"CONTESTAR AS OPINIÕES ERRÔNEAS QUE CONTRA NÓS ESPÍRITAS SÃO APRESENTADAS; REBATER AS CALÚNIAS; APONTAR AS MENTIRAS; DESMASCARAR A HIPOCRISIA; TAL DEVE SER O AFÃ DE TODO ESPÍRITA SINCERO, CÔNSCIO DOS DEVERES QUE LHES SÃO CONFIADOS”.
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publicado por evangelicosfalsosprofetas, em 29.04.10 às 18:56link do post | favorito

Parábola da videira e das varas

V. 1. Eu sou a verdadeira videira e meu pai é o vinhateiro. — 2. Ele cortará todas as varas que não derem fruto em mim e mondará todas as que dão fruto, para que dêem mais. — 3. Já estais limpos em virtude da palavra que vos anunciei. — 4. Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Assim como a vara não pode dar fruto de si mesma, se não permanecer ligada à videira, o mesmo vos sucederá, se não permanecerdes em mim. — 5. Eu sou a videira e vós as varas. Aquele que permanece em mim e em quem eu permaneço dá muito fruto. Porque, sem mim nada podeis fazer. — 6. Aquele que não permanecer em mim será lançado fora como a vara inútil, secará e o enfeixarão e meterão no fogo para ser queimado. — 7. Se permanecerdes em mim e as minhas palavras em vós permanecerem, tudo o que quiserdes pedireis e vos será concedido. — 8. A glória de meu pai está em que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos. — 9. Como meu pai me amou, eu vos amei. Permanecei no meu amor. — 10. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu, que guardei os mandamentos de meu pai, permaneço no seu amor. — 11. Tenho-vos dito estas coisas para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena e perfeita.

 

Usando dessa linguagem figurada, apropriada às inteligências dos homens da época, pela letra, e destinada a ser explicada e compreendida segundo o espírito, Jesus proclama a superior ação dirigente do Criador sobre a vossa humanidade, por seu intermédio, como Espírito fundador, protetor e governador do vosso desenvolvimento e progresso. Explica os modos e meios de realização desse desenvolvimento e desse progresso, as únicas condições mediante as quais podem um e outro ser  obtidos e a expiação de que se tornam passíveis os que se afastam do caminho que ele traçou. Mostra a seus discípulos o laço de amor que a ele os une, o meio de cumprirem fielmente a missão de que estavam incumbidos, meio que consiste na observância dos mandamentos que lhes deu.

 

(V. 1.) Estas palavras: "Eu sou a verdadeira videira e meu pai é o vinhateiro" encerram mais um testemunho da sua natureza inferior com relação ao pai.

 

(V. 2.) "O pai corta todas as varas que não dão fruto em Jesus e monda todas as que dão fruto, para que dêem mais." Quer isto dizer: aqueles que, violando o duplo mandamento de Deus, que Jesus declarou conter toda a lei e os profetas e cuja observância implica a do Decálogo e a obrigação, para cada um, de proceder com os outros como quereria que os outros com ele procedessem, se desviam das sendas traçadas pelo Mestre e se comprazem no mal, são deixados neste, por virtude da inviolabilidade do livre-arbítrio, mas com a responsabilidade que decorre da posse e do uso desse dom. Submetidos seus maus atos ao fogo da expiação, nada mais produzem senão cinzas, como a vara inútil queimada. Os que de tal maneira se conduzem são relegados em "condições inferiores". O Senhor olha benevolamente para os que tomam as sendas que o Mestre traçou, para aqueles cujas obras são boas. Dá-lhes a faculdade de mais ainda se melhorarem, por meio de provas e missões, a fim de que produzam frutos cada vez mais abundantes.

 

(V. 3.) Os discípulos já estavam limpos por efeito da palavra que Jesus lhes anunciara. Estavam preparados para cumprir fielmente a missão que traziam. Já o dissemos: os discípulos, ainda que em graus diversos de adiantamento, eram Espíritos adiantados, cujas inteligências e faculdades se achavam entorpecidas pelo invólucro material. As prédicas de Jesus lhes auxiliaram o desenvolvimento das faculdades. O desejo ardente de obedecerem ao Mestre, o amor sem limites que lhe consagravam os impeliam a avançar cada vez mais pela senda do progresso. A inspiração dos Espíritos do Senhor, que os viriam assistir e guiar, ajudá-los-ia e sustentaria na tarefa que tinham de executar.

 

(V. 4.) "Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Assim como a vara não pode dar fruto de si mesma, se não permanecer ligada à videira, o mesmo vos sucederá, se não permanecerdes em mim." Estas palavras figuradas, dirigidas aos apóstolos, se referem a todos os tempos e se aplicam, segundo o pensamento do Mestre, a todos os homens. Nenhum pode dar bons frutos, fazer boas obras, desde que se separa da videira, que Jesus personifica e que é o amor e a verdade.

 

(Vv. 5-6.) Jesus é a cepa da videira e todos os homens, como o eram os discípulos, são as varas. Ele a todos protege e governa e é o único encarregado do desenvolvimento e do progresso de todos. O que permanece nele e em quem ele permanece produz muitos frutos. Quer dizer: aquele que segue, com perseverança e sem se desviar, a moral que ele pregou, esse progride e se depura, avança com rapidez, moral e intelectualmente, e, ajudado pela inspiração divina, que ele lhe transmite hierarquicamente por intermédio dos Espíritos superiores e dos bons Espíritos, produz muitos frutos em suas provas ou missões.

"Aquele que não permanecer em Jesus, será lançado fora como vara inútil, secará e o enfeixarão e meterão no fogo para ser queimado": Aquele, que não segue a moral que Jesus pregou e deixa de praticá-la, se engolfa no mal e, falindo em provas, ficará estacionário, como todo Espírito culpado. Quando soar a hora, a expiação o atingirá. Queimá-lo-á o fogo do remorso, que lhe fará nascer no íntimo o desejo de reparar e progredir, com o auxílio de novas provas, nas condições inferiores em que tiver caído.

 

(Vv. 7-8-9-10-11.) As palavras, que destes versículos constam, também dirigidas por Jesus a seus discípulos, as exortações e promessas que contêm se aplicam igualmente a todos os que, de futuro, viriam a tornar-se seus discípulos, caminhando na senda, que ele traçou, do amor e da verdade. E essas palavras não precisam de comentários. Elas se resumem assim: força e poder da fé, progresso incessante pela prática contínua da lei de amor, alegria por efeito da paz do coração, da pureza e serenidade da consciência, satisfação do dever cumprido, progresso pessoal e coletivo, obtido com o auxílio das provas e das missões.

Está compreendido que os que permanecem em Jesus, isto é, que permanecem na estrada que ele abriu, não podem pedir senão o que é justo e bom e para lhe ser concedido no tempo e nas condições que só Deus estabelece e determina. Do mesmo modo, compreendido está que Jesus não diz aqui, como jamais o disse, em que momento o pedido será satisfeito.


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