"CONTESTAR AS OPINIÕES ERRÔNEAS QUE CONTRA NÓS ESPÍRITAS SÃO APRESENTADAS; REBATER AS CALÚNIAS; APONTAR AS MENTIRAS; DESMASCARAR A HIPOCRISIA; TAL DEVE SER O AFÃ DE TODO ESPÍRITA SINCERO, CÔNSCIO DOS DEVERES QUE LHES SÃO CONFIADOS”.
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publicado por evangelicosfalsosprofetas, em 21.02.10 às 16:39link do post | favorito

 

 

1 - CONCEITO

Toda e qualquer tentativa para elucidar a magna questão da Divindade redunda sempre inócua, senão infrutífera, traduzindo esse desejo a vã presunção humana, na incessante faina de tudo definir e entender.

Acostumado ao imediatismo da vida física e suas manifestações, o homem ambiciona tudo submeter ao capricho da sua lógica débil, para reduzir à sua ínfima capacidade intelectual a estrutura causal do Universo, bem assim as fontes originárias do Criador.

Desde tempos imemoriais, a interpretação da Divindade tem recebido os mais preciosos investimentos intelectivos que se possam imaginar. Originariamente confundido com a Sua Obra, mereceu temido pelos povos primitivos que legaram às Culturas posteriores a sedimentação supersticiosa das crendices em que fundamentavam o seu tributo de adoração, transitando mais tarde para a humanização da Divindade mesma, eivada pelos sentimentos e paixões transferidos da própria mesquinhez do homem.

À medida, porém, que os conceitos éticos e filosóficos evoluíram, a compreensão da Sua natureza igualmente experimentou consideráveis alterações. Desde a manifestação feroz à dimensão transcendental, o conceito do Ser Supremo recebeu de pensadores e escolas de pensamento as mais diversas proposições, justificando ou negando-Lhe a realidade.

Insuficientes todos os arremedos filosóficos e culturais, quanto científicos, posteriormente, para uma perfeita elucidação do tema, concluiu-se pela legitimidade da Sua existência, graças a quatro grupos de considerações, capazes de demonstrá-Lo de forma irretorquível e definitiva, a saber: a) cosmológicas, que O explicam como a Causa Única da sua própria causalidade, portanto real, sendo necessariamente possuidor das condições essenciais para preexistir antes da Criação e sobreexistir ao sem-fim dos tempos e do Universo; b) ontológicas, que O apresentam perfeito em todos os Seus atributos e na própria essência, explicando, por isso mesmo, a Sua existência, que, não sendo real, não justificaria sequer a hipótese do conceito, deixando, então, de ser perfeito.

Procedem tais argumentações desde Santo Anselmo, dos primeiros a formulá-las, enquanto que as de ordem cosmológica foram aplicadas inicialmente por Aristóteles, que O considerava o "Primeiro motor, o motor não movido, o Ato puro", consideração posteriormente reformulada por Santo Tomás de Aquino, que nela fundamentou a quase totalidade da Teologia Católica; c) teleológicas, mediante as quais o pensamento humano, penetrando na estrutura e ordem do Universo, não encontra outra resposta além daquela que procede da existência de um Criador.

Ante a harmonia cósmica e a beleza, quanto à grandeza matemática e estrutural das galáxias e da vida, uma resultante única surge: tal efeito procede de uma Causa perfeita e harmônica, sábia e infinita; d) morais, defendidas por Emmanuel Kant, inimigo acérrimo das demais, que, no entanto, eram apoiadas por Spinoza, Bossuet, Descartes e outros gênios da fé e da razão. Deus está presente no homem, mediante a sua responsabilidade moral e a sua própria liberdade, que lhe conferem títulos positivos e negativos, conforme o uso que delas faça, do que decorrem as linhas mestras do dever e da autoridade. Essa presença na inteligência humana, intuitiva, persistente, universal, faz que todos os homens de responsabilidade moral sejam conscientemente responsáveis, atestando, assim, inequivocamente, a realidade de um Legislador Absoluto, Suprema Razão da Vida.

Olhai o firmamento e vede a Obra das Suas mãos, proclama o Salmista Davi; no Canto 19, verso primeiro, conduzindo a mente humana à interpretação teleológica, cosmológica e cosmogônica, para entender Deus.

Examina a estrutura de uma molécula e o seu finalismo, especialmente diante do ADN, do ARN de recente investigação pela Ciência, que somente a pouco e pouco penetra na essência constitutiva da forma, na vida animal, e a própria indagação responde silogisticamente de maneira a conduzir o inquiridor à causa essencial de tudo: Deus!

Outros grupos de estudiosos classificam os múltiplos argumentos em ordens diferentes: metafísicos, morais, históricos e físicos, abrangendo toda a gama do existente e do concebível.

 

2 - DESENVOLVIMENTO

Diversas escolas filosóficas do século passado desejaram padronizar as determinações divinas e a própria Divindade em linhas de fácil assimilação, na pretensão de limitarem o ilimitado. Outras correntes de pesquisadores aferrados a cruento materialismo, na condição de herdeiros diretos do Atomismo greco-romano, do pretérito, descendentes, a seu turno, de Lord Bacon, como dos sensualistas e cépticos dos séculos XVIII e XIX, zombando da fé ingênua e primitiva, escravizada nos dogmas ultramontanos dos religiosos do passado, tentaram aniquilar histórica e emocionalmente a existência de Deus, por incompativel com a razão, conforme apregoavam, mediante sistemas sofistas e conclusões científicas apressadas, como se a própria razão não fosse perfeitamente confluente com o sentimento de fé, inato em todo homem, como o demonstram os multifários períodos da História.

Sócrates já nominava Deus como "A Razão Perfeita", enquanto Platão O designava por "Idéia do Bem".

O neoplatonismo, com Plotino, propôs o renascimento do Panteísmo, fazendo "Deus, o Uno Supremo", que reviverá em Spinoza, não obstante algumas discussões na forma de Monismo, que supera na época o Dualismo cartesiano. O monismo recebe entusiástico apoio de Fichte, Hegel, Schelling e outros, enquanto larga faixa de pensadores e místicos religiosos empenhava-se na sobrevivência do Dualismo.

Mais de uma vez alardeou-se que "Deus havia morrido", proclamando-se a desnecessidade da fé como da Sua paternidade, para, imediatamente, reiteradas vezes, com a mesma precipitação, voltarem esses negadores a aceitar a Sua realidade.

A personagem concebida por Nietzsche, que sai à rua difundindo haver "matado Deus", chamando a atenção dos passantes, após o primeiro choque produzido nos círculos literários e intelectuais do mundo, no passado, estimulou outras mentes à negação sistemática. Fenômeno idêntico acontecera no século anterior, quando os convencionais franceses, supondo destruir Deus, expulsaram os religiosos de Paris e posteriormente de todo o país, entronizando a jovem Candeille, atormentada bailarina do ópera, como a Deusa Razâo, que deveria dirigir os destinos do pensamento intelectual de então, ante Robespierre e outros, em Notre-Dame. Logo, porém, depois de múltiplas vicissitudes, o curto período da Razão fez que Deus retomasse à França, e muitos dos seus opositores a Ele se renderam, declarando haver voltado ao Seu regaço, cabisbaixos, arrependidos, melancólicos. Deus vencia, mais uma vez, a prosápia utopista da ignorância humana!

Repetida a experiência no último quartel do "século das luzes", tornou a ser exilado da Filosofia e da Ciência por uns e reconduzido galhardamente por outros expoentes culturais da Humanidade.

Novamente, ante o passo avançado da tecnologia moderna, através da multiplicidade das ciências atuais, pretende-se um Cristianismo sem Deus, uma Teologia não teísta, fundamentada em cogitações apressadas, que pretendem levar o homem à "busca das suas origens", como desejando reconduzí-lo à furna, em vez de situá-lo em a Natureza, mantê-lo selvagem por incapacidade de fazê-lo sublime.

Tal fenômeno reflete a apressada decadência histórica e moral das velhas Instituições, na Terra de hoje, inaugurando uma Nova Era ...

As construções sociais e econômicas em falência, as arquiteturas religiosas em soçobro, as aferições dos valores psicológicos e psicotécnicos negativamente surpreendentes, o descrédito inspirado pelos dominadores, em si mesmos dominados, pelos vencedores lamentavelmente vencidos pela inferioridade das paixões em que se consomem, precipitaram o agoniado espírito humano na "busca do nada", das formas primeiras, rompendo com tudo, como se fora possível abandonar a herança divina inata indistintamente em todas as criaturas, para tentar esquecer, apagar e confundir a inteligência com os impulsos dos instintos, num contumaz e malsinado esforço de contraditório retorno às experiências primitivistas da forma, quando ainda nas fases longevas de formações e reformações biodinâmicas. . .

Concomitantemente, porém, surgem figurações morais, espirituais, místicas e científicas, sofrendo os embates que a dúvida e o ceptícismo impõem, resistindo, todavia, estoicamente, na afirmação da existência de Deus, apoiadas pela Filosofia e Ética espíritas, que são as novas matrizes da Religião do Amor, pregada e vivida por Nosso Senhor Jesus-Cristo.

 

3 - CONCLUSÃO

"Deus é Amor", afirmava João. "Meu Pai", dizia reiteradamente Jesus, conceituando-O da forma mais vigorosa e perfeita que se possa imaginar.

E Allan Kardec, mergulhando as nobres inquirições filosóficas nas fontes sublimes da Espiritualidade Superior, recolheu através dos Imortais que "Deus é a Inteligência suprema, causa primária de todas as coisas", em admirável síntese, das mais felizes, completando a argumentação com a asserção de que o homem deve estudar «as próprias imperfeições a fim de libertar-se delas, o que será mais útil do que pretender penetrar no que é impenetrável", concordante com o ensino do Cristo, em João: «Deus é Espírito, e importa que os que, o adoram, o adorem em espírito e verdade."

 

4 - ESTUDO E MEDITAÇÃO:

«Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus?

"Num axioma que aplicais às vossas ciências. Não há efeito sem causa, Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem e a vossa razão responderá."

Para crer-se em Deus, basta se lance o olhar sobre as obras da Criação, O Universo existe, logo tem uma causa. Duvidar da existência de Deus é negar que todo efeito tem uma causa e avançar que o nada pôde fazer alguma coisa. (O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, questão 4.)


"A existência de Deus é, pois, uma realidade comprovada não só pela revelação, como pela evidência material dos fatos. Os povos selvagens nenhuma revelação tiveram; entretanto, crêem instintivamente na existência de um poder sobre-humano. Eles vêem coisas que estão acima das possibilidades do homem e deduzem que essas coisas provêm de um ente superior à Humanidade. Não demonstram raciocinar com mais lógica do que os que pretendem que tais coisas se fizeram a si mesmas?"
(A Gênese, Allan Kardec, cap. II, item 7.)

Joanna de Ângelis - Estudos Espíritas


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publicado por evangelicosfalsosprofetas, em 21.02.10 às 14:44link do post | favorito

A maioria de nossos detratores sempre afirma que a Bíblia é a palavra de Deus. Que tudo que ali se encontra é absolutamente sem erros, devendo ser seguido fielmente.

Quando dos ataques ao Espiritismo citam passagem do Antigo Testamento (p.e. Deuteronômio 18, 10-11) exigindo que nós a cumpramos, pois por ela é proibida a evocação dos mortos. Está bem, vamos por alguns momentos lhes dar razão, só que para isso também faremos uma exigência: que cumpram TODAS AS OUTRAS DETERMINAÇÕES constantes do Antigo Testamento, tais como:

Gêneses 17, 9-11: Disse mais Deus a Abraão: Guardarás a minha aliança, tu e a tua descendência no decurso das suas gerações. Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós, e a tua descendência: todo macho entre vós serás circuncidado. Circuncidareis a carne do vosso prepúcio; será isso por sinal de aliança entre mim e vós. Disse mais Deus a Abraão: Tu, porém, guardarás a minha aliança, tu, e a tua descendência depois de ti, nas suas gerações.

Gêneses 17, 14: - O incircunciso, que não for circuncidado na carne do prepúcio, essa vida será eliminada do seu povo; quebrou a minha aliança.

Êxodo 20, 24: - Um altar de terra me farás, e sobre ele sacrificarás os teus holocaustos, as tuas ofertas pacíficas, as tuas ovelhas, e os teus bois; em todo o lugar onde eu fizer celebrar a memória do meu nome, virei a ti, e te abençoarei.

Êxodo 21, 2: - Se comprares um servo hebreu, seis anos servirá; mas ao sétimo sairá forro, de graça.

Êxodo 21, 7: - Se um homem vender sua filha para ser escrava, esta não lhe sairá como saem os escravos.

Êxodo 21, 12: - Quem ferir a outro de modo que este morra, também será morto.

Êxodo 21, 15: - Quem ferir a seu pai ou a sua mãe, será morto.

Êxodo 21, 16: - O que raptar a alguém, e o vender, ou for achado na sua mão, será morto.

Êxodo 21, 17: - Quem amaldiçoar a seu pai ou a sua mãe, será morto.

Êxodo 21, 23-25: - Mas se houver dano grave, então darás vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferimento por ferimento, golpe por golpe.

Êxodo 22, 2: - Se um ladrão for achado arrombando uma casa, e, sendo ferido, morrer, quem o feriu não será culpado do sangue.

Êxodo 22, 16: - Se alguém seduzir qualquer virgem, que não estava desposada, e se deitar com ela, pagará seu dote e a tomará por mulher.

Êxodo 22, 18: - A feiticeira não deixarás viver.

Êxodo 22, 19: - Quem tiver coito com animal, será morto.

Êxodo 22, 20: - Quem sacrificar aos deuses, e não somente ao Senhor, será destruído.

Êxodo 31, 14: - Portanto guardareis o sábado, porque santo é para vós outros; aquele que o profanar morrerá; pois qualquer que nele fizer alguma obra será eliminado do meio do seu povo.

Êxodo 34, 19: - Todo que abre a madre é meu, também de todo o teu gado, sendo macho, o que abre a madre de vacas e de ovelhas.

Êxodo 34, 20: - O jumento, porém, que abrir a madre, resgatá-lo-ás com cordeiro; mas, se o não resgatares, será desnucado Remirás todos os primogênitos de teus filhos. Ninguém aparecerá diante de mim de mãos vazias.

Êxodo 34, 26: - As primícias dos primeiros frutos da tua terra trarás à casa do SENHOR teu Deus. Não cozerás o cabrito no leite de sua própria mãe.

Levítico 11, 7-8: - Também o porco, porque tem unhas fendidas, e o casco dividido, mas não rumina; este vos será imundo, da sua carne não comereis, nem tocareis no seu cadáver; estes vos serão imundos.

Levítico 11, 21-22: - Mas de todo o inseto que voa, que anda sobre quatro pés, cujas pernas traseiras são mais compridas, para saltar com elas sobre a terra, estes comereis. Deles comereis estes: a locusta segundo a sua espécie, o gafanhoto devorador segundo a sua espécie, o grilo segundo a sua espécie, e o gafanhoto segundo a sua espécie.

Levítico 12, 2: - Fala aos filhos de Israel: Se uma mulher conceber e tiver um menino, será imunda sete dias, como nos dias da sua menstruação será imunda.

Levítico 19, 11: - Não furtareis, nem mentireis, nem usareis de falsidade cada um com o seu próximo;

Levítico 19, 26: - Não comereis cousa alguma com o sangue; não agourareis nem adivinhareis.

Levítico 19, 27: - Não cortareis o cabelo em redondo, nem danificareis as extremidades da barba.

Levítico 20, 9: - Se um homem amaldiçoar a seu pai ou a sua mãe, será morto: amaldiçoou a seu pai ou a sua mãe; o seu sangue cairá sobre ele.

Levítico 20, 10: - Se um homem adulterar com a mulher do seu próximo, será morto o adúltero e a adúltera.

Levítico 20, 13: - Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram cousa abominável; serão mortos; o seu sangue cairá sobre eles.

Levítico 20, 18: - Se um homem se deitar com a mulher no tempo da enfermidade dela, e lhe descobrir a nudez, descobrindo a sua fonte, e ela descobrira a fonte do seu sangue, ambos serão eliminados do meio do seu povo.

Levítico 20, 27: - O homem ou mulher que sejam necromantes, ou sejam feiticeiros, serão mortos: serão apedrejados; o seu sangue cairá sobre eles.

Levítico 21, 9: - Se a filha dum sacerdote se desonra, prostituindo-se, profana a seu pai: com fogo será queimada.

Levítico 21, 17-20: - Fala a Arão, dizendo: Ninguém dos teus descendentes nas suas gerações, em quem houver algum defeito, se chegará para oferecer o pão do seu Deus Pois nenhum homem em quem houver defeito se chegará: como homem cego, ou coxo, de rosto mutilado, ou desproporcionado, ou homem que tiver o pé quebrado, ou a mão quebrada, ou corcovado, ou anão, ou que tiver belida no olho, ou sarna, ou impigens, ou que tiver testículo quebrado.

Levítico 26, 7: - Perseguireis os vossos inimigos, e cairão à espada diante de vós.

Deuteronômio 21, 15-16: - Se um homem tiver duas mulheres, uma a quem ama e outra a quem aborrece, e uma e outra lhe derem filhos, e o primogênito for da aborrecida, no dia em que fizer herdar a seus filhos aquilo que possuir, não poderá dar a primogenitura ao filho da amada, preferindo-o ao filho da aborrecida, que é o primogênito.

Deuteronômio 21, 18-21: - Se alguém tiver um filho contumaz e rebelde, que não obedece à voz de seu pai e à de sua mãe, e, ainda castigado, não lhes dá ouvidos, pegarão nele seu pai e sua mãe e o levarão aos anciãos da cidade, à sua porta, e lhes dirão: Este nosso filho é rebelde e contumaz, não dá ouvidos à nossa voz: é dissoluto e beberrão. Então todos os homens da sua cidade o apedrejarão, até que morra; assim eliminarás o mal do meio de ti: todo o Israel ouvirá e temerá.

Deuteronômio 22, 10: - Não lavrarás com junta de boi e jumento.

Deuteronômio 22, 23-24: - Se houver moça virgem, desposada, e um homem a achar na cidade e se deitar com ela, então trareis ambos à porta daquela cidade, e os apedrejareis, até que morram; a moça, porquanto não gritou na cidade, e o homem, porque humilhou a mulher do seu próximo; assim eliminarás o mal do meio de ti.

Deuteronômio 23, 1 - Aquele a quem forem trilhados os testículos, ou cortado o membro viril, não entrará na assembléia do Senhor.

Deuteronômio 23, 2: - Nenhum bastardo entrará na assembléia do Senhor; nem ainda a sua décima geração entrará nela.

Deuteronômio 23, 13: - Dentre as tuas armas terás um pau; e quando te abaixares fora, cavarás com ele, e, volvendo-te, cobrirás o que defecaste.

Deuteronômio 24, 1: -Se um homem tomar uma mulher e se casar com ela, e se ela não for agradável aos seus olhos, por ter ele achado cousa indecente nela, e se ele lhe lavrar um termo de divórcio, e lho der na mão e a despedir de casa;

Deuteronômio 24, 16: - Os pais não serão mortos em lugar dos filhos, nem os filhos em lugar dos pais: cada qual será morto pelo seu pecado.

Deuteronômio 25, 5: - Se irmãos morarem juntos, e um deles morrer, sem filhos, então a mulher do que morreu não se casará com outro estranho, fora da família; seu cunhado a tomará e a receberá por mulher, e exercerá para com ela a obrigação de cunhado.

Deuteronômio 25, 11-12: - Quando brigarem dois homens, um contra o outro, e a mulher de um chegar para livrar o marido da mão do que o fere, e ela estender a mão, e o pegar pelas suas vergonhas, cortar-lhe-ás a mão: não a olharás com piedade.

Deuteronômio 28, 30: - Desposar-te-ás com uma mulher, porém outro homem dormirá com ela; edificarás uma casa, porém não morarás nela; plantarás uma vinha, porém não aproveitarás o seu fruto.

Deuteronômio 28, 53: - Comerás o fruto do teu ventre, a carne de teus filhos e de tuas filhas, que te der o Senhor teu Deus, na angústia e no aperto com que os teus inimigos te apertarão.

Ah! Já sei, vão dizer que em algumas passagens pegamos frases isoladas. Sim fizemos isso para podermos usar da mesma “técnica” que usam quando o assunto é combater o Espiritismo, assim estamos utilizando a mesma medida, pois “pesos diferentes são abomináveis ao Senhor” (Provérbios 20, 23).

Vamos agora demonstrar que a tese da “inerrância” da Bíblia não tem sentido algum. E mais, que apesar de quase todas as correntes religiosas a terem como se fosse a própria palavra de Deus, não se apercebem do absurdo, pois estariam colocando Deus sendo incoerente consigo mesmo.

Temos que deixar de lado esta estreita maneira de pensar para realmente vermos que na Bíblia nem tudo é de inspiração Divina. Nela encontramos opiniões pessoais de vários de seus autores que nunca poderiam ser levadas à conta de inspiração divina, sob pena de passarmos suas divergências ao próprio Deus o que seria um absurdo.

Não queremos com isso desprezar o valor dos ensinamentos de Jesus contidos no Novo Testamento, apenas queremos ressaltar que não podemos em sã consciência, e até por pura coerência, ter tudo que ali está como a mais absoluta verdade, proveniente, vamos dizer, da “boca” de Deus.

Vejamos, então algumas divergências que encontramos no Novo Testamento:

Genealogia de Jesus

Mateus 1:1-17 - Livro da geração de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. Abraão gerou a Isaque; Isaque, a Jacó; Jacó, a Judá e a seus irmãos; Judá gerou de Tamar a Perez e a Zerá; Perez gerou a Esrom; Esrom, a Arão; Arão gerou a Aminadabe; Aminadabe, a Naassom; Naassom, a Salmom; Salmom gerou de Raabe a Boaz; este de Rute gerou a Obede; e Obede, a Jessé; Jessé gerou ao rei Davi; e o rei Davi, a Salomão, da que foi mulher de Urias; Salomão gerou a Roboão; Roboão, a Abias; Abias, a Asa; Asa gerou a Josafá; Josafá, a Jorão; Jorão, a Uzias; Uzias gerou a Jotão; Jotão, a Acaz; Acaz, a Ezequias; Ezequias gerou a Manassés; Manassés, a Amom; Amom, a Josias; Josias gerou a Jeconias e a seus irmãos, no tempo do exílio em Babilônia. Depois do exílio em Babilônia, Jeconias gerou a Salatiel; e Salatiel, a Zorobabel; Zorobabel, a Abiúde; Abiúde, a Eliaquim; Eliaquim, a Azor; Azor gerou a Sadoque; Sadoque, a Aquim; Aquim, a Eliúde; Eliúde gerou a Eleázar; Eleázar, a Matã; Matã, a Jacó. E Jacó gerou a José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama o Cristo. De sorte que todas as gerações, desde Abraão até Davi, são catorze; desde Davi até ao desterro para a Babilônia, catorze; e desde o desterro para a Babilônia até Cristo, catorze.

Lucas 3:23-38Ora, tinha Jesus cerca de trinta anos ao começar o seu ministério. Era, como se cuidava, filho de José, filho de Heli, Heli filho de Matã, Matã filho de Levi, Levi filho de Melqui, este filho de Janai, filho de José, José filho de Matatias, Matatias filho de Amós, Amós filho de Naum, este filho de Esli, filho de Nagaí, Nagaí filho de Máate, Máate filho de Matatias, Matatias filho de Semei, este filho de José, filho de Jodá, Jodá filho de Joanã, Joanã filho de Resá, Resá filho de Zorobabel, este filho de Salatiel, filho de Neri, Neri filho de Melqui, Melqui filho de Adi, Adi filho de Cosã, este de Elmadã, filho de Er, Er filho de Josué, Josué filho de Eliézer, Eliézer filho de Jorim, este de Matã, filho de Levi, Levi filho de Simeão, Simeão filho de Judá, Judá filho de José, este filho de Jonã, filho de Eliaquim; Eliaquim filho de Meleá, Meleá filho de Mená, Mená filho de Matatá, este filho de Natã; Natã filho de Davi, Davi filho de Jessé, Jessé filho de Obede, Obede filho de Boaz, este filho de Salá, filho de Naassom; Naassom filho de Aminadabe, Aminadabe filho de Admim, Admim filho de Arni, Arni filho de Esrom, este filho de Faréz, filho de Judá; Judá filho de Jacó, Jacó filho de Isaque, Isaque filho de Abraão, este filho de Terá, filho de Nacor; Nacor filho de Seruque, Seruque filho de Ragaú, Ragaú filho de Fáleque, este de Éber, filho de Salá; Salá filho de Cainã, Cainã filho de Arfaxade, Arfaxade filho de Sem, este filho de Noé, filho Lameque; Lameque filho de Matusalém, Matusalém filho de Enoque, Enoque filho de Jarete, este filho de Maleleel, filho de Cainã; Cainã filho de Enos, Enos filho de Sete, e este filho de Adão, e Adão, filho de Deus.

Percebe-se claramente que não são concordes as genealogias narradas por Mateus e Lucas. Algumas pessoas querem, para que não fique evidenciada essa divergência, que a de Lucas esteja baseada em relação à Maria, entretanto se esquecem que naquela época as mulheres não tinham nenhum valor, e todas as genealogias da Bíblia são colocadas em relação aos homens e não sobre as mulheres.

Lugar onde seus pais moravam

Mateus 2:1 - Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, em dias do rei Herodes, eis que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém.

Mateus 2:13Tendo eles partido, eis que aparece um anjo do Senhor a José em sonho, e diz: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito, e permanece lá até que eu te avise; porque Herodes há de procurar o menino para matar.

Mateus 2:21-23Dispôs-se ele, tomou o menino e sua mãe, e regressou para a terra de Israel. Tendo, porém, ouvido que Arquelau reinava na Judéia em lugar de se pai Herodes, temeu ir para lá; e, por divina advertência prevenido em sonho, retirou-se para as regiões da Galiléia. E foi habitar numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito, por intermédio dos profetas: Ele será chamado Nazareno.

Lucas 1:26-27No sexto mês foi o anjo Gabriel enviado da parte de Deus, para uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com certo homem da casa de Davi, cujo nome era José; a virgem chamava-se Maria.

Lucas 2:1Naqueles dias foi publicado um decreto de César Augusto, convocando toda a população do império para recensear-se.

Lucas 2:3-5Todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade. José também subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, para a Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém, por ser ele da casa e família de Davi, a fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida.

Pelo relato de Mateus a família de Jesus morava em Belém só depois é que se mudou para Nazaré. Entretanto Lucas coloca a cidade de Nazaré como se fosse o local onde vivia a sagrada família, que teve que ir à Belém apenas para atender ao decreto do recenseamento.

O servo do Centurião

Mateus 8:5-6Tendo Jesus entrado em Cafarnaum, apresentou-se-lhe um centurião, implorando: Senhor, o meu criado jaz em casa, de cama, paralítico, sofrendo horrivelmente.

Lucas 7:1-2Tendo Jesus concluído todas as suas palavras dirigidas ao povo, entrou em Cafarnaum. E o servo do centurião, a quem este muito estimava, estava, quase à morte.

Vejam que Mateus diz que o servo do centurião se encontra deitado em casa sofrendo muito, pois era paralítico. Já Lucas diz que o servo estava quase à morte.

O possesso de Gedara

Mateus 8:28Tendo ele chegado à outra margem, á terra dos gadarenos, vieram-lhe ao encontro dois endemoninhados, saindo dentre os sepulcros, e a tal ponto furiosos, que ninguém podia passar por aquele caminho.

Marcos 5:1-3Entrementes chegaram à outra margem do mar, à terra dos gerasenos. Ao desembarcar, logo veio dos sepulcros, ao seu encontro, um homem possesso de espírito imundo, o qual vivia nos sepulcros, e nem mesmo com cadeias alguém podia prendê-lo.

Lucas 8:26-27 – Então rumaram para a terra dos gerasenos, fronteira da Galiléia. Logo ao desembarcar, veio da cidade ao seu encontro um homem possesso de demônios que, havia muito, não se vestia, nem habitava em casa alguma, porém vivia nos sepulcros.

Mateus diz tratar-se de dois endemoninhados ao passo que Marcos e Lucas dizem ser apenas um.

Cura de um paralítico

Mateus 9:1-2Entrando Jesus num barco, passou para a outra banda, e foi para a sua própria cidade. E eis que lhe trouxeram um paralítico deitado num leito.

Marcos 2:1-4Dias depois, entrou Jesus de novo em Cafarnaum, e logo correu que ele estava em casa. Muitos afluíram para ali, tantos que nem mesmo junto à porta eles achavam lugar; e anunciava-lhes a palavra. Alguns foram ter com ele, conduzindo um paralítico, levado por quatro homens. E, não podendo aproximar-se dele, por causa da multidão, descobriram o eirado no ponto correspondente ao em que ele estava e, fazendo uma abertura, baixaram o leito em que jazia o doente.

Lucas 5:17-19Ora, aconteceu que num daqueles dias, estava ele ensinando, e achavam-se ali assentados fariseus e mestres da lei, vindos de todas as aldeias da Galiléia, da Judéia e de Jerusalém. E o poder do Senhor estava com ele para curar. Vieram então uns homens trazendo em um leito um paralítico; e procuravam introduzi-lo e pô-lo diante de Jesus. E não achando por onde introduzi-lo por causa da multidão, subindo ao eirado, o desceram no leito, por entre os ladrilhos, para o meio, diante de Jesus.

Na narrativa de Mateus o paralítico é levado a Jesus, deixando a entender que não houve nenhum obstáculo para isso. Mas Marcos e Lucas dizem que tiveram que descer tal paralítico do telhado, pois a multidão não deixava que o levassem a Jesus. Mateus diz que Jesus chegou à sua cidade. Seria Nazaré? Marcos diz ser Cafarnaum. Quanto a Lucas não diz em qual cidade.

Filha de Jairo

Mateus 9:18Enquanto estas cousas lhes dizia, eis que um chefe, aproximando-se, o adorou, e disse: Minha filha faleceu agora mesmo; mas vem, impõe a tua mão, e viverá.

Marcos 5:22-23Eis que se chaga a ele um dos principais da sinagoga, chamado Jairo, e, vendo-o, prostra-se a seus pés, e insistentemente lhe suplica: Minha filhinha está à morte; vem, impõe as mãos sobre ela, para que seja salva, e viverá.

Lucas 8:41-42Eis que veio um homem chamado Jairo, que era chefe da sinagoga, e, prostrando-se aos pés de Jesus, lhe suplicou que chegasse até a sua casa. Pois tinha uma filha única de uns doze anos, que estava à morte. Enquanto ele ia, as multidões o apertavam.

Diferentemente de Marcos e Lucas que dizem que a filha de Jairo estava quase morrendo Mateus já a tem como morta.

Cego e mudo?

Mateus 12:22Então lhe trouxeram um endemoninhado, cego e mudo; e ele o curou, passando o mudo a falar e a ver.

Lucas 11:14De outra feita estava Jesus expelindo um demônio que era mudo. E aconteceu que, ao sair o demônio, o mudo passou a falar; e as multidões se admiraram.

Mateus diz ser o homem cego e mudo, mas Lucas diz tratar-se apenas de um mudo o que estava possesso.

Cegos de Jericó

Mateus 20:29-30Saindo eles de Jericó, uma grande multidão o acompanhava. E eis que dois cegos, assentados à beira do caminho, tendo ouvido que Jesus passava, clamaram: Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de nós!

Marcos 10:46-47E foram para Jericó. Quando ele saía de Jericó, juntamente com os discípulos e numerosa multidão, Bartimeu, cego mendigo, filho de Timeu, estava assentado à beira do caminho. E, ouvindo que era Jesus, o Nazareno, pôs-se a clamar: Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim!

Lucas 18:35-38Aconteceu que, ao aproximar-se ele de Jericó, estava um cego assentado à beira do caminho, pedindo esmolas. E, ouvindo o tropel da multidão que passava, perguntou o que era aquilo. Anunciaram-lhe que passava Jesus, o Nazareno. Então ele clamou: Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim!

Aqui temos Mateus dizendo que eram dois cegos em contradição com Marcos e Lucas que afirmam ser apenas um. Por que somente Marcos identifica quem era este cego?

Mulher com alabastro

Mateus 26:6-7Ora, estando Jesus em Betânia, em casa de Simão, o leproso, aproximou-se dele uma mulher, trazendo um vaso de alabastro cheio de precioso bálsamo, que lhe derramou sobre a cabeça, estando ele à mesa.

Marcos 14:3Estando ele em betânia, reclinado à mesa, em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher trazendo um vaso de alabastro com preciosismo perfume de nardo puro, e, quebrando o alabastro, derramou o bálsamo sobre a cabeça de Jesus.

Lucas 7, 36-38Convidou-o um dos fariseus para que fosse jantar com ele. Jesus, entrando na casa do fariseu, tomou lugar à mesa. E eis que uma mulher da cidade, pecador, sabendo que ele estava à mesa na casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com ungüento; e, estando por detrás, aos seus pés, corando, regava-os com suas lágrimas e os enxugava com os próprios cabelos; e beijava-lhe os pés e os ungia com o ungüento.

João 12:1-3Seis dias antes da páscoa, foi Jesus para Betânia, onde estava Lázaro, a quem ele ressuscitara dentre os mortos. Deram-lhe, pois, ali, uma ceia; Marta servia, sendo Lázaro um dos que estavam com ele à mesa. Então Maria, tomando uma libra de bálsamo de nardo puro, mui precioso, ungiu os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos; e encheu-se toda a casa com perfume do bálsamo.

Mateus e Marcos relatam que Jesus estava em casa de Simão, o leproso e que uma mulher havia derramado o vaso de alabastro na cabeça de Jesus, não identificando quem era ela. Só que João diz que a mulher era Maria a irmã de Lázaro, que o fato acontecia na casa de Lázaro e que ao invés de jogar o perfume na cabeça ela ungiu os pés de Jesus. Em Lucas temos que esta mulher é uma pecadora, portando não poderia ser a Maria irmã de Lázaro.

Ressurreição

Mateus 28:1No findar do sábado, ao entrar o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro.

Lucas 23:54-56Era o dia da preparação e começava o sábado. As mulheres que tinham vindo da Galiléia com Jesus, seguindo, viram o túmulo e como o corpo de Jesus ali foi depositado. Então se retiraram para preparar aromas e bálsamos. E no sábado descansaram, segundo o mandamento.

Lucas 24:1Mas, ao primeiro dia da semana, alta madrugada, foram elas ao túmulo, levando os aromas que haviam preparado.

João 20:1No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu que a pedra estava revolvida.

Mateus diz que as Maria Madalena e a outra Maria foram ao sepulcro. João diz que somente Maria Madalena tinha ido e Lucas diz ter sido as mulheres que tinham vindo com Jesus desde a Galiléia, sem especificar quais eram essas mulheres.

Quem apareceu às mulheres?

Mateus 28, 2-3: E eis que houve um grande terremoto; porque um anjo do Senhor desceu do céu, chegou-se, removeu a pedra e assentou-se sobre ela. O seu aspecto era como um relâmpago e a sua veste alva como a neve.

Marcos 16, 4-5: E, olhando, viram que a pedra já estava revolvida; pois era muito grande. Entrando no túmulo, viram um jovem assentado ao lado direito, vestido de brando, e ficaram surpreendidas e atemorizadas.

Lucas 24, 2-4: E encontram a pedra removida do sepulcro; mas, ao entrar, não acharam o corpo do Senhor Jesus. Aconteceu que, perplexas a esse respeito, apareceram-lhes dois varões com vestes resplandecentes.

João 20, 11-12: Maria, entretanto, permanecia junto à entrada do túmulo, chorando. Enquanto chorava, abaixou-se e olhou para dentro do túmulo, e viu dois anjos vestidos de branco sentados onde o corpo de Jesus fora posto, um à cabeceira e outro aos pés.

Vejam a divergência na quantidade e na forma da aparição. Apesar dela ser registrada por todos os evangelistas Mateus diz ser um anjo, Marcos um jovem, Lucas dois varões e João dois anjos.

Carregar a cruz

Mateus 27:32Ao saírem, encontraram um cireneu, chamado Simão, a quem obrigaram a carregar-lhe a cruz.

Marcos 15:21E obrigaram a Simão Cireneu, que passava, vindo do campo, pai de Alexandre e de Rufo, a carregar-lhe a cruz.

Lucas 23:26E como o conduzissem, constrangendo um cireneu, chamado Simão, que vinha do campo, puseram-lhe a cruz sobre os ombros, para que a levasse após Jesus.

João 19:17Tomaram eles, pois, a Jesus; e ele próprio, carregando a sua cruz, sal para o lugar chamado Calvário, Gólgota em hebraico.

Mateus, Marcos e Lucas dizem que o cireneu chamado Simão foi obrigado a carregar a cruz de Jesus, enquanto que João diz que foi o próprio Jesus quem levou a cruz.

Bom ladrão

Mateus 27: 38 e 44E foram crucificados com ele dois ladrões, um à sua direita e outro à sua esquerda. E os mesmos impropérios lhe diziam também os ladrões que haviam sido crucificado com ele.

Marcos 15:27 e 32Com ele crucificaram dois ladrões, um à sua direita, e outro à sua esquerda. Também os que com ele foram crucificados o insultavam.

Lucas 23:39-43Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra ele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também. Respondendo-lhe, porém, o outro repreendeu-o dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós na verdade com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhes respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.

João 19:18 - Onde o crucificaram, e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio.

Mateus, Marcos e João nada relatam de qualquer diálogo entre os três crucificados.Os dois primeiros dizem que os ladrões estavam, isto sim, entre os que escarneciam de Jesus. Só Lucas diz que Jesus teria dito para um deles que hoje estarás comigo no Paraíso. Se isso aconteceu temos uma contradição de Jesus, pois ele mesmo disse: a cada um segundo suas obras. (Mateus 16, 27) Quando do episódio com Madalena após sua ressurreição disse Jesus a Madalena: Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus (João 20, 17). Ora, se Jesus três dias após sua morte ainda não tinha subido ao Pai como ele poderia ter afirmado ao “bom ladrão” que hoje estarás comigo, ou seja, justamente no dia de sua morte na cruz. Por outro lado ao reconhecer que “nós na verdade com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez” ele está aceitando a justiça dos homens, por mais forte razão aceitaria a justiça de Deus que lhe daria uma pena merecida. Também ele não aceitaria uma recompensa por algo que não tenha feito, não é mesmo? Já falamos várias vezes, mas não custa repetir, coloquemos a frase do seguinte modo: Em verdade te digo hoje, estarás comigo no paraíso? É muito mais condizente com a justiça divina, pois somente irá para o Paraíso quando tiver realizado as obras que venham a fazê-lo merecer este paraíso, não importando quanto tempo levará para isso.

Realmente para que a compreensão do Novo Testamento se faça de forma adequada, não podemos colocar tudo como palavra de Deus, principalmente coisas que não podem de forma alguma serem-Lhe atribuídas. Devemos ter a capacidade de saber separar, nas narrativas bíblicas, o que é de Deus, o que é de Jesus e, finalmente, o que é opinião pessoal do próprio autor, pois sem isso fatalmente teremos várias e inexplicáveis contradições, que de não poderemos de maneira nenhuma atribuí-las a inspiração divina.

Entretanto os seguimentos religiosos que combatem a Doutrina Espírita afirmam categoricamente que a Bíblia é a palavra de Deus. Já que pensam assim deveriam seguí-la incondicionalmente. Mas não é o que fazem os seus líderes. Exigem que os outros cumpram tudo o que ali está, mas não quanto a eles próprios.

São os fariseus modernos, são os mesmos de outrora quando Jesus disse sobre eles: Não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem. Atam fardos pesados (e difíceis de carregar) e os põem sobre os ombros dos homens, entretanto eles mesmos nem com o dedo querem movê-los. Praticam, porém todas as suas obras com o fim de serem vistos dos homens; pois alargam os seus filactérios e alongam as suas franjas. (Mateus 23, 3-5).

Analisaremos algumas passagens do Novo Testamento, para vermos se eles realmente cumprem fielmente a palavra de Deus. Chamamos a sua atenção para o que colocaremos em negrito. Vamos a elas, então:

Marcos 16, 18: Pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados.

Até hoje nunca vi nenhum deles pegando em serpentes ou bebendo algo mortífero. Não está dito que não lhes farão mal, já que conforme a Bíblia estes sinais seguirão os que crerem.

Atos 2,44-45: Todos os que creram estavam juntos, e tinham tudo em comum. Vendiam as propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade.

Será que todos que não se cansam de afirmar que são fiéis cumpridores da palavra de Deus vendem seus bens e propriedades para distribuir aos necessitados?

Atos 5, 38-39: Agora vos digo: Daí de mão a estes homens, deixai-os; porque se este conselho ou esta obra vem de homens, perecerá; mas, se é de Deus, não podereis destruí-los, para que não sejais, porventura, achados lutando contra Deus. E concordaram com ele.

Vivem combatendo a religião dos outros como se tivessem alguma procuração de Deus para tal ofício. Mas se esquecem que na Bíblia é dito para deixar os outros em paz, pois correm o risco de estarem lutando contra Deus, já que tais convicções podem estar inspiradas por Deus e se assim for nada lhes farão obstáculo, entretanto se forem dos homens com absoluta certeza perecerão.

Atos 10, 34-35: Então falou Pedro, dizendo: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas; pelo contrário, em qualquer nação, aquele que o teme e faz o que é justo lhe é aceitável.

Romanos 2, 11: Porque, para com Deus, não há acepção de pessoas.

Tiago 2, 9-10: Se, todavia, fazeis acepção de pessoas, cometereis pecado, sendo argüidos pela lei como transgressores. Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos.

Apesar de toda clareza quanto a não devermos fazer qualquer tipo de discriminação de pessoas. Eles mesmos as praticam quando pregam um sectarismo religioso, se julgando os únicos donos da verdade e que apenas eles serão salvos. Pobres coitados, pois: se tropeçam em um só ponto, se tornam culpado de todos, conforme lemos em Tiago 2, 10.

Atos 15, 20: Mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, bem como das relações sexuais ilícitas, da carne de animais sufocados e do sangue.

Gostaríamos de observá-los à mesa. Será que não comem mesmo a carne dos animais sufocados? E o sangue dos animais, será que não faz parte do seu cardápio diário?

Romanos 2, 1: Portanto, és indesculpável quando julgas, ó homem, quem quer que sejas, porque, no que julgas o outro, a ti mesmo te condenas, pois praticas as próprias cousas que condenas.

Não os vemos constantemente nos meios de comunicação a julgar as ações dos outros, será que não sabem que a palavra de Deus diz que somos indesculpáveis quando julgamos? Mais ainda, ela não diz que julgamos as mesmas coisas que praticamos? E onde fica quem tiver sem pecados atire a primeira pedra?

Romanos 7, 6: Agora, porém, libertados da lei, estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos, de modo que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra.

Hebreus 8, 6-9 e 13: Agora, com efeito, obteve Jesus ministério tanto mais excelente quanto é ele também mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas. Porque, se aquela primeira aliança tivesse sido sem defeito, de maneira alguma estaria sendo buscado lugar para segunda. E, de fato, repreendendo-os diz: Eis aí vêm dias, diz o Senhor, e firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá, não segundo a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os conduzir até fora do Egito; pois eles não continuaram na minha aliança, e eu não atentei para eles, diz o Senhor. Quando ele diz Nova, torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido está prestes a desaparecer.

Estas passagens são muito importantes. Dizem de maneira clara que a antiga aliança, qual seja o Antigo Testamento, não possui mais nenhum valor, pois se tornou caduco, velho e antiquado. Entretanto quase tudo que tiram da Bíblia para condenar o Espiritismo é retirado do Antigo Testamento. Parece mesmo que só encontram nela aquilo que seguem. É lá que encontramos o contrário do que Jesus nos manda fazer: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem. Por isso a necessidade de mudar os velhos conceitos de Moisés.

Romanos 13, 6-8: Por esse motivo também pagais tributos: porque são ministros de Deus, atendendo constantemente a este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem o tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra. A ninguém fiqueis devendo cousa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama ao próximo tem cumprido a lei.

Intransigentes em seus preceitos para os outros, não fazem o que devem. Perguntaria: A palavra de Deus não nos manda pagar os tributos e impostos, respeitar e honrar e que não devemos ficar devendo coisa alguma? Sim. Então novamente pergunto: Fazem isso? Ou na questão dos impostos e tributos se justificam dizendo que não pagam porque existe corrupção no serviço público? Ora, não encontramos na Bíblia nenhuma exceção para o não pagamento, e aí como ficamos?

Romanos 14, 1-5: Acolhei ao que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões. Um crê que de tudo pode comer, mas o débil come legumes; quem come não despreza ao que não come; e o que não come não julgue o que come, porque Deus o acolheu. Quem és tu que julgas o servo alheio? Para o seu próprio senhor está em pé ou cai; mas estará em pé, porque o Senhor é poderoso para o suster. Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente.

A palavra de Deus não recomenda acolher os fracos, mas sem discutir opiniões? Será que é o que fazem? Ou querem a todo custo que pensem como eles. Como ficam a julgar a opinião religiosa dos outros, se também está lá a condenação ao julgamento? Se a Bíblia não deixa dúvida alguma quanto ao respeito que devemos ter para com a opinião do outro, inclusive diz que cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente, não diz, portanto para tentarmos mudar a opinião de ninguém, não é mesmo?

Romanos 14, 22: A fé que tens, tem-na para ti mesmo perante Deus. Bem-aventurado é aquele que não se condena naquilo que aprova.

Se ainda pudesse persistir alguma dúvida quanto à citação anterior, aqui não poderá mais existir. É cristalino que devemos ter a nossa fé somente para nós e perante Deus. Bem contrário aos que procuram de todas as maneiras, até mesmo usando de má-fé, quando não adulteram o pensamento dos outros para sustentarem a sua verdade.

Romanos 15, 20: Esforçando-me deste modo por pregar o evangelho, não onde Cristo já fora anunciado, para não edificar sobre fundamento alheio.

Para as pessoas que dizem seguir a Jesus, conforme a palavra de Deus não deveria ser pregado mais nada para não edificar sobre fundamento alheio. Muitas vezes sem perguntarem a quem seguimos querem pregar suas idéias, contrariando assim a Bíblia.

1 Coríntios 11, 5-6: Toda mulher, porém, que ora, ou profetiza, com a cabeça sem véu desonra a sua própria cabeça, porque é como se a tivesse rapada. Portanto, se a mulher não usa véu, nesse caso que rape o cabelo.

Se formos fazer uma visita em seus templos encontraremos todas as mulheres de véu ou com o cabelo raspado? Não. Uai! Então não seguem a palavra de Deus que afirmam seguir? A não ser que devamos entender que não é toda palavra de Deus que é para se seguir.

1 Coríntios 14, 34-35: Conservem-se as mulheres caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar; mas estejam submissas como também a lei o determina. Se porém, querem aprender alguma cousa, interroguem, em casa, a seus próprios maridos, porque para a mulher é vergonhoso falar na igreja.

Nas igrejas, as mulheres permanecem caladas? Com base em que algumas exercem a função de pastor? Não é que somos contra isso, é por não constar da palavra de Deus já que fazem tanta questão de dizer que a seguem fielmente e somente eles a seguem.

Efésios 4, 14: Para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro, e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro.

Colossenses 2, 8: Cuidado que ninguém vos venha a enredar com a sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo.

Até parece uma profecia estas passagens, pois já dizia para não seguirmos as doutrinas baseadas na artimanha e astúcia dos homens que só nos induzem ao erro. Vejam: Jesus diz claramente que a cada um segundo suas obras (Mateus 16, 27), no entanto dizem que só por crerem em Jesus estarão salvos, achamos que no fundo pedem mais é para crerem neles mesmos. Prometem aos seus profitentes que quanto mais dízimos derem mais Deus lhes proverá de tudo que necessitam, como se tal filosofia fosse de Jesus.

Efésios 4, 29: Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e, sim, unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e assim transmita graça aos que ouvem.

Não cansam de efetuar calúnias contra o Espiritismo. Distorcem fatos somente para lhes cobrir os argumentos, agindo de maneira desonesta. Tudo frontalmente contra a palavra de Deus, que insistentemente dizem seguir.

Efésios 6, 9: E vós, senhores, de igual modo procedei para com eles, deixando as ameaças, sabendo que o Senhor, tanto deles como vosso, está nos céus, e que para com ele não há acepção de pessoas.

Colossenses 3, 25: Pois aquele que faz injustiça receberá em troco a injustiça feita; e nisto não há acepção de pessoas.

Algumas vezes ameaçam aos outros, principalmente com o “fogo do inferno” se não rezarem pela Bíblia deles, como se Deus fizesse alguma acepção de pessoas. Bem contrário ao que consta da palavra de Deus constante da Bíblia. Querem a todo custo impor seus conceitos e dogmas religiosos aos outros, não respeitando o direto do outro em seguir o caminho que melhor lhe convier.

1 Tessalonicenses 2, 9: Porque vos recordais, irmãos, no nosso labor e fadiga; e de como, noite e dia labutando para não vivermos à custa de nenhum de vós, vos proclamamos o evangelho de Deus.

2 Tessalonicenses 3, 7-10: Pois vós mesmos estais cientes do modo por que vos convém imitar-nos, visto que nunca nos portamos desordenadamente entre vós, nem jamais comemos pão, de graça, à custa de outrem; pelo contrário, em labor e fadiga, de noite e de dia, trabalhamos, a fim de não sermos pesados a nenhum de vós; não porque não tivéssemos esse direito, mas por termos em vista oferecer-vos exemplo em nós mesmos, para nos imitardes. Porque, quando ainda convosco, vos ordenamos isto: Se alguém não quer trabalhar, também não coma.

1 Pedro 5, 2-3: Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes tornando-vos modelos do rebanho.

Não vemos os seus líderes viverem à custa dos outros, via dízimo arrecadado? A imprensa noticiou casos em que os salários de alguns eram baseados em percentual do dízimo arrecadado. É por isso que afirmamos que o Deus deles é MAMON, não o nosso Deus citado por Jesus, o Deus-Pai. Será que ao conduzir o seu rebanho não são dominadores nem gananciosos?

1 Timóteo 6, 3-10: Se alguém ensina outra doutrina e não concorda com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com o ensino segundo a piedade, é enfatuado, nada entende, mas tem mania por questões e contendas de palavras, de que nascem inveja, provocações, difamações, suspeitas malignas, altercações sem fim, por homens cuja mente é pervertida, e privados da verdade, supondo que a piedade é fonte de lucro. De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. Porque nada temos trazido para o mundo, nem cousa alguma podemos levar dele; tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé, e a si mesmo se atormentaram com muitas dores.

Achamos que o amor ao dinheiro é a causa dos ataques que fazem à Doutrina Espírita. Como dizemos que a nossa salvação se encontra em nossas próprias mãos, somos uma ameaça aos líderes, assalariados pelos dízimos, que pregam serem os que possuem a “chave” da porta do céu. Com a ameaça do “fogo do inferno” retiram dos seus seguidores o suado dinheiro recebido pelo trabalho de cada um. São uns verdadeiros “usurpadores da casa de viúvas” como dizia Jesus. Por isso vivem a pregar difamações contra o Espiritismo.

Tiago 3,13-14: Quem entre vós é sábio e entendido? Mostre em mansidão de sabedoria, mediante condigno proceder, as suas obras. Se pelo contrário, tendes em vosso coração inveja amargurada e sentimento faccioso, nem vos glorieis disso, nem mintais contra a verdade.

Consideram-se os únicos bons entendedores da Bíblia. Não utilizam a mansidão quando é o caso de atacar os Espíritas. São facciosos, muitas vezes usam da mentira para sustentar suas posições. Tudo fatalmente contrário à palavra de Deus.

1 Pedro 3, 8: Finalmente, sede todos de igual ânimo, compadecidos, fraternalmente amigos, misericordiosos, humildes, não pagando mal por mal, ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo, pois para isto mesmo fostes chamados, a fim de receberdes bênção por herança. Pois quem quer amar a vida e ver dias felizes, refreie a sua língua do mal e evite que os seus lábios falem dolosamente; aparte-se do mal, pratique o que é bom, busque a paz e empenhe-se por alcança-la. Porque os olhos do Senhor repousam sobre os justos e os seus ouvidos estão abertos às suas súplicas, mas o rosto do Senhor está contra aqueles que praticam males.

Se seguissem estas recomendações todos nós viveríamos em paz uns com os outros, mesmo pertencendo a correntes religiosas diferentes, mas infelizmente não é o que acontece.

2 Pedro 2, 12-14: Esses, todavia, como brutos irracionais, naturalmente feitos para presa e destruição, falando mal daquilo em que são ignorantes, na sua destruição também hão de ser destruídos, recebendo injustiça por salário da injustiça que praticam. Considerando como prazer a sua luxúria carnal em pleno dia, quais nódoas e deformidades, eles se regalam nas suas próprias mistificações, enquanto banqueteiam junto convosco, tendo olhos cheios de adultério e insaciáveis no pecado, engodando almas inconstantes, tendo coração exercitado na avareza, filhos malditos.

2 Pedro 3, 16: Ao falar acerca destes assuntos, como de fato costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas cousas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles.

É a situação que se encontram quando querem combater o Espiritismo. Nunca o estudaram, nada sabem a nosso respeito, pois só assim se poderia justificar tantos ataques, tantas calúnias, tantas inverdades, tantas deformações, mas se chegam a mudar até as Escrituras, o que se pode esperar deles? Todos os princípios que adotamos constam da Bíblia, não a deles é claro, mas daquela que contem os ensinamentos de Jesus, pois em nada somos contrários ao que Ele ensinou, muito antes pelo contrário, estamos é para reforçar tudo quanto nos deixou. Mas como o salário da injustiça é a injustiça, que Deus tenha piedade de suas almas.

Qual a conclusão de tiramos de tudo isso. É que a bem da verdade não seguem em nada as orientações da palavra de Deus constante da Bíblia. Muitas vezes apenas as distorcem para combater ao que chamam de “obra do demônio”. Entretanto lhes responderemos com as palavras de Jesus: Se Satanás expele a Satanás, dividido está contra si mesmo; como, pois, subsistira o seu reino? Na Doutrina Espírita só se diz para seguirmos a Jesus, sempre fazer o bem, perdoar infinitamente, não caluniar quem quer que seja, tudo, portanto contrário ao reino do demônio.

Na divulgação de Seus ensinos, palavra de Deus aos homens, Jesus sofreu constante e sistemático ataque dos sacerdotes, dos fariseus e dos saduceus, culminado com toda aquela trama que O levou à morte na cruz. Nos nossos dias o Espiritismo, sob inspiração do Alto, querendo elucidar o verdadeiro sentido dos ensinos de Jesus, sofre o ataque de alguns líderes religiosos, são eles os sacerdotes, os fariseus e saduceus modernos. Serão eles a reencarnação dos antigos? O tempo passa, mas seus métodos são os mesmos de outrora.

Mas como se diz num adágio popular: Só se atiram pedras em árvore que dá frutos, deve ser por isso que tanto nos combatem.

Abr/2001.

Fonte Bíblica (usadas pelos protestantes/evangélicos): A Bíblia Anotada = The Ryrie Study Bible / Texto bíblico: Versão Almeida, Revista e Atualizada, com introdução, esboço, referências laterais e notas por Charles Caldwell Ryrie; Tradução de Carlos Oswaldo Cardoso Pinto. – São Paulo; Mundo Cristão, 1994.


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publicado por evangelicosfalsosprofetas, em 21.02.10 às 02:45link do post | favorito

O grande problema é que algumas pessoas não enxergam ou não querem enxergar o óbvio, elas normalmente têm sua mente completamente dominada pelos seus líderes religiosos.

Acabamos de ler o livro “Quando Ele Voltar”, de Rick Medeiros, Ed. Graf. Vida e Consciência, de onde retiramos:

“Se você é adepto de uma determinada igreja, religião ou credo e segue seus ensinamentos por causa do medo, você não está evoluindo. Você está deixando o medo ser a sua motivação quando você diz: ‘É melhor eu fazer isso ou aquilo, assim estarei acumulando créditos no céu!’ O espírito que faz isso está deixando os outros controlarem sua vida, porque os outros é que estão tomando as decisões para ele. Se é para se render às crenças ou aos ideais alheios, qual seria então a razão de viver nesta esfera?”

O medo, caro amigo, é o que faz essas pessoas seguirem fielmente seus líderes religiosos.

Respondendo ao seu amigo.

Gostaríamos que ele nos mostrasse algo ou alguma coisa na natureza que não esteja em perfeita harmonia do seu meio. Assim, continuamos a perguntar: O que fazer com o corpo físico na dimensão espiritual?

Não sabemos onde encontrou adulteração e manipulação do NT, pois todas as nossas citações são baseadas nas Bíblias “conforme os textos originais” que existem por aí. Favor citar qual texto que iremos provar que não há adulteração e manipulação como alega. Entretanto, nos reservamos no pleno direito de interpretar os textos conforme a nossa maneira de entender e em não aceitar nenhum dogma imposto pelas religiões tradicionais, se estivermos errados que nos demonstrem o erro. Mas não nos venham com posturas dogmáticas e arcaicas para sustentar as suas próprias idéias.

Agora nós provaremos quem na realidade adultera e manipula textos Bíblicos. Vejamos, por exemplo, pelas edições bíblicas dos católicos e dos protestantes a passagem Levítico 19,31:

Bíblias Católica

Vozes: Não recorrais aos médiuns, nem consulteis os espíritos para não vos tornardes impuros. Eu sou o Senhor vosso Deus.

Ave Maria: Não vos dirijais aos espíritas nem adivinhos: não os consulteis, para que não sejais contaminados por eles. Eu sou o Senhor, vosso Deus.

Pastoral: Não se dirijam aos necromantes, nem consultem adivinhos, porque eles tornariam vocês impuros. Eu sou Javé, o Deus de vocês.

Paulinas: Não vos dirijais aos magos nem interrogueis os adivinhos, para que vos não contamineis por meio deles. Eu sou o Senhor vosso Deus.

Bíblias Protestante

Mundo Cristão: Não vos voltareis para os necromantes, nem para os adivinhos; não os procureis para serdes contaminados por eles: Eu sou o SENHOR vosso Deus.

Tradução do Novo Mundo: Não vos vireis para médiuns espíritas e não consulteis prognosticadores profissionais de eventos, de modo a vos tornardes impuros por eles. Eu sou Jeová, vosso Deus.

Só que as palavras médiuns, espíritas não podem existir em nenhuma Bíblia, pois são neologismos criados por Kardec em 18 de abril de 1857, quando do lançamento do Livro dos Espíritos, além de que, obviamente, não existem estes termos nem hebraico e nem em aramaico. O termo correto é necromancia, que consiste na evocação dos mortos para fins de adivinhação, o que, também, nada tem a ver com Espiritismo.

Não esquecemos de mencionar o restante do versículo 63, já que a afirmativa é clara em si mesma: “O espírito é que dá vida; a carne de nada serve”. Na seqüência Jesus compara as suas palavras (tudo o que disse) dizendo que elas são espírito e vida, ou seja, importantes para nossa realidade como espíritos, pois somente através delas é que conseguiremos conquistar o “reino dos céus”.

Ressaltando a importância do espírito, Jesus de certa forma, confirma o que se encontra em Ecl 12,7: “O pó volte à terra, onde estava, e o espírito volte para Deus, seu autor”.

Em Mateus 22,30, lemos: “Porque na ressurreição nem se casam nem se dão em casamento; serão, porém, como os anjos no céu”. Já que seremos como os anjos no céu e como não há que discutir que eles são seres espirituais, disso concluímos que, conseqüentemente, seremos seres espirituais, a não ser que alguém nos prove que anjo também possui um corpo físico.

Quanto à questão do que estamos falando nada tem a ver com o arrebatamento de Elias, é querer dar uma de avestruz, pois tem tudo a ver. Se o espírito é o mais importante, se é ele que volta a Deus, e se seremos iguais aos anjos no céu é porque seremos seres espirituais e como tal não possuiremos corpo físico nessa condição. Será que agora dá para se entender?

Se “o corpo nada pode fazer para dar vida” é porque a vida é essência do espírito, quer dizer, é o espírito que anima o corpo físico dando-lhe vida, daí o corpo sem o espírito é nada. Uma vez colocado na sepultura devolverá, pela decomposição, à natureza, todos os elementos constitutivos que lhe tomou emprestado.

Uma coisa interessante que nosso amigo não percebe é que a concepção de céu na antiguidade era a região azulada, se assim podemos dizer, que vemos ao olhar para cima. Lá imaginavam que era a morada dos deuses. Ora, hoje sabemos que essa região azulada na verdade é produzida pela distância infinita que nos descortina, isso faz com que o espaço infinito tome essa cor. Na realidade essa região não existe como uma coisa concreta. E a partir daí o “céu” deslocado passou a ser o que? Já que para todos os lados que apontarmos estaremos indicando sua localização.

Existe mais um fato digno de nota, é que vemos os alpinistas escalarem as montanhas mais altas da terra, sofrerem os “diabos” por causa do ar que se torna cada vez mais rarefeito. Acreditamos que existem montanhas que nenhum ser humano conseguirá subir ao pico, por absoluta falta de oxigênio, fonte imprescindível para a vida do corpo físico. Daí perguntarmos se, como acreditam, o céu é lá em cima, como poderá um corpo físico sobreviver sem oxigênio?

Parece que seu amigo não entendeu nadinha do que dissemos, até parece brincadeira de mau gosto. Onde dissemos que Jesus estava falando de adoração após a morte? O que estamos querendo dizer é que se Deus é espírito e nós somos a “sua imagem e semelhança” é porque também nossa essência é ser espíritos, nada tem a ver, portanto, com adoração após a morte.

Em Gênesis 6,3, encontramos: Então disse o Senhor: O meu Espírito não agirá para sempre no homem, pois este é carnal; e os seus dias serão cento e vinte anos. “Meu Espírito” completa a afirmação de que nossa semelhança com Deus é a espiritual.

Agora vejamos, novamente, como mudam os textos dificultando sobremaneira o entendimento da Bíblia:

Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, Números 16,22: Mas eles caíram com os rostos em terra, e disseram: Ó Deus, Deus dos espíritos de toda a carne, pecará um só homem, e indignar-te-ás tu contra toda esta congregação?

A Bíblia Anotada – Editora Mundo Cristão, Números 16,22: Mas eles prostraram sobre os seus rostos e disseram: Ó Deus, Autor e Conservador de toda a vida, acaso por pecar um só homem, indignar-te-ás contra toda esta congregação?

Observar que na primeira versão se diz que Deus é Deus dos espíritos de toda a carne, ficando em evidência que somos espíritos, entretanto na segunda versão muda-se completamente o sentido.

A questão não é que a Doutrina Espírita desvaloriza o corpo físico, ele tem o seu valor, entretanto não pode ser mais importante que nosso espírito (=semelhança com Deus). A maioria dos crentes de outras correntes religiosas acredita que o espírito só sobrevive se acoplado a um corpo físico, daí a crença na ressurreição da carne. Entretanto, não somos nós quem coloca o espírito como mais importante, é o próprio Jesus, conforme já analisamos anteriormente na passagem João 6,63.

Quanto a Jesus ter subido em um corpo glorificado, se entendermos o “corpo glorificado” como o corpo espiritual tudo bem, pois é isso mesmo que acontece. A prova que o seu corpo era diferente daquele que usou quando vivo, é que em todas as Suas aparições ninguém o reconheceu, somente o reconhecendo por algum gesto. Mas se está à direita do Pai não sabemos, pois teriam que nos provar que Deus estando em todos os lugares possui direita e esquerda.

Todas as passagens que citamos provam que o espírito é que é o mais importante no ser humano, e é nele iremos retornar ao plano espiritual. Assim não há como Elias ter sido arrebatado em corpo e alma, será isso tão difícil de entender?

Em Mateus 22,32, Jesus disse: “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó? Ele não é Deus dos mortos, e, sim, dos vivos”. Do que podemos concluir que Deus sendo Deus dos vivos é porque Abraão, Isaque e Jacó viviam, só que em espírito. Ou alguém irá nos dizer que eles ressuscitaram da carne? Que provem então.

É-nos difícil acreditar Deus estabelecendo qualquer tipo de privilégio. Nem mesmo Jesus, que muitos consideram a terceira pessoa da Trindade, foi arrebatado, por que motivo outros espíritos, em grau de inferioridade em relação a Ele, iriam ser? Expliquem-nos com argumentos lógicos.

A passagem Ecl 12,7 diz a percepção do autor sobre a realidade da morte, ou seja, o espírito retorna a Deus e corpo (pó) volta à terra de onde saiu (será que saímos mesmo da terra?). Isso é uma lei divina que serve para todos, até mesmo porque não foi o “castigo” do homem voltar ao pó? Estaria Deus voltando atrás no que disse anteriormente? Se isso for, como fica “eu o Senhor, não mudo” (Malaquias 3,6)? E quase todas as correntes religiosas aceitam que Deus é imutável, e assim sendo não há como mudar absolutamente nada, até mesmo porque se Ele mudar algo pressupõe que não sabia o que estava fazendo, derrubando, por tabela, a sua onisciência.

Quanto a afirmativa que faz de que Elias não morreu, devemos repetir a nota que colocamos a respeito desse assunto tirada da Bíblia de Jerusalém. É bom ressaltarmos que essa tradução foi realizada por uma equipe de exegetas católicos e protestantes, conforme consta de sua apresentação. Vejamos a nota em relação ao versículo 18: “A busca infrutífera certifica apenas que Elias não é mais deste mundo; seu destino é mistério que Eliseu não quer desvendar. O texto não diz que Elias não morreu, mas facilmente se pôde chegar a essa conclusão. ...”

Será que todos os fatos narrados na Bíblia aconteceram como narrados, ou conforme a visão do autor, ou conforme o conhecimento da época. Vejamos um exemplo.

Êxodo 19,18-19: Todo o monte Sinai fumegava, porque o Senhor descera sobre ele em fogo; a sua fumaça subiu como fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia grandemente. E o clamor da trombeta ia aumentando cada vez mais: Moisés falava, e Deus lhe respondia no trovão.

Uma descrição dessa não estaria próxima de uma narrativa de uma erupção vulcânica? Quem sabe se não foi isso que realmente ocorreu? Que conhecimentos tinham sobre tal fenômeno da natureza? Deus respondia no trovão? Porque nos dias de hoje não responde mais? Dentro disso podemos crer que o “arrebatamento” de Elias, pode muito bem ter sido um fenômeno de ordem natural, já que no próprio texto diz sobre um redemoinho de vento.

A citação que faz de 1 Cor 15, 51, há um problema sério de entendimento, pois “ser transformados” não quer dizer ser arrebatados. Aqui Paulo fala do corpo espiritual que teremos após a morte, é o que diz sobre “os mortos ressuscitarão incorruptíveis”. E mais à frente no versículo 53, arremata: Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade”, ou seja, o nosso corpo espiritual que é incorruptível e imortal, visto por Paulo como uma transformação sofrida pelo corpo físico.

Vejamos agora a outra passagem que é citada por ele:

1 Tessalonicenses 4, 15-17: Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará juntamente em sua companhia os que dormem. Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor.

Primeiramente devemos informar que Paulo se incluía entre o “nós” que esperavam a vinda do Senhor, pois pensavam estar vivendo o fim dos tempos (ver nosso texto a respeito). Entretanto o Senhor não veio conforme acreditavam, e conseqüentemente não arrebatou nem a ele nem a ninguém. Se Paulo pensou desta forma é porque, conforme já o dissemos, pensava estar vivendo o fim dos tempos, e é por isso que imaginava que os que ainda não haviam morrido neste fim dos tempos iriam ser arrebatados. Entretanto, se considerarmos que seu pensamento seja arrebatamento de corpo e alma, ele se coloca em contradição com sua afirmativa de que a carne e o sangue não herdarão o reino dos céus.

Preferimos ser fanático que não abdica do uso da lógica e a razão, do que ser fanático cego e encabestrado pelos líderes religiosos.

Bom não houve por parte desse seu amigo nada que pudesse contestar efetivamente o nosso texto. A tese do contrário e antibíblico é falácia de quem não tem argumentos suficientes para contestar o que os outros falam.

Quanto a questão de Elias ter reencarnado como João Batista, é só tirar as vendas dos olhos e ver: “Ele (João Batista) é o Elias que estava para vir”. (Mateus 11,14; 17,12), palavras de Jesus, portanto, conforme o gosto do amigo, bíblica.

O dogma contrário à reencarnação é o dogma do inferno eterno. Perguntamos: quando foi que Deus criou o inferno? Por que será que não disse a Adão e Eva que se comessem do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal iriam para o inferno? Será que Deus queria que eles continuassem na ignorância? Por que será que quando instituiu os Dez Mandamentos não disse que quem não os cumprissem iria para o inferno? Sabe por que? Porque o inferno é criação dos homens e não de Deus. É só pesquisar a história e encontrarão sua origem na mitologia persa que os cristãos, não os hebreus, abraçaram prontamente.

Aliás, é comum nas correntes protestantes usar o que chamamos de terrorismo religioso, onde ameaçam aos seus fiéis com o fogo do inferno, para lhes tomarem o dízimo. Pedagogia negativa, pois deviam dizer para seus fiéis, que por amor a Deus, deveriam não praticar o mal, mas não, dizem que quem o faz irá para o inferno, ou seja, ao invés de deixar de fazer o mal por amor querem que deixem pelo temor, se é assim onde fica a evolução espiritual do indivíduo?

A questão de não crer na Bíblia realmente só mentes atrasadas podem acreditar piamente em tudo que nela está escrito. Se ele quiser mesmo saber qual a nossa opinião a respeito dela recomendamos lhe o nosso livro “A Bíblia à Moda da Casa”.

Mas já que ele acredita em tudo, favor nos dizer onde se encontra a profecia citada em Mateus 2,23. Observar que a citação de Mateus 2,15 como profecia a respeito de Jesus, não se refere a ele, mas a passagem está relacionada ao povo de Israel que é chamado de meu filho. Também a citação da profecia de Isaías por Mateus 1,23, não se relaciona da Jesus, mas ao filho do rei Acaz. Assim, podemos perceber que existe na Bíblia muita coisa que não condiz com a realidade, foram coisas colocadas pelos homens, que vergonhosamente dizem se tratar de revelação divina. E, finalmente, se Elias foi arrebatado, com absoluta certeza ele subiu ao céu, assim, fica em contradição com a afirmativa de Jesus em João 3,13. A impressão que estamos tendo que nosso texto deve estar escrito em grego, pois este cara não entendeu bulhufas do que nos dizemos nele.

A manifestação de Samuel ao rei Saul (1 Samuel 28, 1-25) e de Moisés e Elias conversando com Jesus (Mateus 17,3), são manifestações de espíritos e nenhum deles, além de não estarem dormindo, não possuíam mais o corpo físico. Fatos relatados na Bíblia que confirmam que os que vivem no plano espiritual não possuem corpo físico.


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publicado por evangelicosfalsosprofetas, em 21.02.10 às 02:30link do post | favorito

“A verdade não se prova pelas perseguições, mas pelo raciocínio; as perseguições, em todos os tempos, foram a arma das más causas, e daqueles que tomam o triunfo da força bruta pelo da razão. A perseguição é um meio mau de persuasão; pode momentaneamente abater o mais fraco, convencê-lo, jamais; porque, mesmo na aflição em que o tiver mergulhado, exclamará como Galileu em sua prisão: e pur si mouve! Recorrer à perseguição é provar que se conta pouco com o poder de sua lógica. Não useis, pois, de represálias: à violência oponde a doçura e uma inalterável tranqüilidade; restitui aos vossos inimigos o bem pelo mal; por aí dareis um desmentido às suas calúnias, e força-lo-eis a reconhecer que vossas crenças são melhores do que eles dizem”.

“A calúnia! direis; pode-se ver com sangue frio nossa Doutrina indignamente deturpada por mentiras? acusada de dizer o que não disse, de ensinar o contrário do que ela ensina, de produzir o mal ao passo que não produz senão o bem? A própria autoridade daqueles que têm uma tal linguagem não pode dobrar a opinião, retardar o progresso do Espiritismo?”

“Incontestavelmente está aí seu o objetivo; atingi-lo-ão? é uma outra questão, e não hesitamos em dizer que chegam a um resultado todo contrário: o de se desacreditarem e à sua causa. A calúnia, sem contradita, é uma arma perigosa e pérfida, mas tem dois gumes e fere sempre aquele que dela se serve. Recorrer à mentira para se defender é a mais forte prova de que não se têm boas razões para dar, porque, tendo-as, não se deixaria de fazê-las valer. Dizeis que uma coisa é má, se tal é vossa opinião; gritai-o sobre os telhados, se bom vos parece, cabe ao público julgar se estais no erro ou na verdade; mas deturpá-la para apoiar vosso sentimento, desnaturá-la, é indigno de todo homem que se respeita. Nos relatórios das obras dramáticas e literárias, vêem-se freqüentemente apreciações muito opostas; um crítico louva exageradamente o que outro achincalha: é seu direito; mas o que se pensaria daquele que, para sustentar a sua censura faria o autor dizer o que não disse, lhe emprestaria maus versos para provar que sua poesia é detestável?”

“Ocorre assim com os detratores do Espiritismo: pelas suas calúnias mostram a fraqueza de sua própria causa e a desacreditam fazendo ver a que lamentáveis extremismos são obrigados a recorrer para sustentá-la. De que peso pode ser uma opinião fundada sobre erros manifestos? De duas coisas uma, ou esses erros são voluntários, e então se vê a má-fé; ou são involuntários, e o autor prova sua inconseqüência falando do que não sabe; num e noutro caso perde todo direito à confiança”.

“O Espiritismo não é uma Doutrina que caminha na sombra; ele é conhecido, seus princípios são formulados de maneira clara, precisa, e sem ambigüidade. A calúnia, pois, não poderia atingi-lo; basta, para convencê-la da impostura, dizer: lede e vede. Sem dúvida, é útil desmascará-la; mas é preciso fazê-lo com calma, sem aspereza nem recriminação, limitando-se a opor, sem discursos supérfluos, o que é do que não é; deixai aos vossos adversários a cólera e as injúrias, guardai para vós o papel da força verdadeira: o da dignidade e da moderação”.

“De resto, não é preciso exagerar as conseqüências dessas calúnias, que levam consigo o antídoto de seu veneno, e são em definitivo mais vantajosas do que nocivas. Forçosamente, elas provocam o exame de homens sérios que querem julgar as coisas por si mesmos, e nisso são excitados em razão da importância que se lhe dá; ora, o Espiritismo, longe de temer o exame, provoca-o, e não se lamenta senão de uma coisa, é que tantas pessoas dele falam como os cegos das cores; mas graças aos cuidados que nossos adversários tomam em fazê-lo conhecer, esse inconveniente logo não existirá mais, e é tudo o que pedimos. A calúnia que ressalta desse exame engrandece-o em lugar de rebaixá-lo”.

“Espíritas, não lamenteis, pois, essas deturpações; não tirarão nenhuma das qualidades do Espiritismo; ao contrário, as farão ressaltar como mais estrondo pelo contraste, e se voltarão para a confusão dos caluniadores: essas mentiras, certamente, podem ter por efeito imediato enganar algumas pessoas, e mesmo desviá-las; mas o que é isso? O que são alguns indivíduos perto das massas? Sabeis, vós mesmos, quanto o seu número é pouco considerável. Que influência isso pode ter sobre o futuro? Esse futuro vos está assegurado: os fatos realizados vos respondem por ele a cada dia vos traz a prova da inutilidade dos ataques de nossos adversários. A doutrina do Cristo não foi caluniada, qualificada de subversiva e de ímpia? Ele mesmo não foi tratado como velhaco e como impostor? Perturbou-se com isso? Não, porque sabia que seus inimigos passariam e que a sua doutrina ficaria. Assim o será com o Espiritismo. Singular coincidência! Não é outro senão o chamado à pura lei do Cristo, e é uma necessidade à qual ninguém pode se subtrair. [...]”. (Revista Espírita, 1863, pág. 71-73).


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publicado por evangelicosfalsosprofetas, em 21.02.10 às 02:19link do post | favorito

 

A quem está escutando as palavras da profecia deste livro, eu declaro: "Se alguém acrescentar qualquer coisa a este livro, Deus vai acrescentar a essa pessoa as pragas que aqui estão descritas. E se alguém tirar alguma coisa das palavras do livro desta profecia, Deus vai retirar dessa pessoa a sua parte na árvore da Vida e na Cidade Santa, que estão descritas neste livro." (Ap 22, 18-19)

Cansados de tanto ouvir de inúmeros fundamentalistas e de vários tradutores das bíblias a expressão de que ela é conforme os originais, procurarmos fazer um breve levantamento para contestar sua veracidade e provar que a mentira anda a solta por aí.

Vejamos a pesquisa que fizemos nas onze Bíblias de nossa biblioteca, das quais anotamos algumas passagens que escolhemos como a prova do crime:

Ave Maria

Lv 19, 31: Não vos dirijais aos espíritas nem adivinhos: não os consulteis,...

Lv 20, 6: Se alguém se dirigir aos espíritas ou aos adivinhos para fornicar com eles,...

Lv 20, 27: Qualquer homem ou mulher que evocar os espíritos ou fizer adivinhações, será morto....

Dt 18, 10-11: Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo, à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou à evocação dos mortos.

Is 8, 19: Se vos disserem: Consultai os espíritos dos mortos, os adivinhos, os que conhecem segredos e dizem em voz baixa: Porventura um povo não deve consultar os seus deuses? Consultar os mortos a favor dos vivos? Em nota: seus deuses: os espíritos dos antepassados.

1 Sm 28, 3.7.8: ... E Saul expulsara da terra os necromantes, os feiticeiros e adivinhos... “Procurai-me uma necromante para que eu a consulte”... “Predize-me o futuro, evocando um morto; faze-me vir aquele que eu te designar”. (1 Sm 28, 3.7.8)

Como aparece a palavra necromante é porque tiveram informação da realidade, assim quando colocam espiritismo ou espírita, é porque querem atingir aos adeptos da Doutrina Espírita.

Barsa

Lv 19,31: Não vos dirijais aos mágicos, nem consulteis os adivinhos,...

Lv 20,6Se algum homem declinar para os mágicos, e adivinhos, e se der a eles por uma espécie de fornicação;...

Lv 20,27: Se qualquer homem, ou mulher tem espírito de Píton, ou espírito de adivinho, sejam punidos de morte...

Dt 18, 10-11: nem se ache entre vós quem pretenda purificar seu filho, ou filha, fazendo-os passar pelo fogo: nem quem consulte adivinhos, ou observe sonhos e agouros, nem quem seja feiticeiro, ou encantador, nem quem consulte Píton ou adivinhos, nem quem indague dos mortos a verdade.

Is 8,19: E quando vos disserem: Consultai os pitões, e os adivinhos, que murmuram em segredo em seus encantamentos: Acaso não consultará o povo ao seu Deus, há de ir falar com os mortos acerca dos vivos?

1 Sm 28, 3.7.8: ...E Saul tinha lançado fora da terra os mágicos, e adivinhos.... “Buscai-me uma mulher que tenha o espírito de Píton, e eu irei ter com ela, e a consultarei”... “Adivinha-me pelo espírito de Píton, e faze-me aparecer quem eu te disser”.

Aqui não vemos nenhum termo sendo usado para condenar o Espiritismo, o único detalhe fica por conta de ser uma Bíblia mais antiga, em geral menos preconceituosa que as atuais. Seria um sinal que antigamente “a palavra de Deus” tinha preocupações diferentes das que encontramos nas Bíblia atuais?

Bíblia de Jerusalém

Lv 19,31: Não vos voltareis para os necromantes nem consultareis os adivinhos...

Lv 20,6 ; Aquele que recorrer aos necromantes e aos adivinhos para se prostituir com eles, ...

Lv 20,27: O homem ou a mulher que, entre vós, forem necromantes ou adivinhos serão mortos...

Dt 18, 10-11: Que em teu meio não se encontre alguém que queime seu filho ou sua filha, nem faça presságio, oráculo, adivinhação ou magia, ou que pratique encantamentos, que interrogue espíritos ou adivinhos, ou ainda que invoque os mortos;

Is 8,19: Se vos disserem: “Ide consultar os espíritos e os adivinhos, cochichadores e balbuciadores”, não consultará o povo os seus deuses, e os mortos a favor dos vivos?

1 Sm 28, 3.7.8: ... Saul havia expulsado da terra os necromantes e os adivinhos... “Buscai-me uma mulher que pratique a adivinhação para que eu lhe fale e a consulte”... “Peço-te que pratiques para mim a adivinhação, evocando para mim quem eu te disser”.

Embora a maioria dos textos deva ser fiel aos originais, já que naquela época as práticas eram essas, ainda assim colocam em Deuteronômio e em Isaías alguma coisa que, não obstante de forma velada, atinge ao Espiritismo. Um detalhe importante dessa tradução é que ela contou entre uma equipe de tradutores católicos e protestantes.

Bíblia do Peregrino

Lv 19,31: Não consulteis necromantes nem adivinhos...

Lv 20,6: Se alguém consultar necromantes e adivinhos para se prostituir com eles,...

Lv 20,27: O homem ou a mulher que praticar a necromancia ou a adivinhação,é réu de morte...

Dt 18, 10-11: Não haja entre os teus quem queime seus filhos ou filhas, nem adivinhos, nem astrólogos, nem agoureiros, nem feiticeiros, nem encantadores, nem espiritistas, nem adivinhos, nem necromantes.

Is 8,19: Certamente vos dirão: Consultai os espíritos e adivinhos, que sussurram e cochicham: um povo não consulta seus deuses e os mortos a respeito dos vivos, em busca de instruções seguras?

1 Sm 28, 3.7.8: ... Por outra parte, Saul havia desterrado necromantes e adivinhos... Procurai-me uma necromante para que a consulte... Adivinha para mim o futuro, evocando os mortos, e faze que me apareça quem eu te disser.

A única vacilada ficou por conta do Deuteronômio, cujo termo é diretamente usado contra o Espiritismo. Em relação a Isaias aparece, mas de forma indireta, como em outras também fizeram.

Mundo Cristão

Lv 19,31: Não vos voltareis para os necromantes, nem para os adivinhos; ...

Lv 20,6: Quando alguém se virar para os necromantes e feiticeiros para se prostituir com eles, ...

Lv 20,27: O homem ou mulher que sejam necromantes, ou sejam feiticeiros, serão mortos: ...

Dt 18, 10-11: Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos;

Is 8,19: Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos?

1 Sm 28, 3.7.8: ... Saul havia desterrado os médiuns e adivinhos... “Apontai-me uma mulher que seja médium, para que me encontre com ela e a consulte...” “Peço-te que me adivinhes pela necromancia, e me faças subir aquele que eu te disser”.

Apesar de saberem exatamente o que significa a necromancia, ainda assim colocam termos diretos contra o Espiritismo, principalmente na passagem onde Saul faz a consulta ao espírito-Samuel.

Novo Mundo

Lv 19,31: Não vos vireis para médiuns espíritas e não consulteis prognosticadores profissionais de eventos,...

Lv 20,6: Quanto à alma que se vira para os médiuns espíritas e para os prognosticadores profissionais de eventos, ...

Lv 20,27: E quanto ao homem ou à mulher em que se mostre haver um espírito mediúnico ou um espírito de predição, sem falta devem ser mortos!...

Dt 18, 10-11: Não se faça achar em ti alguém que faça seu filho ou sua filha passar pelo fogo, alguém que empregue adivinhação, algum praticante de magia ou quem procure presságios, ou um feiticeiro, ou alguém que prenda outros com encantamentos, ou alguém que vá consultar um médium espírita, ou um prognosticador profissional de eventos, ou alguém que consulte os mortos.

Is 8,19: E caso vos digam: Recorrei aos médiuns espíritas ou aos que têm espírito de predição, que chilram e fazem pronunciações em voz baixa, não é a seu Deus que qualquer poso devia recorrer? [Acaso se deve recorrer] a pessoas mortas a favor de pessoas vivas?

1 Sm 28, 3.7.8: ... Quanto a Saul, tinha removido do país os médiuns espíritas e os prognosticadores profissionais de eventos... “Procurai-me uma mulher que seja dona de mediunidade espírita, e eu irei ter com ela e a consultarei....” “Por favor, use de adivinhação para mim por meio da mediunidade espírita e faze-me subir aquele que eu te indicar”.

Essa tradução é a pior de todas, pois em todos os textos há termos claros contra o Espiritismo, provando claramente a intenção de se fazer isso.

Tanto esta última tradução quanto a anterior são provenientes do protestantismo, daí se justifica porque eles, mais que os católicos, são contrários às práticas espíritas. Inclusive é onde o radicalismo impera com maior vigor.

Pastoral

Lv 19,31: Não se dirijam aos necromantes, nem consultem adivinhos,...

Lv 20,6: Quem recorrer aos necromantes e adivinhos, para se prostituir com eles,...

Lv 20,27: O homem ou mulher que pratica a necromancia ou adivinhação, é réu de morte...

Dt 18, 10-11: Não haja em teu meio alguém que queime seu filho ou filha, nem que faça presságio, pratique astrologia, adivinhação ou magia, nem que pratique encantamentos, consulte espíritos ou adivinhos, ou também que invoque os mortos.

Is 8,19: Quando disserem a vocês: “Consultem os espíritos e adivinhos, que sussurram e murmuram fórmulas; por acaso, um povo não deve consultar seus deuses e consultar os mortos em favor dos vivos?”

1 Sm 28, 3.7.8: ... De outro lado, Saul tinha expulsado do país os necromantes e adivinhos. Então Saul disse a seus servos: “Procurem uma necromante, para que eu faça uma consulta”. ... “Quero que você me adivinhe o futuro, evocando os mortos. Faça aparecer a pessoa que eu lhe disser”.

A não ser o “consultar os espíritos” nada de mais grave é colocado, apesar, de que, como em outras traduções, demonstram ter conhecimento do termo correto que verdadeiramente deveria ser o empregado.

Paulinas

Lv 19,31: Não vos dirijais aos magos nem interrogueis os adivinhos,...

Lv 20,6: A pessoa que se dirigir a magos e adivinhos e fornicar com eles,...

Lv 20,27: O homem ou mulher em que houver espírito pitônico ou de adivinho, sejam punidos de morte...

Dt 18, 10-11: Não se ache entre vós quem purifique seu filho ou sua filha, fazendo-os passar pelo fogo, nem quem consulte adivinhos ou observe sonhos e agouros, nem quem use malefícios, nem quem seja encantador, nem quem consulte aos nigromantes, ou adivinhos, ou indague dos mortos a verdade.

Is 8,19: E, quando vos disserem: Consultai os magos e os adivinhos, que murmuram em segredo nos seus encantamentos, (respondei): Porventura o povo não há de consultar o seu Deus? Há de ir falar com os mortos acerca dos vivos?

1 Sm 28, 3.7.8: ...Saul tinha lançado fora do país os magos e adivinhos.... “Buscai-me uma mulher necromante, e eu irei ter com ela e a consultarei...” “Adivinha-me pelo espírito de necromante e faze-me aparecer quem eu te disser”.

Essa é a única que não traz nada contra o Espiritismo. A ressalva que fazemos é apenas em relação à expressão “indague dos mortos a verdade”, pois é totalmente divergente em relação às outras traduções.

Santuário

Lv 19,31: Não recorrais às evocações e aos sortilégios:..

Lv 20,6: Se alguém recorrer às invocações e aos sortilégios, entregando-se a essas práticas,...

Lv 20,27: O homem ou a mulher que se entregar a evocação ou sortilégio será condenado à morte;...

Dt 18, 10-11: Não haja ninguém no meio de ti que faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha; ou se dê à pratica de encantamento, ou se entregue à augúrios, à adivinhação ou à magia, ao feiticismo, ao espiritismo, aos sortilégios ou à evocação dos mortos.

Is 8,19: Hão de dizer-vos: consultai os espíritos e os adivinhos que murmuram e segredam. Porventura o povo não deve consultar os seus deuses e consultar os mortos acerca dos vivos para obter uma revelação e um testemunho?

1 Sm 28, 3.7.8: ... Saul tinha expulsado do país os feiticeiros e os adivinhos.... “Buscai-me uma necromante para que eu a consulte...” “Predize-me o futuro, evocando um morto, e faze-me aparecer quem eu te designar”.

A correlação ao que presumem ser o Espiritismo é clara, já que, como a maioria das pessoas, são ignorantes em relação a seus fundamentos e práticas, pressupõem que seja algo relacionado a evocação dos mortos, daí ser essa a característica predominante nessa tradução, que também não deixa de citar nominalmente o Espiritismo.

SBB

Lv 19,31: Não vos virareis para os adivinhos e encantadores; ...

Lv 20,6: Quando uma alma se virar para os adivinhadores e encantadores, para se prostituir após deles, ....

Lv 20,27: Quando pois algum homem ou mulher em si tiver um espírito de adivinho, ou for encantador, certamente morrerão:...

Dt 18, 10-11: Entre ti não achará quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador de encantamentos, nem quem consulte um espírito adivinhante, nem mágico, nem quem consulte os mortos;

Is 8,19: Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram entre dentes; - não recorrerá um povo ao seu Deus? a favor dos vivos interrogar-se-ão os mortos?

1 Sm 28, 3.7.8: ... e Saul tinha desterrado os adivinhos e encantadores... “Buscai-me uma mulher que tenha o espírito de feiticeira, para que vá a ela e a consulte...” “Peço-te que me adivinhes pelo espírito de feiticeira, e me faças subir a quem eu te disser”.

Poderia passar despercebido se não tivesse o “consulte os mortos”, entretanto, está, como se diz popularmente, menos pior do que outras. Mais uma tradução protestante, disso poderá acertadamente concluir, caro leitor, que todas as outras são de origem católica, exceto a que já dissemos que a tradução foi feita por tradutores dessas duas correntes religiosas.

Vozes

Lv 19,31: Não recorrais aos médiuns, nem consulteis os espíritos...

Lv 20,6: Se alguém recorrer aos médiuns e adivinhos, prostituindo-se com eles,...

Lv 20,27: O homem ou a mulher que se tornar médium ou adivinho, serão mortos por apedrejamento...

Dt 18, 10-11: Não haja em teu meio quem faça passar pelo fogo o filho ou a filha, nem quem se dê à adivinhação, nem haja astrólogo nem macumbeiro nem feiticeiro; nem quem se dê à magia, consulte médiuns, interrogue espíritos ou evoque os mortos.

Is 8,19: Se vos disserem: “Consultai os necromantes e os adivinhos que sussurram e murmuram”; acaso não consultará um povo os seus deuses, os mortos em favor dos vivos?

1 Sm 28, 3.7.8: ...Saul tinha eliminado do país os necromantes e os adivinhos... “Procurai-me uma mulher entendida em evocar os mortos, pois quero ir a ela e consultá-la”... “Por favor, adivinha para mim por meio da necromancia e evoca-me aquele que eu te disser!”.

Mais uma tradução direcionada que usa termo próprio dos espíritas, numa evidente tentativa de relacioná-lo a algo condenável por Deus.

Para que você, caro leitor, possa fazer uma comparação é importante transcrevermos esses textos citados numa tradução feita diretamente dos textos hebraicos pelo escritor Severino Celestino. Vejamos:

Livro: Analisando as Traduções Bíblicas

Lv 19,31: Não ireis diante dos necromantes nem dos adivinhos. Não procureis vos contaminar com eles...

Lv 20, 6: O ser que vai diante dos necromantes e dos adivinhos para se prostituir atrás deles eu dou as minas faces contra esse ser, eu o corto do seio de seu povo.

Lv 20, 27: E o homem ou mulher em que está um necromante ou um adivinho, será condenado à morte;...

Dt 18,9-11: Não se achará em ti quem faça passar seu filho ou sua filha pelo fogo, nem adivinhador, nem feiticeiro, nem agoureiro, nem cartomante, nem bruxo, nem mago, nem quem consulte o necromante e o adivinho, nem quem exija a presença dos “mortos”.

Is 8,19: E se vos disserem consulte ou exija a presença dos antepassados ou dos patriarcas e dos adivinhos, cochichadores e balbuciadores. Por acaso o povo não poderá exigir a presença dos seus deuses? Consultar os mortos a em favor dos vivos?

Embora todos os tradutores digam que seus textos guardam fidelidade aos textos originais, percebemos claramente que só se for naquilo que lhes interessam, pois, como provamos acima, existem passagens que contêm termos que são colocados propositalmente para atingir uma outra corrente filosófico-religiosa, qual seja o Espiritismo, que, por questão de ética, não segue o mesmo comportamento utilizado por eles.

Quem sabe que se esses tradutores se esqueceram que os termos médium, espirita, espiritista e Espiritismo foram neologismos criados por Kardec em 18 de abril de 1857, quando da publicação de “O Livro dos Espíritos”, conforme ele mesmo diz na introdução desse livro. Ora, se encontramos tais termos em trechos bíblicos só há uma explicação para esse fato: vergonhosa adulteração para combater o Espiritismo, qualquer pessoa sensata verá isso, comportamento que não esperamos dos fundamentalistas.

Observar que, a bem da verdade, qualquer palavra que fosse usada deveriam estar relacionada à necromancia, que é a evocação dos mortos para fins de adivinhação, coisa que nada tem a ver com o Espiritismo, sabem muito bem disso, entretanto no combate usam de armas sutis, já que dificilmente o crente deixará de acreditar no que “está escrito” ou na palavra deles, para perceber que a verdade é bem diversa daquilo que colocam.


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publicado por evangelicosfalsosprofetas, em 21.02.10 às 01:53link do post | favorito


            São muitos e polêmicos os comentários sobre o filme “A Paixão de Cristo”, de Mel Gipson, um católico conservador e seguidor do arcebispo Lefrève, que não aceitou todas as reformas feitas na Igreja pelo Concílio Vaticano 2º, em 1963.
 

            Mas, apesar de conservador, Mel Gibson chocou o mundo com o realismo de seu filme. Seriam mesmo necessário tanto sangue e tanta dor, assim, para o meigo Nazareno? Os cristãos detestam a morte de Jesus na cruz, mas, ao mesmo tempo, parece que gostam desse fato! A Semana Santa, que respeito muito, mostra isso. Ela culmina com o lado alegre e festivo da Páscoa. Mas o que mais toca os fiéis é a sangrenta Sexta-Feira Santa! E não seria justamente o conservadorismo religioso de Mel Gibson o fator principal que o levou a dar tanta ênfase à teologia de sangue tão bem focalizada pelo realismo de seu filme? Os cristãos estão abalados, e os teólogos se acautelam ao falarem no assunto! Paira no ar uma mistura de crença e dúvida.
 

            E, com razão, os judeus consideram os romanos também culpados pela morte de Jesus. Não aceitam arcar sozinhos com o peso da barbárie contra o Nazareno.
            A teologia de sangue ou de sacrifícios coloca na cabeça de nós cristãos (com exceção de algumas correntes cristãs, entre elas os espíritas) uma idéia de que foi muito boa, e até necessária para a humanidade, a morte de Jesus na cruz, já que seria ela que salva a humanidade. E pasmem! Ela teria sido exigida por Deus nosso Pai bondoso, para que Ele pudesse perdoar às nossas faltas, Ele que, na verdade, não perdoa ninguém, pois só pode perdoar quem é ofendido, e Deus, um ser infinito, em nenhuma hipótese, poderia ser ofendido por nós seres finitos!
            Confundiram, pois, os teólogos e confundem ainda hoje, ou dão a entender que confundem, a transgressão das Leis de Deus com ofensas a Deus. Mas o ensino do Nazareno é diferente da teologia de sangue: “A cada um será dado segundo suas obras” e “Ninguém deixará de pagar até o último centavo”. E ela é repudiada pelo próprio Jesus: “Basta de sacrifícios, eu quero justiça e misericórdia” e “Porventura não convinha que o Cristo padecesse e entrasse em sua glória?” (Lc 24, 6). Esse último texto não fala em remissão de nossos pecados pelo sangue, mas de como sendo beneficiado o próprio Jesus. Outra versão diz: “Por acaso eu não teria que sofrer, para eu me glorificar diante de meu Pai?” Também os nossos irmãos muçulmanos, cujo Alcorão tem muitas coisas da Bíblia, e, obviamente, os nossos irmãos judeus, não aceitam a teologia de sangue salvífica. Parabéns, pois, ao Mel Gibson, que, com o realismo de seu filme, desperta os cristãos duma espécie de letargia e fá-los refletir melhor sobre a estranha teologia de sangue, mesmo que, talvez, esse não tenha sido o seu propósito! 
 


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publicado por evangelicosfalsosprofetas, em 21.02.10 às 01:51link do post | favorito

 

Disse o Senhor a Moisés: Faze uma serpente abrasadora, põe-na sobre uma haste, e será quetodo mordido que a mirar viverá. Fez Moisés uma serpente de bronze e a pôs sobre uma haste;sendo alguém mordido por alguma serpente,se olhava para a de bronze, sarava. (Nm 21,8-9).
Primeiramente, devemos encontrar a definição para a palavra serpente citada em Gênesis. Kardec, em esclarecendo sobre o seu significado, disse:
“A palavra nâhâsch existia antes da língua egípcia, com o significado de negro, provavelmente porque os negros tinham o dom do encantamento e da adivinhação. Foi talvez por isso também que as esfinges, de origem assíria, eram representadas com a figura de um negro”.
“Não foi senão na versão dos Setenta – que, segundo Hutcheson, corromperam o texto hebreu em muitos lugares, - escrita em grego no segundo século antes da era cristã, que a palavra nâhâsch foi traduzida para serpente. As inexatidões dessa versão, sem dúvida, prendem-se às modificações que a língua hebraica sofrera no intervalo; porque o hebreu do tempo de Moisés era então uma língua morta, que diferia do hebreu vulgar, tanto quanto o grego antigo e o árabe literário diferem do grego e do árabe modernos”. (KARDEC, A. A Gênese, p. 219).
Até hoje não conseguimos entender o porquê dos teólogos estarem sempre relacionando, no episódio da tentação de Eva, a serpente a satanás. Isso para nós é muito estranho, pois, sabendo que Jesus nos recomenda sermos prudentescomo as serpentes(Mt 10,16), fato que torna sem sentido algum essa relação. Quem admitir a correlação entre a serpente e satanás fatalmente estará colocando Jesus numa situação insustentável, já que Ele, ao nos recomendar ter essa qualidade da serpente, estará admitindo que satanás também possui a qualidade da prudência? E, além disso, não sabemos por que cargas-d’água de contínuo colocam essa palavra (serpente) com a inicial maiúscula, o que veementemente repudiamos; por isso nós sempre a escrevemos com letra minúscula mesmo, deixando para usar maiúscula apenas quando estamos nomeando a divindade.
Ao se referir à serpente como o mais astuto de todos os animais (Gn 3,1), é porque ela agiu de moto próprio; portanto, não foi usada por ninguém para dizer o que disse, abstraindo-se da questão de que esse animal não fala. “É, pois, provável que Moisés entendesse, por sedutor da mulher, o desejo indiscreto de conhecer as coisas ocultas suscitadas pelo Espírito de adivinhação...” (KARDEC, A. A Gênese, p. 220).
Mas Kardec, ao fazer suas considerações sobre esse versículo, disse:
“A serpente está longe de passar hoje pelo tipo da astúcia; está, pois, aqui, com relação à sua forma antes que pelo seu caráter, uma alusão à perfídia dos maus conselhos que deslizam como a serpente, e nos quais, freqüentemente, por essa razão, não se confia mais. Aliás, se a serpente, por ter enganado a mulher, foi condenada a rastejar sobre o ventre, isso queria dizer que ela antes tinha pernas, e, então, não era mais uma serpente. Por que, pois, impor à fé ingênua e crédula das crianças, como verdades, alegorias tão evidentes, e que, em fazendo seu julgamento, se faz com que, mais tarde, olhem a Bíblia como um enredo de fábulas absurdas?” (KARDEC, A. A Gênese, p. 219)
Aliás, estamos cansados de ouvir pessoas dizerem que satanás é o pai da mentira; entretanto, contrariamente, tudo quanto à serpente disse foi verdade. Vejamos:
Ø                   Ao dizer que “É certoquenão morrereis” (Gn 3,4) a serpente falou absolutamente a verdade, pois o casal continuou vivo;inclusive, relata-se que Adão viveu até completar 930 anos (Gn 5,5).
Observar que “Adão (haadam) é a personificação da Humanidade, sua falta individualiza a fraqueza do homem, em que predominam os instintos materiais, aos quais não sabe resistir” (KARDEC, A. A Gênese, p. 218).
Ø                   Ao explicar o porquê de Deus proibir que comessem do fruto da árvore, ela, a serpente, disse a Eva: PorqueDeus sabe que no diaemque dele comerdes se vos abrirão os olhos e, comoDeus, sereis conhecedores do bem e do mal (Gn 3,5), exatamente como acontecido, pois os olhos de ambos se abriram (Gn 3,7) e passaram a ser conhecedores do bem e do mal como Deus, uma vez que se afirma Eisque o homem se tornou comoum de nós, conhecedor do bem e do mal (Gn 3,22)
Lembrando que “a árvore, como árvore da vida, é o emblema da vida espiritual; como árvore da Ciência, é o da consciência do homem que adquire do bem e do mal para o desenvolvimento de sua inteligência, ...” (KARDEC, A. A Gênese, 218)
Como conseqüência, Deus, temendo que o casal comesse do fruto da árvore da vida e que se tornasse igualmente imortal, expulsa-o do jardim do Éden (Gn 3,22) onde, conseqüentemente, a falta de Adão representa a infração da lei de Deus e a vergonha de Adão e Eva, ante o olhar divino, que é a confusão do culpado na presença do ofendido e o suor no rosto, para conseguir sua alimentação, o que representa o trabalho neste mundo que se deve ter para alcançar o progresso que é através do trabalho.
Quanto à questão do tu és e ao tornarás” (Gn 3,19), na verdade, era algo que Adão já devia saber, uma vez que, pela narrativa, trata-se apenas de uma explicação e não um castigo como muitos pensam; senão vejamos o versículo na íntegra: “No suor do rosto comerás o teupão, atéque tornes à terra, pois dela foste formado: porquetu és e ao tornarás”. O “castigo” aqui é comer com o suor do rosto, pois se a morte fosse realmente um castigo, estaríamos em sérios apuros para explicar porque os animais e as plantas, que não pecaram, também morrem.
Não podemos também nos esquecer de que se supondo um castigo, ele foi aplicado somente a Adão e considerando que Eva já tinha recebido o seu (as dores do parto), por questão de justiça, não poderia ainda receber o de Adão, já que Adão não recebeu o dela. Não vimos nenhum homem “parir com dor” (graças a Deus!). Por outro lado, se Deus falou mesmo pelos profetas, Jeremias afirmou que cadaum, porém, será mortopelasuainiqüidade (Jr 31,30) o que Ezequiel reafirmou quando disse “a almaquepecar, essa morrerá” (Ez 18,20) e, mais importante ainda, foi confirmado por Jesus “a cadaumsegundosuasobras (Mt 16,27).
Muitos estudiosos dizem, com razão, que a maioria das correntes religiosas ditas cristãs é, na verdade, puro “paulinismo” e não cristianismo, pois, para elas, a opinião de Paulo prevalece sob a de Jesus. A esses pegaremos uma de suas opiniões, sobre o assunto de que estamos tratando; leiamo-la: “... a serpente enganou a Eva com a suaastúcia,...” (2Cor 11,3), que, conforme podemos concluir, atribui à própria serpente, e não a satanás, a culpa de ter enganado a Eva.
Não há como aludir a serpente com satanás, pois satã - significa "o adversário", "o acusador". O termo "acusador” existia no Império Persa, cuja função era a de percorrer secretamente o reino Persa e fiscalizar tudo o que estava sendo feito de mal no sentido de apresentar denúncias diante do imperador, que mandava chamar os funcionários faltosos e os castigava. Com a evolução da doutrina religiosa judaica, satã acabou se convertendo, de um acusador dos pecados dos homens, num deus secundário, oposto a Javé. Satã não é Lúcifer mencionado em Isaías 14,12, pois se referia ao Rei da Babilônia, já que a narrativa da passagem inicial do capítulo quatorze, assim diz que: Sentençaque, numa visão, recebeu Isaías, filho de Amoz, contra a Babilônia. (Is 14,1). Sentença que se referia contra a Babilônia e não a um anjo que, inclusive, já houvera caído, segundo os que se apegam à letra que mata. Ele, satã, não é um anjo que se revoltou contra o Senhor. Ele é apenas um acusador, ou seja, um dos olhos do Senhor, que anda pela Terra e comparece perante o Senhor para acusar e não se opor contra Javé.
Não poderemos deixar de citar uma outra passagem interessante onde, segundo o relato bíblico, o próprio Deus recomenda que se coloque num poste a imagem de uma serpente. Quem quiser comprovar é só ler Nm 21,8-9. Naquela ocasião, ainda no deserto, os hebreus chegaram a uma região infestada de serpentes venenosas, que ingenuamente atribuíram a um castigo de Deus. A serpente de bronze feita por Moisés, segundo recomendação divina, serviu como meio de cura das pessoas que foram mordidas, que, após olharem para a serpente de bronze, ficavam curadas. Essa imagem da serpente de bronze foi objeto de adoração pelo período de cerca de 700 anos. Esta mesma serpente, levantada no deserto por Moisés, veio a ser mencionada por Jesus, quando este esteve com o Sacerdote Nicodemos “... E do modoporque Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado,” (João 3:14), fazendo a alusão de que Ele, Jesus, viria a ser elevado no madeiro, predizendo a sua crucificação.
Curiosamente ela é o símbolo da medicina, que é representado por duas serpentes enroladas num poste e o da farmácia que é uma serpente enrolada numa taça; em ambos representa o poder da cura.
 

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publicado por evangelicosfalsosprofetas, em 21.02.10 às 01:46link do post | favorito

 

Todas as afirmações em matéria de Teologia são e sempre o foram arraigadas no cérebro, e dificilmente podem ser removidas; e enquanto aí estiverem a verdade não encontrará lugar. (SWENDENBORG).
Introdução
Todas as práticas de terrorismo visam, invariavelmente, impor à força pensamentos, filosofias e doutrinas aos que não comungam delas. Recorre-se, algumas vezes, às armas, visando estabelecê-las por meio do medo. Exatamente por isso já, de antemão, as podemos considerar inverídicas, porquanto, a verdade sendo algo cristalino não é coisa que se impõe, todos a aceitam pacificamente.
Pelo modo de agir dos adeptos de algumas religiões tradicionais, especificamente a sua liderança, não há outra alternativa senão considerar também como prática terrorista o que vem sendo feito por eles, que implantando um verdadeiro terrorismo religioso, fazem de tudo para encabrestar seus fiéis. Embora não estejam mais recorrendo às armas com que matavam as pessoas, certamente recorrem àquelas que matam a liberdade de pensar delas, aprisionando-as aos seus pensamentos.
Granadas, rifles, fuzis, canhões e metralhadoras, são substituídos por “garras de satanás”, “fogo do inferno”, “dia do juízo”, “fim do mundo”, etc., que, conforme já dissemos, apesar de não matarem fisicamente, matam algo tão importante quanto o é a liberdade de pensar das criaturas.
Desarmando o arsenal bíblico utilizado
Não vemos em nenhuma passagem bíblica a idéia de uma catástrofe anunciadora do fim do mundo, que, como tudo na natureza à nossa volta, está passando pelo ciclo nascer-crescer-morrer, ou seja, ele vai acabar mesmo é de velho. Obviamente, se o homem não o destruir antes disso. Tudo quanto é citado sobre esse assunto é simbólico, por isso é que não se pode pegá-lo ao pé da letra, sob pena de colocar a suprema justiça a um nível muito mais baixo ainda do que a precária justiça humana.
Aos que acreditam numa só vida e conjuntamente admitem o castigo eterno, perguntamos: como poderemos viver pela eternidade pagando por um erro cometido em, no máximo, uns cem anos? Poderá o nosso destino estar selado, para todo o sempre, em virtude de tão pouco tempo? Seria algo como um pai castigar por toda a vida (e ela não é eterna) uma criança de dois anos que fez alguma peraltice, própria dessa idade. Isso é incompatível com qualquer senso lógico e de justiça. Quem aceita algo assim pensa que é justo, mas, em verdade, é uma pessoa cujo coração está tão cheio de ódio que já transborda em desejo de vingança, nada mais que isso. O amor ainda não se incorporou em seu caráter.
Ao falarmos em castigo eterno, estamos também incluindo nessa idéia seus correlatos: satanás, dia do julgamento, fim do mundo, e tudo o mais que dizem por aí.
Se para Deus mil anos é igual a um dia (2Pe 3,8), certamente que não haverá justiça se Ele nos castigar por toda eternidade por erros cometidos numa pequena fração de tempo.
1 - Fim do mundo
1.1 – No Evangelho
Mt 24,2-8: Jesus respondeu: “Vocês estão vendo tudo isso? Eu garanto a vocês: aqui não ficará pedra sobre pedra; tudo será destruído”. Jesus estava sentado no monte das Oliveiras. Seus discípulos se aproximaram dele em particular, e disseram: “Dize-nos quando vai acontecer isso, e qual será o sinal da tua vinda e do fim do mundo”. Jesus respondeu: “Cuidado, para que ninguém engane vocês. Porque muitos virão em meu nome, dizendo: ”Eu sou o Messias”. E enganarão muita gente. Vocês vão ouvir falar de guerras e rumores de guerra. Prestem atenção, e não fiquem assustados, pois essas coisas devem acontecer, mas ainda não é o fim. De fato, uma nação lutará contra outra, e um reino contra outro reino. Haverá fome e terremotos em vários lugares. Mas tudo isso é o começo das dores”.
Explicação simples:
“Jesus anuncia a destruição do Templo de Jerusalém, acontecida no ano 70, e as batalhas que se verificaram entre os anos 66 a 70. O Templo era o símbolo da relação de Deus com o povo escolhido. Jesus salienta que o fim de uma instituição não significa o fim do mundo e nem o fim da relação entre Deus e os homens”. (Bíblia Sagrada – Edição Pastoral, p. 1301).
Assim, o texto se refere à destruição do Templo de Jerusalém, não do fim do mundo propriamente dito. Um dado importante que poucos sabem é que “antes do ano 70 d.C., houve aventureiros que se fizeram passar pelo Messias”. (Bíblia de Jerusalém, p. 1747).
Mt 24,9-14: Nesse tempo, vos entregarão à tribulação e vos matarão, e sereis odiados de todos os povos por causa do meu nome. E então muitos sucumbirão, haverá traições e guerras intestinas. E surgirão falsos profetas em grande número e enganarão a muitos. E pelo crescimento da iniqüidade, o amor de muitos esfriará. Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo. E este Evangelho do Reino será proclamado no mundo inteiro, como testamento para todas as nações. E então virá o fim.
Significa que:
“Os vv. 9-13 retomam os temas de 10,17-22 (que oferece um paralelo literal de Mc 13,9-13; Lv 21,12-19), mas introduzindo alguns elementos particulares que parecem fazer eco à perseguição dos cristãos em Roma sob Nero, depois do incêndio de 64 (“odiados de todos os povos por causa do meu nome”) e às traições e ódio mútuo entre as próprias vítimas (“o amor de muitos esfriará”); cf. Tácito, Ann XV 44”. (Bíblia de Jerusalém, p. 1747).
Portanto, ainda aqui o tempo se relaciona à época da destruição de Jerusalém, até mesmo porque essa passagem é continuação da anterior. E com relação à expressão “mundo inteiro”, explicam-nos:
“O ‘mundo habitado’ (oikoumene), isto é, o mundo greco-romano. É preciso que todos os judeus do Império tenham ouvido a Boa nova (cf. At, 18+; Rm 10,18). O Evangelho atingiu efetivamente todas as partes vitais do Império Romano desde antes da queda do Templo (cf. 1Ts 1,8; Rm 1,5.8; Cl 1,6.23)”. (Bíblia de Jerusalém, p. 1747).
Ora, essa explicação nos remete novamente à época mencionada, não tendo ela, portanto, nada a ver com um remoto tempo futuro. Alguns interpretam que o fim do mundo irá acontecer, quando, segundo esse passo, o Evangelho tiver sido pregado no mundo todo, mas, conforme a explicação transcrita, a relação a ser feita é com a destruição do Templo.
Mt 24,15-22: Quando, portanto, virdes a abominação da desolação, de que fala o  Daniel, instalada no lugar santo – que o leitor entenda! – então, os que estiverem na Judéia fujam para as montanhas, aquele que estiver no terraço, não desça para apanhar as coisas da sua casa, e aquele que estiver no campo não volte atrás para apanhar a veste! Ai daquelas que estiverem grávidas e estiverem amamentando naqueles dias! Pedi que a vossa fuga não aconteça no inverno ou num sábado. Pois naquele tempo haverá grande tribulação, tal como não houve desde o princípio do mundo até agora, nem tornará a haver jamais. E se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma vida se salvaria. Mas, por causa dos eleitos, aqueles dias serão abreviados.
Observar, caro leitor, que ainda estamos na seqüência das duas passagens anteriores. E sobre essa nos informam:
“Ao que parece, Daniel designava com essa expressão um altar pagão que Antíoco Epífanes ergueu no Templo de Jerusalém em 168 a.C. (cf. 1Mc 1,54). A aplicação evangélica realizou-se quando a Cidade santa e o seu Templo foram atacados e depois ocupados pelos exércitos gentílicos de Roma (cf. Lc 21,20)”. (Bíblia de Jerusalém, p. 1747).
Esta explicação nos mantém ainda dentro do contexto já mencionado anteriormente.
Mt 24,29-31.34: Logo após a tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do céu e os poderes dos céus serão abalados. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem e todas as tribos da terra baterão no peito e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu com poder e grande glória. Ele enviará os seus anjos que, ao som da grande trombeta, reunirão os seus eleitos dos quatro ventos, de uma extremidade até a outra extremidade do céu. Em verdade vos digo que esta geração não passará sem que tudo isso aconteça.
Essa seqüência não poderá ter outra interpretação senão aquela que nós estamos mostrando, desde o início do cap. 24 (Mateus). Acrescentamos a questão colocada antes a respeito dos “sinais” relacionados a trevas e escuridão, como fato também implícito à destruição de Jerusalém, simbolizada como um julgamento final. É bom observar que no versículo 34, está dito que “essa geração não passará sem que tudo isso aconteça”, ou seja, reafirmando categoricamente tratar-se mesmo de uma evidência daquela época, não para uma outra época, no futuro, relacionada ao fim dos tempos ou a juízo final.
Mt 13, 24-30.36-43: Jesus contou outra parábola à multidão: "O Reino do Céu é como um homem que semeou boa semente no seu campo. Uma noite, quando todos dormiam, veio o inimigo dele, semeou joio no meio do trigo, e foi embora. Quando o trigo cresceu, e as espigas começaram a se formar, apareceu também o joio. Os empregados foram procurar o dono, e lhe disseram: 'Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde veio então o joio?' O dono respondeu: 'Foi algum inimigo que fez isso'. Os empregados lhe perguntaram: 'Queres que arranquemos o joio?' O dono respondeu: 'Não. Pode acontecer que, arrancando o joio, vocês arranquem também o trigo. Deixem crescer um e outro até à colheita. E no tempo da colheita direi aos ceifadores: arranquem primeiro o joio, e o amarrem em feixes para ser queimado. Depois recolham o trigo no meu celeiro!' " Então Jesus deixou as multidões, e foi para casa. Os discípulos se aproximaram dele, e disseram: "Explica-nos a parábola do joio". Jesus respondeu: "Quem semeia a boa semente é o Filho do Homem. O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao Maligno. O inimigo que semeou o joio é o diabo. A colheita é o fim dos tempos. Os ceifadores são os anjos. Assim como o joio é recolhido e queimado no fogo, o mesmo também acontecerá no fim dos tempos: o Filho do Homem enviará os seus anjos, e eles recolherão todos os que levam os outros a pecar e os que praticam o mal, e depois os lançarão na fornalha de fogo. Aí eles vão chorar e ranger os dentes. Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça".
Certamente haverá separação do joio do trigo, pelo menos em dois momentos. O primeiro é quando regressarmos à pátria espiritual pelo nosso desencarne. O segundo ocorre de tempos em tempos, quando todos os espíritos que habitam um planeta são julgados para um expurgo dos maus que serão lançados em planetas inferiores, compatíveis com sua evolução espiritual. É aquilo a que se referia Jesus: “onde haverá choro e ranger de dentes”. Podemos então entender o “fim dos tempos” nessa perspectiva, sem medo de errar, já que não podemos entender isso como sendo o fim do mundo no sentido literal.
1.2 – Em Atos dos Apóstolos
At 2,14-21: Pedro, então, pondo-se de pé em companhia dos onze, com voz forte lhes disse: “Homens da Judéia e vós todos que habitais em Jerusalém: seja-vos isto conhecido e prestai atenção às minhas palavras. Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, visto não ser ainda a hora terceira do dia. Mas cumpre-se o que foi dito pelo profeta Joel: Acontecerá nos últimos dias – é Deus quem fala -, derramarei do meu Espírito sobre todo ser vivo: profetizarão os vossos filhos e vossas filhas. Os vossos jovens terão visões, e os vossos anciãos sonharão. Sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei naqueles dias do meu Espírito e profetizarão. Farei aparecer prodígios em cima no céu e milagres embaixo na terra; sangue, fogo e vapor de fumaça. O sol se converterá em trevas e a lua em sangue, antes que venha o grande e glorioso dia do Senhor. E então, todo o que invocar o nome do Senhor será salvo” (Joel 3,1-5).
O fenômeno do Pentecostes, que Pedro interpreta como sendo a realização da profecia de Joel, portanto, mais uma vez, a expressão “nos últimos dias” está sendo aplicada a uma outra situação que não a do fim do mundo. A situação aqui descrita está relacionada ao tempo em que viviam.
1.3 – Nas epístolas dos vários autores
1Cor 7,29-31: Uma coisa eu digo a vocês, irmãos: o tempo se tornou breve. De agora em diante, aqueles que têm esposa, comportem-se como se não a tivessem; aqueles que choram, como se não chorassem; aqueles que se alegram, como se não se alegrassem; aqueles que compram, como se não possuíssem; os que tiram partido deste mundo, como se não desfrutassem. Porque a aparência deste mundo é passageira.
Explicando-nos dizem:
“Para a Igreja primitiva eram iminentes o fim do mundo e a manifestação final e gloriosa de Jesus (vv. 29.31). É nessa perspectiva que podemos compreender muitos conselhos referentes ao matrimônio, ao celibato e à virgindade: se o fim está próximo, para que se casar e ter filhos? Na visão de Paulo, a virgindade é vista como dom total da própria vida ao Senhor, como maneira de empenhar-se totalmente ao testemunho do Evangelho. Jesus já destacava a grandeza do celibato na consagração radical a Deus e ao Reino, mas sem o impor (Cf. Mt 19,10-12)”. (Bíblia Sagrada – Edição Pastoral, p. 1467).
Nisto temos confirmado que, para a Igreja primitiva, o fim do mundo e a manifestação final e gloriosa de Jesus eram eminentes, nada, portanto, para um futuro longínquo e incerto.
1Cor 10,9-12: Não tentemos ao Senhor, como alguns deles tentaram, e morreram vitimados pelas serpentes. Não murmurem, como alguns deles murmuraram, e pereceram em mãos do anjo exterminador. Tais coisas aconteceram a eles como exemplo, e foram escritas para nossa instrução, a nós que vivemos no fim dos tempos. Portanto, aquele que julga estar em pé, tome cuidado para não cair.
Nesta afirmativa de Paulo “a nós que vivemos no fim dos tempos” demonstramos que é evidente que pensava já estarem mesmo vivendo-o. Não podemos ainda deixar de ressaltar que essa passagem pode ser relacionada a At 2,14-21, quando da opinião de Pedro sobre o que estava acontecendo.
1Ts 3,12-13: Que o Senhor os faça crescer e aumentar no amor mútuo e para com todos, assim como é o nosso amor para com vocês, a fim de que o coração de vocês permaneça firme e irrepreensível na santidade diante de Deus, nosso Pai, por ocasião da vinda de nosso Senhor Jesus com todos os seus santos.
1Ts 4,15-17: Eis o que declaramos a vocês, baseando-nos na palavra do Senhor: nós, que ainda estaremos vivos por ocasião da vinda do Senhor, não teremos nenhuma vantagem sobre aqueles que já tiverem morrido. De fato, a uma ordem, à voz do arcanjo e ao som da trombeta divina, o próprio Senhor descerá do céu. Então os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois nós, os vivos, que estivermos ainda na terra, seremos arrebatados junto com eles para as nuvens, ao encontro do Senhor nos ares. E então estaremos para sempre com o Senhor.
Essas duas passagens, também, confirmam a explicação de que esperavam a vinda gloriosa de Jesus para aqueles tempos, diferente do que nos passam, quando falam de que seria para uma época futura. Com a vinda do Messias esperava-se o fim do mundo, inclusive, acreditavam estar ainda vivos quando da volta de Jesus para esse juízo final.
1Ts 5,1-3: No que diz respeito ao tempo e circunstâncias, não preciso escrever nada para vocês, irmãos. Vocês já sabem que o dia do Senhor chegará como ladrão à noite. Quando as pessoas disserem: "Estamos em paz e segurança", então de repente a ruína cairá sobre elas, como dores do parto para a mulher grávida, e não conseguirão escapar.
2Ts 2,1-12: Agora, irmãos, quanto à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e ao nosso encontro com ele, pedimos a vocês o seguinte: não se deixem perturbar tão facilmente! Nem se assustem, como se o Dia do Senhor estivesse para chegar logo, mesmo que isso esteja sendo veiculado por alguma suposta inspiração, palavra, ou carta atribuída a nós. Não se deixem enganar de nenhum modo! Primeiro deverá chegar a apostasia. Depois aparecerá o homem ímpio, o filho da perdição: ele é o adversário que se opõe e se levanta contra todo ser que se chama Deus ou é adorado, chegando até mesmo a sentar-se no templo de Deus e a proclamar-se Deus. Não se lembram de que eu já dizia essas coisas quando estava com vocês? E agora vocês já sabem o que está impedindo a manifestação do adversário, que acontecerá no tempo certo. O mistério da impiedade já está agindo. Falta apenas desaparecer aquele que o segura até agora. Só então se manifestará o ímpio. O Senhor Jesus o destruirá com o sopro de sua boca e o aniquilará com o esplendor da sua vinda. A vinda do ímpio vai acontecer graças ao poder de Satanás, com todo tipo de falsos milagres, sinais e prodígios, e com toda a sedução que a injustiça exerce sobre os que se perdem, por não se terem aberto ao amor da verdade, amor que os teria salvo. Por isso Deus manda o poder da sedução agir neles, para que acreditem na mentira. Desse modo serão condenados todos os que não acreditaram na verdade, mas preferiram permanecer na injustiça.
Aqui Paulo, o apóstolo dos gentios, está agindo como aqueles que fixam o fim do mundo para um determinado dia e como não aconteceu, espertamente, mudam a data para uma outra ocasião e assim sucessivamente. Em relação às passagens anteriores ele está sendo contraditório, ou, quem sabe, não mudaram o sentido de suas palavras pela necessidade de justificarem algum dogma?
1Tm 4,1-5: O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns renegarão a fé, para dar atenção a espíritos sedutores e a doutrinas demoníacas. Serão seduzidos por homens hipócritas e mentirosos, que têm a própria consciência como que marcada a ferro quente. Eles proibirão o casamento, exigirão abstinência de certos alimentos, embora Deus tenha criado essas coisas para serem recebidas com ação de graças por aqueles que têm fé e conhecem a verdade. De fato, tudo o que Deus criou é bom, e nada é desprezível se tomado com ação de graças, porque é santificado pela palavra de Deus e pela oração.
Embora as tentativas de colocarem “os últimos tempos” para uma época futura, considerando o que vimos anteriormente, não encontramos razão para justificar tal atitude. Por isso, parece-nos que o que aqui está dito também não contraria ao que já vimos. Deparamo-nos ainda com mais essa explicação:
“Sobre este período de crise que deve marcar os últimos dias, ver ainda 2Ts 2,3-12; 2Tm 3,1; 4,1-3; 2Pd 3,3; Jd 18, cf. Mt 24,6s; At 20,29-30. – mas como a era escatológica já teve início (2,6; Mc 1,15+; Rm 3,26+), estes tempos de provação podem ser considerados como já atuais (cf. 1Cor 7,26; Ef, 5,16; 6,13; Tg 5,3; 1Jo 2,18; 4,1.3; 2Jo 7)”. (Bíblia de Jerusalém, p. 2071).
O que vem reforçar, de forma evidente, é que acreditavam já estar acontecendo o fim dos tempos. Isso era a realidade deles naquela época, por isso, não adianta querer mudar a história.
Hb 1,1-2: Nos tempos antigos, muitas vezes e de muitos modos Deus falou aos antepassados por meio dos profetas. No período final em que estamos, falou a nós por meio do Filho. Deus o constituiu herdeiro de todas as coisas e, por meio dele, também criou os mundos.
Hb 9,24-26: De fato, Cristo não entrou num santuário feito por mãos humanas, figura do verdadeiro santuário; ele entrou no próprio céu, a fim de apresentar-se agora diante de Deus em nosso favor. Ele não teve que se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote que todos os anos entra no santuário com sangue que não é seu. Se assim fosse, ele deveria ter sofrido muitas vezes desde a criação do mundo. Entretanto, ele se manifestou uma vez por todas no fim dos tempos, abolindo o pecado pelo sacrifício de si mesmo.
Hb 10,22-25: Aproximemo-nos, pois, de coração sincero, cheios de fé, com o coração purificado da má consciência e o corpo lavado com água pura. Sem vacilar, mantenhamos a profissão da nossa esperança, pois aquele que fez a promessa é fiel. Tenhamos consideração uns com os outros, para nos estimular no amor e nas boas obras. Não deixemos de freqüentar as nossas reuniões, como alguns costumam deixar. Ao contrário, procuremos animar-nos sempre mais, principalmente agora que vocês estão vendo como se aproxima o Dia do Senhor.
O autor de Hebreus, diga-se de passagem, ninguém sabe quem foi, pensa que está se aproximando o fim dos tempos, o Dia do Senhor, não traz nada diferente do que os outros pressupunham estar acontecendo naquela época a respeito desse assunto.
Tiago 5,7-10: Irmãos, sejam pacientes até a vinda do Senhor. Olhem o agricultor: ele espera pacientemente o fruto precioso da terra, até receber a chuva do outono e da primavera. Sejam pacientes vocês também; fortaleçam os corações, pois a vinda do Senhor está próxima. Irmãos, não se queixem uns dos outros, para não serem julgados. Vejam: o juiz está às portas. Irmãos, tomem como exemplo de sofrimento e paciência os profetas que falam em nome do Senhor.
Tiago, também, não foge a regra do que se pensava naqueles dias a respeito desse assunto que estamos tratando, portanto, ele corrobora o que já foi dito.
1Pd 1,3-5: Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo por sua grande misericórdia. Ressuscitando a Jesus Cristo dos mortos, ele nos fez renascer para uma esperança viva, para uma herança que não se corrompe, não se mancha e não murcha. Essa herança está reservada no céu para vocês que, graças à fé, estão guardados pela força de Deus para a salvação que está prestes a revelar-se no final dos tempos.
1Pd 1,19-20: Vocês foram resgatados pelo precioso sangue de Cristo, como o de um cordeiro sem defeito e sem mancha. Ele era conhecido antes da fundação do mundo, mas foi manifestado no fim dos tempos por causa de vocês.
1Pd 4,4-7: Agora, os outros estranham que vocês não se entreguem à mesma torrente de perdição e por isso os cobrem de insultos; mas eles terão de prestar contas disso àquele que em breve há de julgar os vivos e os mortos. Por que o Evangelho foi anunciado também aos mortos? A fim de que eles vivam pelo Espírito a vida de Deus, depois de receberem, na sua carne mortal, a sentença comum a todos os homens. O fim de todas as coisas está próximo. Sejam, portanto, moderados e sóbrios, para se dedicarem à oração.
Especificamente sobre essa primeira epístola de Pedro dizem-nos:
“Em todo o capítulo 4 transparece a mentalidade apocalíptica, isto é, a convicção de que se aproxima do fim dos tempos (v.7), quando se dará a luta final entre o bem e o mal, a vitória definitiva do bem e o julgamento de Deus sobre os homens. Essa expectativa provoca a firme resistência daqueles que são perseguidos por não quererem se deixar levar pelo mal. Eles se engajam na luta pelo bem, para poderem participar da vitória final e se apresentarem como testemunhas fiéis no julgamento. Para os cristãos, essa última etapa da história se iniciou com a ressurreição de Cristo”. (Bíblia Sagrada – Edição Pastoral, p. 1572).
As idéias do autor de que “está prestes a revelar-se no final dos tempos” e de “que em breve há de julgar os vivos e os mortos”, vem justamente confirmar a opinião vigente de que as coisas estavam para acontecer ou já acontecendo.
2Pd 3,9-13: O Senhor não demora para cumprir o que prometeu, como alguns pensam, achando que há demora; é que Deus tem paciência com vocês, porque não quer que ninguém se perca, mas que todos cheguem a se converter. O Dia do Senhor chegará como um ladrão, e então os céus se dissolverão com estrondo, os elementos se derreterão, devorados pelas chamas, e a terra desaparecerá com tudo o que nela se faz.  Em vista dessa desintegração universal, qual não deve ser a santidade de vida e piedade de vocês,  enquanto esperam e apressam a vinda do Dia de Deus? Nesse dia, ardendo em chamas, os céus se dissolverão, e os elementos se fundirão consumidos pelo fogo. O que nós esperamos, conforme a promessa dele, são novos céus e nova terra, onde habitará a justiça.
Pedro continua com seu ponto de vista anterior, portanto, agindo com coerência, de que tudo está para acontecer brevemente.
1.4 – No Apocalipse
Faremos em destaque os comentários sobre o livro do Apocalipse, pois as passagens desse livro são as que mais usam para dizer sobre o fim do mundo.
Vejamos o que nos trazem na introdução desse livro:
“O Apocalipse é de compreensão difícil, porque o autor faz largo uso de imagens, símbolos, figuras e números misteriosos. Isso pode ser facilmente entendido, quando vemos que o livro nasce dentro de uma situação difícil: o povo de Deus está sendo oprimido, perseguido e vigiado pelas estruturas de poder. Em tais circunstâncias não se pode falar claro principalmente porque o autor pretende mostrar a situação real e traçar uma estratégia de resistência e ação. As comunidades a que ele se dirige entendem essa linguagem, pois estão familiarizadas com o Antigo Testamento, onde o autor vai buscar os símbolos”. (Bíblia Sagrada – Edição Pastoral, p. 1589).
Para não deixar nenhuma margem a dúvidas, colocaremos mais uma explicação:
“... é indispensável, para bem compreender o Apocalipse, reinserí-lo no ambiente histórico que lhe deu origem: um período de perturbações e de violentas perseguições contra a Igreja nascente. Pois, do mesmo modo que os apocalipses que o procederam (especialmente o de Daniel) e nos quais manifestamente se inspira, é escrito de circunstância, destinado a reerguer e a robustecer o ânimo dos cristãos, escandalizados, sem dúvida, pelo fato de que perseguição tão violenta se tenha desencadeado contra a Igreja daquele que afirmara: ‘Não temais, eu venci o mundo’ (Jo 16,33). Para levar a efeito seu plano, João retoma os grandes temas proféticos tradicionais, especialmente o do ‘Grande Dia” de Iahweh (cf. Am 5,18+): ao povo santo, escravizado sob o jugo dos assírios, dos caldeus e dos gregos, dispersado e quase destruído pela perseguição, os profetas anunciavam o dia da salvação, que estava próximo e no qual Deus viria libertar o seu povo das mãos dos opressores, devolvendo-lhes não apenas a liberdade, mas também poderio e domínio sobre seus inimigos, que seriam por sua vez castigados e quase destruídos. No momento em que João escreve, a Igreja, o novo povo eleito, acaba de ser dizimada por sangrenta perseguição (13; 6,10-11; 16,6; 17,6), desencadeada por Roma e pelo império romano (a Besta), mas por instigação de Satanás (12; 13,2-4), o Adversário por excelência de Cristo e de seu povo. A visão inaugural descreve a majestade de Deus que reina no céu, senhor absoluto dos destinos humanos (4) e que entrega ao Cordeiro o livro que contém o decreto de extermínio dos perseguidores (5); a visão prossegue com o anúncio da invasão de povos bárbaros (os partos), com seu tradicional cortejo de males: guerra, fome e peste (6). Os fiéis de Deus, porém, serão preservados (7,1-8; cf. 14,1-5), à espera de gozarem no céu, de seu triunfo (7,9-17; cf. 15,1-5). Entretanto, Deus, que quer a salvação dos pecadores, não os destruirá imediatamente, mas lhes enviará uma série de pragas para adverti-los, como fizera contra o faraó e os egípcios (8-9); cf. 16). Esforço inútil: por causa de seu endurecimento, Deus destruirá os ímpios perseguidores (17), que procuravam corromper a terra, induzindo-a a adorar Satanás (alusão ao culto dos imperadores da Roma gentílica); seguem-se uma lamentação sobre Babilônia (Roma) destruída (18) e cantos de triunfo no céu (19,1-10). Nova visão retoma o tema da destruição da Besta (Roma perseguidora), realizada desta vez por Cristo glorioso (19,11-21). Então inicia-se um período de prosperidade para a Igreja (20,1-6), que terminará com novo assalto de Satanás contra ela (20,7s), o aniquilamento do Inimigo, a ressurreição dos mortos e o seu julgamento (20,11-15) e finalmente o estabelecimento definitivo do Reino celeste, na alegria perfeita, depois de aniquilar a morte (21,1-8). A visão retrospectiva descreve o estado de perfeição da nova Jerusalém durante o seu reinado sobre a terra (21,9s)”.
“Esta é a interpretação histórica do Apocalipse, seu sentido primeiro e fundamental...” (Bíblia de Jerusalém, pp. 2139-2140).
Vejamos, então, as passagens desse livro que tratam do assunto que estamos estudando.
Ap 1,1-11: Esta é a revelação de Jesus Cristo: Deus a concedeu a Jesus, para ele mostrar aos seus servos as coisas que devem acontecer muito em breve. Deus enviou ao seu servo João o Anjo, que lhe mostrou estas coisas através de sinais. João testemunha que tudo quanto viu é Palavra de Deus e Testemunho de Jesus Cristo. Feliz aquele que lê e aqueles que escutam as palavras desta profecia, se praticarem o que nela está escrito. Pois o tempo está próximo. João às sete igrejas que estão na região da Ásia. Desejo a vocês a graça e a paz da parte daquele-que-é, que-era e que-vem; da parte dos sete Espíritos que estão diante do trono de Deus; e da parte de Jesus Cristo, a Testemunha fiel, o Primeiro a ressuscitar dos mortos, o Chefe dos reis da terra. A Jesus, que nos ama e nos libertou de nossos pecados por meio do seu sangue, e que fez de nós um reino, sacerdotes para Deus, seu Pai - a Jesus, a glória e o poder para sempre. Amém. Ele vem com as nuvens; e o mundo todo o verá, até mesmo aqueles que o transpassaram. E todos os povos do mundo baterão no peito por causa dele. É isso mesmo! Assim seja! Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, Aquele-que-é, que-era e que-vem, o Deus Todo-poderoso. Eu, João, irmão e companheiro de vocês neste tempo de tribulação, na realeza e na perseverança em Jesus, eu estava exilado na ilha de Patmos, por causa da Palavra de Deus e do testemunho de Jesus. No dia do Senhor, o Espírito tomou conta de mim. E atrás de mim ouvi uma voz forte como trombeta, que dizia: “Escreva num livro tudo o que você está vendo. Depois mande para as sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia”.
Ap 22,6-10: Disse-me então: “Estas palavras são fiéis e verdadeiras, pois o Senhor Deus, que inspira os profetas, enviou o seu Anjo para mostrar aos seus servos o que deve acontecer muito em breve. Eis que eu venho em breve! Feliz aquele que observa as palavras da profecia deste livro”. Eu, João, fui o ouvinte e testemunha ocular destas coisas. Tendo-as ouvido e visto, prostrei-me para adorar o Anjo que me havia mostrado tais coisas. Ele, porém, me impediu: “Não! Não o faças! Sou servo como tu e como teus irmãos, os profetas, e como aqueles que observam as palavras deste livro. É a Deus que dever adorar!” E acrescentou: “Não retenhas em segredo as palavras da profecia deste livro, pois o Tempo está próximo”.
As expressões “o tempo está próximo”, “no dia do Senhor” e “o que deve acontecer muito em breve” não permitem outra interpretação senão aquela que nós estamos levando a efeito, no desenrolar desse estudo, ou seja, que tudo isso é para aquele momento histórico, nada para um futuro no escoar do tempo. Fato que ainda podemos confirmar com a explicação que nos colocam sobre essa passagem:
“O Apocalipse é um livro lido e explicado nas reuniões das comunidades cristãs. Seu conteúdo é urgente, porque com a morte e ressurreição de Jesus a história está chegando ao fim e Deus vai julgar e implantar o seu Reino. A missão de João é a de todos os cristãos: profetizar, anunciando a Palavra de Deus e continuando o testemunho de Jesus Cristo”. (Bíblia Sagrada – Edição Pastoral, p. 1590).
Reafirmando o que nos colocaram no contexto geral.
Ap 19,11-21: Vi então o céu aberto: eis que apareceu um cavalo branco, cujo montador se chama “Fiel” e “Verdadeiro”; ele julga e combate com justiça. Seus olhos são chama de fogo; sobre sua cabeça há muitos diademas, e traz escrito um nome que ninguém conhece, exceto ele; veste um manto embebido de sangue, e o nome com que é chamado é Verbo de Deus. Os exércitos do céu acompanham-no em cavalos brancos, vestidos com linho de brancura resplandecente. Da sua boca sai uma espada afiada para com ela ferir as nações. Ele é quem as apascentará com um cetro de ferro. Ele é quem pisa o lagar do vinho do furor da ira de Deus, o Todo-poderoso. Um nome está escrito sobre seu manto e sobre sua coxa: Rei dos reis e Senhor dos senhores. Vi depois um Anjo que, de pé no sol, gritou em alta voz a todas as aves que voavam no meio do céu: “Vinde, reuni-vos para o grande banquete de Deus, para comer carnes de reis, carnes de capitães, carnes de poderosos, carnes de cavalos e cavaleiros, carnes de todos os homens, livres e escravos, pequenos e grandes”. Vi então a Besta reunida com os reis da terra e seus exércitos para guerrear contra o Cavaleiro e seu exército. A Besta, porém, foi capturada juntamente com o falso profeta, o qual, em presença da Besta, tinha realizado sinais com que seduzira os que haviam recebido a marca da Besta e adorado a sua imagem: ambos foram lançados vivos no lago de fogo, que arde com enxofre. Os outros foram mortos pela espada que saía da boca do Cavaleiro. E as aves todas se fartaram com suas carnes.
Já sabemos que alguém poderá dizer que aqui, nesta passagem, não se fala nada em “fim do mundo”. Sim! É correto. Entretanto, resolvemos colocá-la por dois motivos. Primeiro, para que você confirme que a linguagem desse livro é difícil, totalmente simbólica e figurada. Segundo, pela explicação que os tradutores da Bíblia de Jerusalém dão a essa passagem já que ela tem a ver com o que estamos falando. A intitulam de “O primeiro combate escatológico”, para a qual nos apresentam o seguinte esclarecimento:
Eis-nos no fim dos tempos. Depois da queda de Babilônia, profetizada (14,8.14-15) e realizada (16,19-20; 17,12-14), Cristo fiel (3,14+) cumpre o Dia de Iahweh (Am 5,18+), exterminando os inimigos da Igreja. Sua figura (vv. 11-16) inspira-se com as descrições precedentes (12, 5; 14,6-20; 17,14), em diversas profecias. (Bíblia de Jerusalém, p. 2163).
Ou seja, nos informam que estão no fim dos tempos, colocando-o, portanto, naquela época.
2 – Apagando o fogo do inferno
Aqui literalmente podemos jogar água, que nem precisa ser benta, na fogueira, pois esse tão propalado inferno só existe na mente de pessoas retrógradas, que não possuem o mínimo senso crítico, para ver quão absurdo é tal lugar. Por perderem o bonde da história não se dão conta que a crença no inferno, como é visto atualmente, é cópia, e barata por sinal, do que existia no paganismo.
Vamos provar que isso é mera fantasia alimentada pelos líderes religiosos, já que ele, o inferno, é uma eficiente arma para fazer com que os “pobres cordeirinhos” tremam de medo.
Obviamente que para existir o inferno Deus há que tê-lo criado, não é mesmo? Ninguém, até hoje, conseguiu nos provar que Ele tenha feito isso. Nós, ao contrário, é que provamos que o Pai Supremo não o estabeleceu, para desespero dessa liderança, da qual estamos falando.
A essência das leis divinas contidas no Antigo Testamento está listada nos Dez Mandamentos, que, certamente, é aquilo que devemos rigorosamente cumprir. O questionamento é bem simples: se tais mandamentos representam as máximas divinas, por que a pena para quem não os cumpre não é ir para o inferno? Pois ao instituí-los, Deus deveria, por questão de justiça - coisa que é impossível d’Ele agir em contrário -, ter estabelecido como pena aos infratores o inferno. Aliás, os mais atentos verão que nem mesmo pena para uma vida após a morte existe. Tudo quanto é dito está relacionado com situações terrenas. Fato que poderá facilmente ser comprovado por você, caro leitor, se quiser certificar o que estamos dizendo.
Assim, provamos que o inferno não foi criado neste momento. Sabemos, os que estudam, que é produto da cultura persa absorvida pelos judeus. Pelos judeus? Não!, pois foram os cristãos quem o fizeram, o que torna o fato mais estranho, pois quem tinha tudo para assimilar isso dos persas, eram os primeiros, não estes últimos.
Se Deus não criou o inferno nessa época, em outra também não o poderia ter criado, já que se o fizesse não estaria agindo com eqüidade, que é um princípio baluarte da justiça, uma vez que quem viveu entre a instituição dos Dez Mandamentos e a provável criação do inferno não poderia ir para lá. Pois ninguém pode ser condenado por uma pena não prevista em lei, estabelece a frágil justiça humana, que dirá a divina? E nós agora não podemos ser condenados ao inferno, porquanto, outras pessoas não o foram. Como Deus “não faz acepção de pessoas” (At 10,34; Rm 2,11; Ef 6,9) e se suas leis são imutáveis, porquanto se as mudassem não as teria criado perfeitas. Conclui-se que Ele não criou o inferno, pois se o criasse, não o mudaria, já que seria perfeito. E disso nós concluímos, então, que o inferno não é criação divina e sim dos homens. Entretanto, quem o criou? Temos a resposta na ponta da língua: a liderança religiosa, como forma de amedrontar seus fiéis. Não há uma outra alternativa senão essa.
3 – A mentira sobre o pai da mentira – Lúcifer
Deus, O SUPREMO BEM, não poderia ter criado o mal. Sendo assim, indagamos novamente: como se explica a existência de Lúcifer e cia? Respondem-nos os crentes, pensando acertar o alvo: é um anjo que decaiu. Em razão dessa resposta, voltamos a questionar: o que é um anjo? Esclarecem-nos que um anjo é um ser perfeito criado por Deus. Ótimo! Então nos explique como um ser perfeito pode decair? Esta pergunta é fatal e os deixa estonteados à procura de uma resposta que não têm. Mas alguns, não querendo dar o braço a torcer, arriscam justificar essa do anjo decaído citando, sorriso nos lábios, o profeta Isaías (Is 14,12), confiantes em que “a palavra de Deus” vai lhes dar guarida. Como se diz: “ô coitado”! Nem mesmo eles têm capacidade de analisar uma passagem bíblica.
Quem quiser poderá ver que o contexto de Is 14,12 fica evidenciado nos versículos 3 e 4 onde, segundo a narrativa, Deus pede ao profeta Isaías para proferir um motejo (sátira) contra o rei da Babilônia, que à época subjugava o povo hebreu, quando fosse liberá-lo desse rei, que queria dominar o mundo. Portanto, nada de Lúcifer, como entendem os apressados.
Tendo em vista que provamos acima que o inferno não existe, e sendo ele um lugar, segundo afirmam, onde Lúcifer vive, então, a conseqüência lógica disso é que esse ser também não existe.
Aqui, do mesmo modo, por questões da influência dos persas que tinham o deus do mal – Ariman -, que rivalizava com o deus do Bem – Ormuzd -, essa entidade do mal foi incorporada à cultura dos que, tradicionalmente, têm a Bíblia como fonte de suas práticas religiosas.
4 – Há eleitos de Deus?
Biblicamente falando, quem poderia se arrogar em afirmar ser eleito de Deus seriam os judeus, não os cristãos, já que é assim que “a palavra de Deus” diz.
Quem prega a exclusividade da salvação por pertencer a determinado segmento religioso não entendeu patavinas da parábola do bom samaritano (Lc 10,25-37), onde aquele que era considerado ateu é o exemplo de quem Jesus nos recomenda seguir. Na passagem da separação dos bodes e das ovelhas (Mt 25,31-46) o critério para ser escolhido para ir para a direita não foi o de pertencer a alguma igreja. Por outro lado, se Deus “faz chover sobre os bons e maus” (Mt 5,45) é sinal que trata todos do mesmo modo, e como Jesus disse “... o Pai que está no céu não quer que nenhum desses pequeninos se perca” (Mt 18,14) então todos nós seremos salvos, entretanto, o tempo para que isso aconteça não é o mesmo para todos, pois aí vale o “,,, a cada um segundo suas obras” (Mt 16,27).
Há uma passagem muito singular sobre a qual quase ninguém fala dela, mas é fatal contra essa idéia sectária de salvação. Jesus, em advertência aos chefes dos sacerdotes e os anciãos do povo, disse: "Pois eu garanto a vocês: os cobradores de impostos e as prostitutas vão entrar antes de vocês no Reino do Céu” (Mt 21,31), o que significa que, apesar de tudo, os sacerdotes e os anciãos chegariam no reino dos céus, só que os “pecadores” citados chegariam primeiro. Demonstração clara que a salvação é para todos.
E não adianta bater nessa surrada tecla, a da salvação por seguir certa igreja, pois “a palavra de Deus” diz que: “o Evangelho é que é a salvação” (Rm 1,16, 1Cor 15,1-2; Ef 1,13; 2Ts 1,7-8), ou seja, a prática do amor ao próximo.
Quem fosse para o inferno, obviamente estaria afastado do “amor de Deus”, mas e aí como fica?: “Estou convencido de que nem a morte nem a vida, nem os anjos nem os principados, nem o presente nem o futuro, nem os poderes nem as forças das alturas ou das profundidades, nem qualquer outra criatura, nada nos poderá separar do amor de Deus, manifestado em Jesus Cristo, nosso Senhor” (Rm 8,38-39).
Ainda propomos, para arrematar, essas duas passagens:
“Ora, quanto mais vale um homem do que uma ovelha!” (Mt 12,12);
O que vocês acham? Se um homem tem cem ovelhas, e uma delas se perde, será que ele não vai deixar as noventa e nove nas montanhas, para procurar aquela que se perdeu? (Mt 18,12).
5 – Quem não pagar dízimo vai pro inferno?
Esta é a mais deslavada mentira que pregam aos seus fiéis. Porquanto, em canto algum da Bíblia se encontra tamanho absurdo. O item anterior serve para demonstrar por qual meio haverá separação dos bons e dos maus, entretanto, ninguém vai para uma condenação eterna, porquanto, só é justa a pena cujo período esteja limitado ao montante da dívida, ou seja, exatamente conforme nos asseverou Jesus “até que se pague o último centavo” (Mt 5,26).
A passagem bíblica que instituiu este tributo foi Lv 27,30.32, na qual lemos: Todos os dízimos do campo, seja produto da terra, seja fruto das árvores, pertencem a Javé: é coisa consagrada a Javé. Os dízimos de animais, boi ou ovelha, isto é, a décima parte de tudo o que passa sob o cajado do pastor, é coisa consagrada a Javé. Ou seja, o dízimo aqui instituído é relacionado aos produtos da terra, não a dinheiro. Entretanto, mais tarde foi desvirtuado para recebimento monetário, mas aqui funcionava como um imposto, já que a liderança religiosa é quem detinha também o poder político. Se o Estado foi desmembrado da religião e nós continuamos a pagar imposto ao Estado, então o dízimo é sem sentido. Pois, da forma que o cobram, ele é em verdade um imposto religioso, cuja exigência cabe aos líderes religiosos, que, sem nenhum rubor na cara, o atribuem a Deus como se fosse o dízimo uma ordem divina.
6 – É proibido de ler obras literárias que não as de sua igreja?
Se for verdade que “onde se acha o Espírito do Senhor aí existe liberdade” (2Cor 3,16), consequentemente, o contrário também é verdadeiro, ou seja, onde não existe liberdade o Espírito do Senhor não está. Quem proíbe alguém de fazer alguma coisa está impedindo-a de agir livremente, ou seja, a pessoa não tem mais liberdade. Mas é certo que somente se proíbe por medo. Medo? Sim, medo de que descubram que a verdade está noutro lugar que não naquele que freqüentam, pois quem tem convicção de estar com a verdade não restringe ninguém a nada.
Jesus ao afirmar “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8,32) estava justamente incentivando as pessoas a procurem a verdade, mas essa só pode ser encontrada quando se tem independência para pesquisar e se ler qualquer conhecimento registrado pelo homem, pouco importa qual seja a sua origem, sem nenhuma restrição religiosa.
Conclusão
De tudo o que até aqui mostramos, podemos concluir que o “fim dos tempos” já passou, pois, pelas narrativas bíblicas chega-se, facilmente, à conclusão de que esse tempo, na verdade, sempre foi algo próximo à realidade que os personagens bíblicos viviam naquele momento. Reafirmamos, que não existe nenhuma passagem da qual possamos dizer que tal evento seja para um futuro longínquo.
Entretanto, parece-nos que ninguém se preocupa com isso e os fiéis amedrontados apenas seguem o que lhes passaram como “verdade”. Enquanto a liderança religiosa, que usa de interpretações à sua conveniência, os mantém encabrestados à sua maneira de pensar, tendo como base, conforme já o dissemos, o medo. Certamente, muitos deles, se tiverem oportunidade de lerem esse nosso texto, irão nos mandar para os quintos dos infernos e a seus fiéis dirão que nós estamos possuídos pelo “demo”. Entretanto, esse mesmo juízo divino que dizem ser terrível será usado para julgá-los, já que a justiça de Deus é feita com equanimidade. Esses pobres coitados amanhã estarão queimando no fogo do inferno consciencial por terem utilizado, a proveito próprio, as revelações divinas.
Aqui vale relembrar a passagem bíblica, há pouco citada, que diz “onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade” (2Cor 3,17), do que se pode perfeitamente concluir que onde não existe liberdade aí não está o Espírito do Senhor.
 
 
 

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publicado por evangelicosfalsosprofetas, em 21.02.10 às 01:44link do post | favorito

 

Certa pessoa, a qual chamaremos de José, o homem mais rico e poderoso do país do “Faz de Contas”, promete a seu amigo João, a quem muito estimava, que lhe daria um relógio de ouro. Algum tempo depois, José diz a João que estava chegando a hora de cumprir com o prometido. Que ele, João, deveria ir à loja do Júlio, o mais hábil joalheiro da capital, que trabalhava juntamente com a sua mulher e dois filhos, pois não tinha nenhuma confiança em pessoas de fora, não sem razão, dada a peculiaridade de seu negócio.
José recomenda a João exatamente isso: vá a loja do Júlio, mate a ele, mulher e filhos, depois pegue o relógio de ouro da melhor marca que houver por lá, e pode ir tranqüilo para sua casa e assim considere cumprido o que lhe prometi.
Já estou imaginando o que você deve estar pensando, e que obviamente me dirá:
- Que cara maluco, meu! Que história é essa, sem sentido algum? Só um “doido de pedra” poderia vir com algo assim.
- Sinceramente? Você está coberto de razão. Não há sentido algum numa coisa absurda dessa, mas...
- Eita! Lá vem você com o “mas”.
- Isso aconteceu de verdade.
- Como, aconteceu de verdade? Xiii, você é mais maluco do que pensei de início.
- Então vou provar-lhe que isso realmente aconteceu, mas sei que é bem provável que não gostará do que vai ouvir, dado o seu tradicionalismo religioso. A única diferença em relação ao que vou lhe contar é que o prometido não foi um simples relógio, mas uma vastidão de terras pertencentes a outros povos.
- Tá certo, essa quero pagar para ver.
- Bom, não vá dizer que não avisei, certo? Vamos lá, ouça:
Conta-nos, os escritores bíblicos, que Deus havia prometido a Abraão, patriarca do povo hebreu, uma terra, na qual correria leite e mel, que, segundo se entende, seria onde viviam os cananeus (Gn 12,6-7; 15,8).
Tempos mais tarde, resolve dizer a este povo que já estava pronto para cumprir o prometido a Abraão, era o momento de dar-lhe essas terras. Para isso retira-o do Egito, onde vivia na condição de escravidão, mandando-o seguir rumo a essa terra, por um caminho orientado por Ele. Chegando lá, com o seu exército promove uma carnificina geral, passando a fio de espada todos os habitantes - homens, mulheres e crianças –, das cidades: Jericó (Js 6,21), Hai (Js 8,24), Maceda (Js 8,28), Lebna, Laquis, Gazer, Eglon, Hebron e Dabir (Js 10,28-39). Tudo isso por determinação de “Javé” (Dt 20,16-17), que, ainda lhes envia “o chefe de seu exército” (Js 5,14) para, dessa forma, dar-lhes apoio incondicional a esse ato ignominioso que os hebreus levaram a efeito. Os únicos daquela região que não sucumbiram, foram os gabaonitas, porém, impuseram-lhes a escravidão (Js 9,23).
E para se vangloriarem do feito, são listados os trinta e um reis que pereceram nessa chacina, executada naquela vasta região (Js 12).
Narra-se que “desse modo, Javé deu a Israel toda a terra que jurara dar a seus antepassados. Eles tomaram posse e nela se estabeleceram” (Js 21,43). O próprio “Javé”, disse aos hebreus: “Eu dei a vocês uma terra que não lhes custou nada,...” (Js 24,13). Para dizer isso, certamente, só poderia estar pensando que a vida das pessoas não valia nada.
E, ao que tudo indica dos acontecimentos, devia estar querendo implantar a raça do “povo eleito” aqui na terra, mesmo que a custa de milhares de vidas humanas. Não muito diferente do que a história registra em relação a uma determinada personagem que queria que só existisse a “raça pura”. Comparação dura poderá achar, mas são os fatos que levam a ela. Nos tempos atuais, tais atrocidades seriam enquadradas como crime contra humanidade, seus responsáveis seriam punidos, sem sombra de dúvida.
Não posso fechar essa história senão afirmando que isso obviamente não pode ter vindo da Divindade. Acredito que Moisés, na condição de chefe guerreiro, usou desse artifício para levar os hebreus a uma guerra de conquista, pensava, talvez, em tornar-se o rei deles. É por esse e outros muitos absurdos que não posso, em sã consciência, aceitar a Bíblia como sendo mesmo a palavra de Deus. Os que assim acreditam, de duas uma: leram e não entenderam nada ou estão evolutivamente próximos desse deus tribal.
 

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publicado por evangelicosfalsosprofetas, em 21.02.10 às 01:44link do post | favorito

 


7 perguntas implacáveis
Aos que crêem que Saul não conversou com Samuel


 

PRELIMINARES. Essas perguntas gravitam em torno do episódio narrado em I Samuel 28, protagonizado por Saul (vivo) e Samuel (morto), que conversaram entre si através da pitonisa. Elas se destinam ao público fundamentalista que defende a “inerrância” ou “infalibilidade” ou “inspiração divina integral” das escrituras, mas que, ao mesmo tempo, negam essa mesma autoridade nesse ponto. Vamos a elas:


1. Segundo a Bíblia, quem tinha morrido antes da consulta de Saul?

SUGESTÃO DE RESPOSTA: E Samuel já estava morto, e todo o Israel o tinha chorado, e o tinha sepultado em Ramá, que era a sua cidade; e Saul tinha desterrado os adivinhos e os encantadores. (1Sm 28,3).


2. Segundo a Bíblia, com quem Saul queria falar?

SUGESTÃO DE RESPOSTA: A mulher então lhe disse: A quem te farei subir? E disse ele: Faze-me subir a Samuel. (1Sm 28,11).


3. Segundo a Bíblia, quem apareceu para a mulher?

SUGESTÃO DE RESPOSTA: Vendo, pois, a mulher a Samuel, gritou com alta voz, e falou a Saul, dizendo: Por que me tens enganado? Pois tu mesmo és Saul. (1Sm 28,12).


4. Segundo a Bíblia, após que momento Saul entendeu que se tratava de Samuel?

SUGESTÃO DE RESPOSTA: E lhe disse: Como é a sua figura? E disse ela: Vem subindo um homem ancião, e está envolto numa capa. Entendendo Saul que era Samuel, inclinou-se com o rosto em terra, e se prostrou. (1Sm 28,14).


5. Segundo a Bíblia, foi o demônio que falou com Saul?

SUGESTÃO DE RESPOSTA: Samuel disse a Saul: Por que me inquietaste, fazendo-me subir? (1Sm 28,15).


6. Segundo a Bíblia, foi o demônio que repreendeu Saul?

SUGESTÃO DE RESPOSTA: Então disse Samuel: Por que, pois, me perguntas a mim, visto que o SENHOR te tem desamparado, e se tem feito teu inimigo? (1Sm 28,16).


7. Segundo a Bíblia, a palavra de quem fez Saul temer e cair por terra?

SUGESTÃO DE RESPOSTA: E imediatamente Saul caiu estendido por terra, e grandemente temeu por causa daquelas palavras de Samuel; e não houve força nele; porque não tinha comido pão todo aquele dia e toda aquela noite. (1Sm 28,20).



Alguns pontos a considerar:

1. Se a Bíblia é infalível, não pode conter falhas.
2. Se a Bíblia está errada neste ponto, pode estar em muitos outros.
3. Se a Bíblia não é aceita neste ponto, é porque só aceitam dela o que convém.
4. Se a Bíblia só deve ser aceita quando convém, nenhum dos que praticam isso tem moral para cobrar ou acusar qualquer outro de coisa parecida.


Finalmente, estando certa ou errada, e até que alguém nos apresente melhores sugestões do que as apontadas para as perguntas acima, a Bíblia é muito clara e taxativa ao mostrar, por este episódio, que os mortos estão muito conscientes, podendo inclusive se comunicarem com os vivos, mesmo que para repreendê-los, quando para isso houver ocasião propícia.


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publicado por evangelicosfalsosprofetas, em 21.02.10 às 01:08link do post | favorito

Tentaremos, com este estudo, mostrar que esta questão é importante para nós os Cristãos.

Se tivermos a Jesus como o próprio Deus é-nos difícil seguir seus ensinos, exemplificados em suas ações, pois tudo o que fez não servirá para nós como modelo de como fazer ou agir, visto ter partido de um ser que tudo pode, seria algo inatingível para nós os mortais. Por outro lado, com o conhecimento que vamos adquirindo através de estudos vemos, como iremos demonstrar, uma perfeita consonância com os missionários divinos de religiões não cristãs, e com isto a crença em nossa religião fica bem abalada. E se ao contrário o colocarmos na condição de homem, ficaria muito mais fácil seguir seus exemplos, pois de igual para igual encontraremos forças para aplicar os seus ensinos.

Mas afinal quando Jesus foi considerado Deus? Desde o início do cristianismo? O que pensavam seus discípulos sobre o assunto? O que o povo e Ele mesmo pensava?

Para respondermos estas perguntas, primeiramente, iremos recorrer ao Evangelho.

a) O que o povo pensava

Mateus 16, 13-14: “Tendo chegado à região de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou aos discípulos: Quem dizem por ai as pessoas que é o filho do homem?” Responderam: “Umas dizem que é João Batista, outras que é Elias, outras enfim, que é Jeremias ou alguns dos profetas”.

Mateus 26, 67-68: “Então, cuspiram no seu rosto e cobriram-no de socos. Outros lhe davam bordoadas. E lhe diziam: "Mostra que és profeta, ó Cristo, advinha quem foi que te bateu? "

João 7, 40-41: “Muitos daquela gente que tinham ouvido essas palavras de Jesus afirmavam: "Verdadeiramente ele é o profeta”.

João 9, 17: “Perguntaram ainda ao cego: "Qual é a tua opinião a respeito de quem abriu os olhos?" Respondeu: "É um profeta".

b) O que os discípulos pensavam

Lucas 24, 19 “Jesus de Nazaré foi um profeta, poderoso em obras e palavras diante de Deus e do povo".

Atos 2, 22: “Homens de Israel, escutai o que digo: "Jesus de Nazaré foi o homem credenciado por Deus junto a nós com poderes extraordinários, milagres e prodígios. Bem sabeis as coisas que Deus realizou através dele no meio de vós. "

c) O que dizia Jesus

Lucas 13, 33: “Entretanto devo continuar meu caminho hoje, amanhã e no dia seguinte, porque não convém que um profeta morra fora de Jerusalém".

João 8, 40: “Procurais tirar-me a vida a mim que sou homem, que vos digo a verdade que de Deus ouvi".

Marcos 6, 4-5: “Mas Jesus lhes dizia:" Um profeta só deixa de ser honrado em sua pátria, em sua casa e entre seus parentes. E não podia ali fazer milagre algum". (Argumento que utilizou para justificar porque Ele não conseguia fazer milagres em Nazaré).

Observamos, assim, que o povo e os seus discípulos acreditavam que Jesus era um profeta, o que foi confirmado pelo próprio Jesus.

Na passagem de João 14, 12-13, ele diz: “Eu vos afirmo e esta é a verdade: quem crê em mim fará as obras que eu faço. E fará até maiores, porque vou ao Pai, e o que pedirdes ao Pai em meu nome eu farei, para que o Pai seja glorificado no filho".

Se seguirmos a linha de raciocínio que Ele seja Deus, nós também seríamos deuses, pois segundo suas próprias palavras, poderíamos fazer o que ele fez e até mais. Vemos que não há como considerá-lo Deus.

A base central desta linha de pensamento, que ele era Deus, basicamente vamos encontrá-la em João 10, 30: “Eu e o Pai somos um". Com isto chegaram à conclusão de que se o Pai é Deus e Jesus sendo um com o Pai, por conseguinte também seria Deus. Conclusão digamos apressada e incoerente, pois não pegaram o sentido da frase, apegaram-se à letra. Mas porque não tiveram a mesma linha de pensamento nesta outra passagem de João (17, 20-23): “Não rogo somente por eles, mas também por todos aqueles que hão de crer em mim pela sua palavra. Que todos sejam um! Meu pai, que eles estejam em nós, assim como tu estás em mim e eu em ti. Que sejam um, para que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes dei a glória que tu me deste, para que sejam um, como nós somos um: eu neles e tu em mim, para que sejam perfeitamente unidos, e o mundo conheça que tu me enviaste e que os amaste como tu me amaste". Não seria o caso de dizer então que os discípulos eram deuses?

Em outras passagens, Jesus se coloca na condição de subordinado a Deus, prestando-lhe obediência e cumprindo-lhe a vontade, ora quem é subordinado está sob ordens de alguém que lhe é superior, vejamos:

João 4, 34: “Jesus afirmou: "Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou a levar a cabo a sua obra".

João 5, 19: “Eu vos afirmo e esta é a verdade: o Filho nada pode fazer por si mesmo, a não ser o que vê o Pai fazer".

João 5, 30: “Não posso fazer nada por mim mesmo. Julgo segundo o que ouço; e o meu julgamento é justo, porque não procuro a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou".

João 6, 37-38: “Tudo o que o Pai me dá, virá a mim e não jogarei fora o que vem a mim, porque desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou".

João 7, 28: “Se me amásseis, vos alegraríeis de que eu vá ao Pai, porque o Pai é maior do que eu".

Nessa última passagem, é bem taxativa a superioridade do Pai sobre Jesus. Não há como contestar.

A questão da divindade de Jesus, rejeitada por três concílios, dos quais o mais importante foi o de Antioquia (269) foi, em 325, proclamado pelo de Nicéia. Após a declaração de que Jesus era Deus, vem para encaixá-lo o dogma da Santíssima Trindade. Mas somos levados a crer, que esta trindade nada mais foi que uma cópia da base fundamental de outras religiões, bem mais antigas que o cristianismo. Podemos citar as que constam do Livro “O Redentor” de Edgard Armond:

  • Brahma, Siva e Vischnu – dos hindus
  • Osiris, Isis e Orus – dos egípcios
  • Ea, Istar e Tamus – dos babilônios
  • Zeus, Demétrio e Dionísio – dos gregos
  • Orzmud, Arimam e Mitra – dos persas
  • Voltan, Friga e Dinas – dos celtas

Achamos muito interessante o estudo do Dr. Paul Gibier (O Espiritismo –o faquirismo ocidental) em que ele coloca: “Uma das analogias mais notáveis do catolicismo, não com o Budismo, mas com Bramanismo, encontra-se em uma das encarnações de Vischnu (filho de Deus) sob a forma de Krischna.

Krischna, que alguns autores escreviam Christna ou Kristna, foi concebido “sem pecado”, seu nascimento foi anunciado por profecias numerosas e muito antigas. Sua mãe Devanaguy, o concebeu por obra de um Espírito, que lhe apareceu sob os traços de Vischnu, segunda pessoa da trindade Hindu. Segundo a tradição Hindu e o “Bhagavedagita”, anunciando uma profecia que ele destronaria seu tio, o tirano de Madura, este último mandou encarcerar sua sobrinha Devanaguy, que foi libertada por Vischnu; então o tirano mandou assassinar em todos os seus estados as crianças do sexo masculino nascidas na mesma noite em que Krischna viu a luz (grifo do original). Mas o menino foi salvo por milagre, e, 3500 anos mais ou menos antes de nossa era, ele pregava a sua doutrina. Depois de converter os homens, morreu de morte violenta as margens do Ganges, segundo ordens de Brahma (Deus, o Pai), para realizar a redenção dos homens, como lhes fora prometido.”

Parece que tudo se encaixa na tradição cristã a respeito de Jesus, talvez até fosse necessário, considerando a cultura da época, torná-lo um Deus para que as pessoas pudessem acreditar em seus ensinos, entretanto, achamos, que para os dias de hoje isto poderá causar mais incrédulos, por uma coisa bem simples é que o homem moderno coloca a razão e a lógica com base para acreditar ou não em algo, e agindo assim também em relação à crença religiosa terá uma fé inabalável.

Com relação a Jesus, poderemos afirmar com absoluta certeza que era um ser superior a nós humanos, sem, entretanto, chegar a ser um Deus, principalmente pelos seus ensinos e exemplos de vida, virtudes essas que serão o nosso passaporte para o “Reino dos Céus”, pois somente através dele é que chegaremos ao Pai, conforme suas palavras: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão através de mim”.

Bibliografia:

  • Novo Testamento, LEB – Edições Loyola, São Paulo, SP, 1984.
  • O Espiritismo (o faquirismo ocidental), Dr. Paul Gibier, FEB, Brasília, DF, 4ª Edição, 1990.
  • O Cristianismo: a mensagem esquecida, Herminio C. Miranda, Matão, SP, Casa Editora O Clarim, 1ª Edição, 1988.
  • Cristianismo e Espiritismo, Léon Denis. Brasília – DF, FEB, 8ª Edição.
  • O Redentor, Edgard Armond. São Paulo, SP, Editora Aliança, 6ª Edição.

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publicado por evangelicosfalsosprofetas, em 21.02.10 às 01:07link do post | favorito

 

No alvorecer do Espiritismo, a Igreja disse: "Destruamos o Espiritismo ou ele destruirá a Igreja. Temos que o atacar com todas as armas." Mas Kardec e os espíritas nunca imaginaram isso. A Igreja é que assim pensava e proclamava: "Fora da Igreja não há salvação". Já o Espiritismo ensina: "Fora da caridade não há salvação."

E os espíritas foram acusados injustamente de charlatanice, ignorância, loucura, feitiçaria, macumbaria e contato com os demônios, na verdade espíritos humanos desencarnados, chamados de espíritos impuros nos Evangelhos, e responsáveis pelas obsessões, encostos e possessões. E essas calúnias foram porque o Espiritismo restaura o Cristianismo Primitivo das reuniões mediúnicas dos apóstolos e das primeiras comunidades cristãs (Livro de Atos e 1 Coríntios capítulos 12 e 14), de quando o Cristianismo não estava ainda maculado pelo poder civil e a instituição dos dogmas, a partir do Concílio de Nicéia (325), que são os responsáveis diretos pelas tragédias fundamentalistas da Igreja.

Enquanto que os pioneiros do Espiritismo no Brasil eram presos, sábios de renomada mundial abraçavam a doutrina regeneradora do Cristianismo: William Crookes, descobridor do tálio e dos raios catódicos; César Lombroso, médico, escritor e cientista italiano, estudioso da famosa médium Eusápia Palladino; Ernesto Bozzano, que trocou o ateísmo pelo Espiritismo; o francês Charles Richet, Prêmio Nobel de Medicina de 1913; Victor Hugo; Léons Dénis; Alexandre Aksakof; Russel Wallace; Paul Gibier; Gabriel Delane; Oliver Lodge; Gustave Geley etc. E letrados da atualidade continuam também, cada vez mais, abraçando o Espiritismo. Em Belo Horizonte, de 1 a 4-5-2003, realizou-se, no Fórum Lafaiete e Hotel Ouro Minas, o II Encontro Nacional da Associação Brasileira dos Magistrados Espíritas (ABRAME).

E o clero e os pastores estão preocupados com o fato de muitos de seus fiéis (50% dos católicos) estarem freqüentando o Espiritismo. Por isso inventaram mais um jeito de denegrirem os espíritas. De modo repetitivo, estão dizendo que os espíritas não são cristãos, porque não aceitam todos os dogmas do Cristianismo, quando muitas dessas autoridades religiosas não aceitam também todos esses dogmas, embora não o digam. Mas o ensinamento do Nazareno é outro: "É por muito vos amardes que todos saberão que vós sois meus discípulos". Ademais, enquanto eles vivem das suas religiões, os líderes espíritas vivem para a sua religião, e preferem a prática da caridade à das cerimônias religiosas rendosas.

Assim, o Espiritismo tinha mesmo que incomodar todos aqueles que fazem do Evangelho do Cristo um meio de ganhar a vida, deixando em segundo plano a sua mensagem de amor e fraternidade!

Autor de "Quando Chega a Verdade", Ed. Martin Claret


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