasiando erros e apontando minúcias, comparados somente ao distraído que observa uma grande construção, como uma grandiosa torre, dia após dia, procurando um motivo para desmerecê-la, e que grita aos quatro ventos: "vejam, aquele tijolo no 25º andar está rachado, esta torre é uma mentira porque aquele tijolo é imperfeito", desatentos e incapazes que são para admitir que seu orgulho e vaidade são maiores que a própria torre ! 

 

Recentemente pude ler absurdos cada vez maiores, como a acusação falsa e insustentável de que Kardec foi racista, comparando o Espiritismo ao Nazismo, comparando a Codificação como Doutrina apoiada por Hitler, seria cômico se não fosse tão absurdo. Que deturpamos os ensinamentos do Cristo. Esta também foi uma argumentação perfeitamente destruída e lançada por terra de forma brilhante. Cada vez mais a Doutrina Espírita se fortalece porque em tudo temos que observar os benefícios dela decorrentes. Existem males que vem para o bem e acredito que toda essa gama de ataques são de alguma forma benéficas para todos nós, cada vez que um argumento é lançado por terra temos aí mais dúvidas esclarecidas, mais divulgação, mais fortalecimento da Doutrina. Exatamente como predito pelos Espíritos Superiores de que os detratores seriam os maiores divulgadores da Doutrina. Cada vez mais pessoas observam a lógica e a fortaleza da Doutrina e também vão notando o desespero e a impossibilidade dos seus detratores em depreciá-la.

 

Estamos vigilantes, atentos, cada vez mais atuantes na defesa do Espiritismo pois sabemos que os ataques não vão parar por aí, é só o começo, estamos preparados e sabemos que a Doutrina estará firme e seguirá em frente, crescendo cada vez mais, levando verdade e consolo a cada vez mais pessoas, iluminando cada vez mais. Os irmãos que hoje lutam de forma ferina, cerrando os punhos e esbravejando contra o Espiritismo ao falarem da Doutrina, desencarnarão um dia e entrarão em contato com a verdade. Reencarnarão cada vez mais dóceis, até que atingirão a maturidade de aceitar e lutar pela sua libertação e crescimento espiritual e não pela vitória exclusiva de sua crença religiosa.

 

Assim é que observamos esses anátemas que cada vez mais se apresenta contra o Espiritismo, e com serenidade e fraternidade vamos seguindo, abrindo picada na mata da ignorância, derrubando essas barreiras, afastando estas idéias absurdas e mostrando o verdadeiro valor das idéias luminosas da Doutrina dos Espíritos.

 

Não nos esqueçamos da frase do nosso grande Emmanuel quando nos disse: "A maior caridade que se pode fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação" e eu acrescentaria. . . e a sua defesa !. Divulgar o Espiritismo é semear o amor!

 


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publicado por evangelicosfalsosprofetas, em 02.09.10 às 01:19link do post | favorito

Desde fricas épocas o homem precisou viver em sociedade, e neste sentido existiam ou foram criadas as normas. Porque o homem saiu do estado de natureza onde podia tudo e passou a conviver em sociedade, e assim sendo a própria historia alerta a todos nós que ao sair deste estado de natureza o homem vem viver em sociedade e é obrigado a se submeter às normas. Mas, nós temos o que chamamos de direito de fato, e um direito cuja base de sustentação está pautada justamente no clamor público. As sociedades não democráticas da Antiguidade como as civilizações Egípcias, a Mesotopotâmia, a Fenícia, a Pérsia, a Grécia, a própria Roma, tiveram um direito de fato, não sustentado pelo clamor público elegendo, inclusive, seus próprios dirigentes, era um direito onde o Faraó ou o Rei que representava aquela organização política podia tudo.

 

Os direitos naturais, direito à vida, a liberdade de expressão só vieram a ser consagrados posteriormente, com a consagração do próprio Estado.

 

Antes disso a única forma de dominação das classes sociais era a religiosa. No Egito não havia liberdade de expressão, lá tudo era controlado pelo Faraó. Era uma sociedade dividida em castas, porém, já existia algo de extrema relevância que era tolerância religiosa entre os povos.

 

Mesmo assim, esses princípios às vezes eram solapados por base para satisfazer a interesses maiores, dentro da própria da sociedade. Eles tinham uma religião politeísta. Na Antiguidade as mentalidades eram muito diferentes da atualidade, até porque as civilizações da Antiguidade se toleravam bem em certos aspectos, por exemplo, no Egito, na Fenícia, na Pérsia se cultuava os mesmo deuses sem nenhum problema.

Praticar a religião era um direito garantido e isso se perpetuou nas organizações políticas clássicas, como na Grécia e Roma. Era norma dos gregos - que eram politeístas, e dos romanos também, dentro daquelas organizações - respeitar a religião do seu próximo. Se houvesse esse consenso entre religiões diferenciadas na atualidade, não haveria distensões. Os antigos viviam harmonicamente entre si, convivendo com a diversidade e isso era levado à risca porque o homem na Antiguidade era muito religioso, e a religião estava muito vinculada ao poder político. Na Grécia eles eram politeístas, então os gregos e os romanos adotavam o principio da tolerância. Mas nem tudo era tão perfeito, houve civilização que se diferenciou na forma pensar de agir e de sentir e que foi fruto inclusive da abominação de outros povos. Esses povos foram os palestinos, o primeiro povo monoteísta da face da terra. Por conta deles, se propagaram dois ramos de religião; o cristianismo e o islamismo. Os romanos quando começaram a sua expansão, tomaram a palestina e a ocuparam, começaram a transformar os costumes.

 

A tolerância sofreu religiosa ingerência, e quando Jesus reencarna a coisa se tornou pior ainda, porque Jesus começou a solapar por base toda a idéia contrária as suas máximas, - o que não estava de acordo com seu pensamento, - as quais foram alicerçadas em cima das necessidades da humanidade, ele fazia uma critica dura a forma de viver dos fariseus, dos saduceus dos publicanos e dos políticos mesmo porque ele desconsidera tais postos, então a religião cristã - denominação criada por Lucas depois do desencarne do Cristo para denominar os seus seguidores -, passou a ser uma religião perseguida, os seus seguidores passaram a ser subjugáveis e maltratáveis levados inclusive ao crivo do martírio. Os cristãos eram perseguidos, já em relação às religiões politeístas, o cristianismo era uma religião que estava desagregando as ações políticas, que não eram ações positivas à época, então os cristãos foram de encontro ao Estado Romano, enfrentando a religião politeísta vista como superior a cristã e Cristo, seu maior representante.

 

Esse posicionamento de Cristo desagradou a César por isso que os cristãos foram perseguidos. Havia um dia no ano em Roma em todas as pessoas reverenciavam César tal qual um Deus. Jesus se manifestou dizendo; só existe um Deus, e os cristãos, quando tomaram consciência dos ensinamentos do mestre rejeitaram a adoração a César. Por isso foram perseguidos e massacrados, por conta da intolerância do Estado, então o tempo passa Roma se desenvolve, mas não pode manter as fronteiras simplesmente com religião, ela precisa manter as fronteiras com homens. Então entra em nocaute político econômico e social porque no próprio exército se imiscuem os chamados bárbaros (que não professavam a mesma religião e não falavam o latim) e por não praticarem a religião do Estado eram discriminados dentro daquela organização política. Os fariseus (grupos devotos da Torá, criadores das sinagogas) quando se dirigiam a outros grupos em que eles julgassem inferiores pronunciavam "Racca" e cuspiam. Aí estava implícito o preconceito e a base do que nós, os seres humanos sofremos na atualidade por não tolerarmos determinadas práticas. O preconceito é o tratamento desigual que alguém dá ao seu semelhante julgando-se mais apto que ele. Só que Jesus não olhava para o ter, para os seus caracteres os fenótipos, Jesus olhava para o ser e sabia com quem estava lidando, daí porque a sua mensagem criou a revolução que nós conhecemos na atualidade.

 

Com o esfacelamento de Roma surge um líder, Constantino. Ele implementou uma espécie de dominação psíquica e cívica, todavia, os cristãos não concordavam com a religião politeísta, e muito menos com a ingerência do Estado Romano, por isso foram subjugados. Quando Constantino percebeu que a intolerância por parte do Estado Romano, estava levando o próprio Estado a um declínio, publicou o Edito de Milão. Esse Edito foi uma das grandes cartas da época que deu liberdade religiosa, aos cristãos tais quais as demais religiões, mas não tornou o cristianismo a religião oficial de Roma.

 

Dentro da sociologia se estuda no fenômeno da adaptação, então houve um acordo. Constantino outorgou o Édito de Milão o qual deu liberdade de culto aos cristãos. Outrora eles se escondiam nas catacumbas, a partir daquele momento poderiam como os demais, fazer os seus cultos dentro de casa em praça publica da mesma forma que os fariseus e os saduceus, foi um avanço. Mas houve o declínio de Roma, o Império Romano do Ocidente se esfacela surge o Império Romano do Oriente de uma antiga colônia grega chamada Bizâncio, a qual se transformou em Constantinopla. Lá o cristianismo se desenvolveu dentro de outra perspectiva, a da intolerância. Tolerância ali só para com a religião oficial adotou-se o grego como base da interpretação das pregações, a livre interpretação a bíblia, a adoração de imagem que posteriormente houve ingerência do próprio Estado, - o movimento iconoclasta – que não tolera a idolatria, e enquanto isso no mundo ocidental Roma se esfacela, os antigos generais apelam para os senhores feudais, os antigos escravos passam a ser servos, agora com alguns pequenos direitos que lhe possibilitam uma convivência até certo ponto, pacífica.

 

Nesse novo sistema político/econômico vai haver uma inversão de papéis aquele que outrora era perseguido pela intolerância do Estado passa a ser agraciado pelo Édito de Tessalônica do Imperador Teodósio, o qual tornou o Cristianismo a religião oficial do Império Romano, e por isso ela se propagou nas duas vertentes. Enquanto isso a Igreja surge na pessoa dos apóstolos do Cristo. E com seus dirigentes disputando o poder diretamente com os reis, assim a Igreja vai multiplicar seus bens em nome de Jesus, vai começar a adquirir terras, multiplica o que tem de forma exacerbada. Ela vai começar a bater de frente com os lideres, das organizações, porque eles têm o poder. O mundo Ocidental criou a Igreja Apostólica Romana Católica, e com ela os cleros, Regular e Secular. (O clero secular eram aqueles que rezavam a missa e saíam pregando a mensagem; o clero regular era representado pelos monges os criadores de determinadas ordens tais quais os Beneditinos, os Capuchinos, os Franciscanos).

 

O Cesar o papismo surge como um entrave para o Papa no mundo ocidental, bem como para o chefe da Igreja Católica no mundo Oriental. Na capital do Império Romano, Constantinopla o Cesaropapismo foi a presença de Constantino ou de Justiniano posteriormente, na Igreja ditando normas, elegendo o Papa, os Cardeais, os Bispos, o Imperador tinha o controle, César era o representante de Deus, e dos homens na terra. Ele tinha o poder temporal e atemporal. A Igreja do mundo Ocidental adotou o latim como língua oficial que repercutiu adoração à imagem e os dogmas que nós conhecemos até hoje na atualidade. Tanto no Oriente como no Ocidente o Estado foi intolerante para com as demais religiões. Todos os povos subjugados foram convertidos ao catolicismo, isso se deu no mundo Ocidental, e no Reino dos Francos, principalmente com Carlos Magno. Toda povo subjugado por ele era obrigado a se converter ao cristianismo.

 

Em nível religioso houve um conflito, sociológico em se tratando do conceito de adaptação. Houve a subjugação, o povo teve que se converter tal qual cristão novo aqui no Brasil também. Por outro lado a religião no Brasil se desenvolveu e fez algo de espetacular, manteve a arte, e um padrão de arquitetura, conseguiu acolher no seu bojo as obras mais importantes para além da intolerância religiosa. Porque na Idade Média não se falava em direitos naturais ou humanos. A Igreja ditava as normas e a base era teocêntrica. No ano de 1053 o Papa no mundo Ocidental, (Leão III) querendo o controle de toda a Igreja, entra em conflito com o representante do mundo Oriental, (Miguel Perdulário) mas por motivo de intolerância recíproca não houve acordo entre ambos. A falta de acordo gerou uma Cisão por conta da intolerância, de cada representante religioso. A igreja com a sede do poder legitimou o processo seletivo marginalizador, com base na sua própria mensagem quando criou o determinismo de que: "uns nasceram para orar, outros para guerrear outros para trabalhar" aí estava a base de toda a sociedade.

 

Felizmente o homem acabou rompendo com esse tradicionalismo por conta da própria mensagem da Igreja que acabou levando os cristãos ao massacre quando participaram das Cruzadas. As Cruzadas foram mais uma demonstração da intolerância religiosa, e da sede pelo poder. Houve diversas Cruzadas entre o século XI e XIII, sendo as piores entre elas, a Popular e das Crianças. A Cruzada das Crianças de 07 anos foi dizimada pela fome, pela escravização das crianças, e pelo massacre dos muçulmanos. Toda guerra religiosa, o massacre dos muçulmanos e dos católicos foi realizado em nome de Deus. E tudo isso Porque não houve acordos; porque não houve adaptação; porque ninguém queria se subjugar a ninguém.

 

Quando o Estado se organiza na Idade Moderna o Renascimento traz consigo uma nova visão de mundo. O homem não é mais aquele que pensa de forma teocêntrica acreditando que Deus é o centro de tudo e que teria a resposta para tudo, ele começa a se valorar, a questionar. E tal questionamento começa justamente no meio das artes, vem a imprensa, os livros, a facilidade de comunicação. As dificuldades de outrora vão aos poucos, sendo abolidas. Com a utilização da imprensa a Bíblia foi produzida e mais divulgada, mas a intolerância continuava e a primeira manifestação contra esse pensamento foi tomada por um católico chamado Martin Lutero que não concordava com a postura da igreja que enriquecia cada vez mais explorando o seu semelhante e sem permitir que a Bíblia em si, pudesse ser interpretada por qualquer homem. Martin Lutero entra um conflito com outro monge chamado Peckstrel o qual vendia indulgências na Alemanha. - Vendiam-se lençóis que enxugou Jesus, a toalha que pegou no corpo de Jesus, o dedo de Jesus, os cravos que pregaram Jesus - . Então Lutero bateu de frente com o Papa e afixou na catedral de winttemberg a sua bula contendo seus 95 artigos, o Papa exigiu que Lutero se retratasse ou estaria excomungado, mas o monge não temeu as ameaças e encadeou um movimento rompendo com a supremacia da Igreja católica fato que foi um marco na Europa e ficou conhecido no mundo como Reforma Protestante.

 

O protestantismo é claro, não resolveu o problema da intolerância, pois dentro do luteranismo havia dissidências, os anabatistas que eram radicais aos extremos, eles entravam em conflitos e ia para a queda de braço, matavam quebravam imagem, a intolerância era zero entre eles, e respeito à dignidade humana, nem pensar. Mas isso não impediu que o luteranismo se propagasse na Europa. Naquele momento acontecia na Europa a formação dos Estados, burguesia veio à tona e os conflitos permearam esse crescimento. A Dinamarca adotou o princípio da tolerância em relação todas as religiões. Mas em outros locais da Europa essa intolerância se perpetuava e a igreja estava perdendo campo. Aí vem a contra-reforma e com ela nasce a Companhia de Jesus. E a Igreja deu mais uma prova de intolerância religiosa, os Jesuítas massacraram os não cristãos em nome do Cristo, a vida de muita gente foi ceifada. Enquanto isso a Europa, cria um substrato de Estado absolutista aonde ir de encontro a religião do príncipe era ir de encontro ao próprio príncipe, então os clérigos de forma geral se aproveitavam disso para fortalecer cada vez mais, a religião católica afastar o príncipe da Igreja e assumir definitivamente o comando dos fiéis.

 

Com o advento do iluminismo no século XVIII e a criação do Estado mínimo o absolutismo se enfraquece. E o Estado mínimo defende os direitos de primeira geração, que são os direitos de liberdade, onde o Estado tem um limite de interferência na vida dos cidadãos. E a partir das Revoluções dos Estados Unidos e da Francesa, vieram novas fontes de direitos para o homem assegurando o que eles não possuíam anteriormente enquanto isso no Brasil recém-descoberto, os jesuítas na adaptação, subjugam o índio bem e negro trazido da África, desconsidera suas tradições, a forma de pensar de agir sentir, deles. A intolerância religiosa para com os nossos irmãos de culto afro-descendentes e com o indígena por parte dos lusitanos promove a aculturação desses grupos.

 

A outorga da primeira constituição do Brasil de 1824 não deu liberdade de culto, a todas as religiões, as não católicas eram apenas toleradas. E o espiritismo foi introduzido no Brasil por "Olimpo Teles de Menezes" que fundou o primeiro centro espírita. Olimpo Teles de Meneses foi o marco na historia do espiritismo brasileiro. O espiritismo também foi perseguido por ser uma religião tolerada, Assim como o candomblé. Mas com a Maçonaria era diferente, o Estado a tolerava porque além de ser um direito de fato como todas as outras, estava calcado numa família tradicionalista. E ninguém podia contradizer o que o imperador queria, e nesse caso, ele era Maçon. A maçonaria, inclusive, teve um papel importante na política em todo mundo, mas aqui no Brasil foi apenas a mais tolerada, depois vinha o Espiritismo porque foi trazida pela elite. Quanto ao candomblé e a umbanda que são fenômenos tipicamente brasileiros, eram toleradas apenas dentro de casa. Mas a religião oficial do Brasil era o catolicismo. O individuo podia manifestar sua fé desde que não fosse de encontro ao disseminado pelo Estado. As pessoas não podiam mudar de religião nem professar outra religião. No entanto, houve os que desafiaram o poder constituído e defenderam a sua ideologia, como, Olimpo Teles de Menezes que criou o primeiro grupo espírita e manteve contato com Allan Kardec.

 

Apesar de Rui Barbosa, se manifestar contrário à intolerância estatal em relação as demais religiões, somente em 1891 é que O estado vai dar liberdade de culto, contudo. No Estado Novo de Vargas houve perseguição religiosa. Na época de Vargas o regime era ditador, a liberdade de expressão foi suprimida. E, ir de encontro ao Estado era criar para si próprio um grande problema, assim os conflitos religiosos permaneceram durante muito tempo.

 

Com as mudanças na Europa vieram as Declarações, os Documentos e aos poucos além dos direitos de primeira geração (liberdade). Veio o direito de segunda geração (igualdade) e os trabalhadores por meio das greves criticaram e modificaram as bases da Revolução Industrial, o Estado deixou de ser mínimo em contraposição ao Estado absolutista e passou a ser o Estado social de direito. Baseados em programas americanos, o Brasil adotou os direitos dos trabalhadores como hora extra, direito a férias, salário base e Vargas ganhava o nome de "Pai dos Pobres". Aí chega a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela ONU em 1948. O seu art. 18 diz o seguinte: "Toda pessoa tem direito a uma ordem social e internacional em que os direitos e liberdades estabelecidos na presente Declaração possam ser plenamente realizados".

 

O Brasil adotou o lema da ONU, mas não se esqueceu de lutar por suas liberdades, assim documentos começaram a ser produzidos e os próprios grupos religiosos começaram a se manifestar, a pleitear os seus direitos porque o Estado democrático tem o papel de garantidor e a base dos direitos humanos também está na tolerância. A Declaração de Princípios da Tolerância", criada na França no período de 26/10 a 16/11/1995 define tolerância assim:

 

"1.1 A tolerância é o respeito, a aceitação e o apreço da riqueza e da diversidade das culturas de nosso mundo, de nossos modos de expressão e de nossas maneiras de exprimir nossa qualidade de seres humanos. É fomentada pelo conhecimento, a abertura de espírito, a comunicação e a liberdade de pensamento, de consciência e de crença. A tolerância é a harmonia na diferença. Não só é um dever de ordem ética; é igualmente uma necessidade política e jurídica. A tolerância é uma virtude que torna a paz possível e contribui para substituir uma cultura de guerra por uma cultura de paz."

 

No art. Seguinte diz:

1.2 A tolerância não é concessão, condescendência, indulgência. A tolerância é, antes de tudo, uma atitude ativa fundada no reconhecimento dos direitos universais da pessoa humana e das liberdades fundamentais do outro. […]

 

A constituição de Portugal em seu art. 1º diz o seguinte:

 

A liberdade de consciência de religião e de culto é inviolável.

 

Art. 2º ninguém pode ser perseguido, privado de direitos ou isentos de obrigações ou deveres cívicos por causa de suas convicções ou pratica religiosa.

 

A Constituição brasileira faz uma inovação, ao contrario das outras, na constituição cidadã o legislador originário preocupou-se em trazer à tona em primeira mão os direitos e garantias fundamentais, para posteriormente tratar da organização do Estado. Porque o Estado, tem o dever de promover a segurança dos cidadãos por meio da organização que é dividida em administração publica direta e indireta. Art. 5º inciso VI -" é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias"

 

Cabe ao Estado também, impedir que liberdade se exerça com violação de direito à vida, por exemplo, para exercer a liberdade de culto precisa se tirar uma vida, o Estado interfere para proteger a vida, mas na questão religiosa pura e simples o próprio art. 19 da CF garante a liberdade porque o Estado é laico é um Estado não confessional. Religião de um lado, Estado do outro, não permitida pela Constituição nenhuma ingerência em relação aos grupos religiosos.

 

Na questão da diversidade religiosa é dever de todos nós, respeitar as diferenças, por que o Estado democrático de direito foi uma conquista em relação a arbitrariedade, e estes direitos devem ser assegurados, apesar da intolerância ainda vigorar na sociedade atual. Porque intolerância religiosa hoje é crime, com pena de 01 a 03 anos. A lei Caô nº 7437/85 – (contravenções penais) inclui entre as contravenções penais: "Art. 1º. Constitui contravenção, punida nos termos desta lei, a prática de atos resultantes de preconceito de raça, de cor, de sexo ou de estado civil"

No Brasil já existe uma cartilha em relação ao princípio da tolerância com base no contido na Declaração Universal em 1948, mas nós temos como espelho mais profundo um livro escrito em 1857, "O Livro dos Espíritos" que não é um livro nosso, é dos espíritos, e no se terceiro capitulo o Livros dos Espíritos trata das leis morais. Kardec em 1857, na lei de justiça de amor e de caridade, questiona os espíritos sobre o que seria justiça. Porque a época de Kardec houve as perseguições, a intolerância do próprio Estado em relação aos livros da doutrina espírita que foram queimados em praça pública. Intolerância para com os princípios básicos da doutrina, dentro da própria França Kardec sofreu muito, então ele perguntou aos espíritos na questão 875 - Como se pode definir a justiça? E os espíritos responderam imediatamente: "a justiça consiste no respeito aos direitos de cada um". Então todo ser humano tem o direito de professar a sua religião porque está condizente com a sua forma de agir, de pensar de sentir, com as suas tradições faz parte de uma cultura.

 

Então Kardec continuou perguntando: O que é que determina esses direitos? Os espíritos responderam: "são determinados pela lei humana, pela lei natura"l. Só que a lei humana é transitória, o que certo hoje é errado amanhã, o que é correto aqui é errado lá no Oriente mas a lei natural não. Fazendo os homens leis apropriadas aos seus costumes e ao seu caráter, estabelecem direitos que podem variar como o progresso dos conhecimentos.

 

Vejam que as leis de hoje sem serem perfeitas consagram os mesmos direitos que as da Idade Média. No Brasil Colônia era normal você subjugar o negro. Negro não tinha alma, a escravidão era legitimada, hoje não é mais. Hoje é crime, escravizar alguém, manter em cárcere privado, submeter a trabalhos forçados. Só que os direitos existem, mas não há eficácia, o Brasil tem uma Constituição maravilhosa e que se encaixa perfeitamente no prega o Livro dos Espíritos, mas a intolerância ainda é muito forte. Ainda no Livro dos Espíritos Kardec continuou indagando e foi adiante: além do direito consagrado pela lei humana, qual é a base da justiça fundada sobre a lei natural?: "O cristo vos disse quereis para os outros o que querereis para vós mesmos".

 

No mundo há espaço para todos, pode-se viver em harmonia, mas também é típico, da própria natureza humana viver constantemente procurando o conflito, esse é o grande problema. Nós vivemos numa sociedade, onde existem várias sociedades imbricadas na sociedade o global mas, temos que respeitar a forma do outro pensar a maneira como ele age, como ele sente, nós temos que respeitar os direitos deles de defender e professar a religião escolhida seja ela qual for, não temos o direito de sair por aí atacando a integridade de quem quer seja, ou a religião de quem quer que seja, até porque nós não somos os donos da verdade, e a doutrina espírita ao contrario das demais religiões que tem um aspecto contratual e informal não pede nada em troca, apenas prima pelo desenvolvimento moral do praticante. Existem ainda algumas religiões cujo contrato é o parecido com os da Antiguidade, no Egito, na Pérsia na Palestina na Fenícia, em Roma na Grécia, na Idade Média, eu lhe ofereço isso e você me dá isso em troca, esse é o aspecto contratual.

 

O aspecto contratual na doutrina espírita é baseado nos ensinamentos de Jesus . "a cada um segundo as suas obras", ou seja, não há trocas. Quanto a aspecto formal a doutrina espírita também não tem, porque não há prática de ritos na casa. E este é um pensamento que está na vanguarda, a atualidade do Livro dos Espíritos do nosso mestre Kardec, 1857 depois da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Kardec talvez baseado nessas informações pergunta aos espíritos: a necessidade de viver em sociedade acarreta para o homem obrigações particulares?: "Sim, e a primeira de todas é a de respeitar o direito do seu semelhante".

 

O direito natural nada mais é que o somatório de toda nossa vontade delegada a um único governante que nos representa, por isso temos de respeitar o direito de outrem e a doutrina espírita nos ensina a respeitar esses direitos. Pois o sonho do próprio Kardec é o surgimento de um cristianismo que norteie a humanidade para o respeito mútuo e a tolerabilidade como primeiro princípio a ser seguido. Porque a tolerância é a base do desenvolvimento humano.

 

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