"CONTESTAR AS OPINIÕES ERRÔNEAS QUE CONTRA NÓS ESPÍRITAS SÃO APRESENTADAS; REBATER AS CALÚNIAS; APONTAR AS MENTIRAS; DESMASCARAR A HIPOCRISIA; TAL DEVE SER O AFÃ DE TODO ESPÍRITA SINCERO, CÔNSCIO DOS DEVERES QUE LHES SÃO CONFIADOS”.
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publicado por evangelicosfalsosprofetas, em 23.02.10 às 02:52link do post | favorito

 

E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo,...” (Hb. 9,27)
 
 
         Passam-se os tempos, e invariavelmente, sempre que num debate o tema é reencarnação na Bíblia, cedo ou tarde surge o famoso texto dessa questionável epístola, escrita aos hebreus. Sacam dela como um hábil jogador que retira seu curinga escondido, e para escaparem de qualquer outro questionamento, usam-na como a fortaleza inexpugnável, o tiro de misericórdia contra a reencarnação, e dentre católicos e protestantes, há os que fazem isso com a emoção de  quem pensa estar redescobrindo a América. Alguns neófitos, mais empolgados e até mesmo inexperientes, chegam mesmo a sentenciar que essa passagem seria um problema para os espíritas. E seria mesmo um grande problema, se o espírita julgasse a Bíblia infalível e inerrante de capa-a-capa, e não usasse a regra do “Examinai tudo. Retende o bem” (I Ts.5,21).
 
Ante tanto barulho, seria injusto não emprestarmos um pouco de nossa atenção e reflexão a essa passagem. Iremos, portanto, analisá-la  e submetê-la a todas as implicações, a fim de deduzirmos as conseqüências e ver se ela é, realmente, tão preocupante quanto se esforça por propagar a preocupada propaganda anti-espírita.
 
         Em primeiro lugar, e antes de qualquer outra coisa, precisamos saber quem é o seu autor. Se pesquisarmos sobre a autoria, o máximo que saberemos é que até hoje os estudiosos alinharam vários candidatos, mas ainda não chegaram a um acordo. Podemos comprovar isso de modo muito simples, e sem precisar ir a uma Biblioteca Pública ou Centro Cultural ou Faculdade de Teologia (embora eu também recomende esses meios), basta entrar em qualquer mecanismo de busca da Internet e digitar as palavras “autoria de Hebreus”. No caso do Google (http://www.google.com.br/), por exemplo, se assim fizermos podemos encontrar aproximadamente 116 mil referências de sites, muitos contendo estudos e monografias diversas, todas elas admitindo a inescapável falta de unanimidade entre os estudiosos, sobre a autoria de Hebreus. Essa dúvida permeia mesmo entre os que defendem Paulo, ou Apolo, ou Lucas, ou Barnabé ou algum outro candidato específico, como o mais provável autor inspirado da epístola. Podemos encontrar trechos do tipo:
Hebreus não designa seu autor, e não existe unanimidade de tradição em relação à sua identidade. Alguns sábios destacam algumas evidências que podem indicar uma autoria paulina, enquanto outros sugerem que um dos colaboradores de Paulo, como Barnabé ou Apolo, podem ter escrito o livro. A especulação provou-se infrutífera, e a melhor conclusão pode ser a de Orígenes, no séc. III, que declarava que só Deus sabe ao certo quem o escreveu.
 
Possibilidades na Autoria de Hebreus

O autor de Hebreus não se identificou pelo nome, no livro...

De fato, a autoria de Hebreus é, até hoje, assunto de discussão entre os peritos. Nunca se provou ter sido escrita por Paulo e nem tem o estilo dele. ...

        Neste site católico, por exemplo:
AUTOR, LOCAL E DATA São igualmente imprecisos o autor, o local e a data da sua composição. As Igrejas do Oriente consideraram-na sempre como uma Carta paulina, apesar de muitos reconhecerem as suas diferenças em relação às outras Cartas de Paulo, sobretudo no que se refere à forma literária, à linguagem e estilo, à maneira de citar o AT e mesmo quanto à doutrina. A Igreja do Ocidente negou-lhe a autoria paulina até ao séc. IV e pôs, por vezes, em questão a sua condição de escrito inspirado e canônico.
 
A questão continuou controversa ao longo da história da exegese católica e protestante, mas actualmente é quase unânime a negação da autenticidade paulina.

         A importância de sabermos o autor está diretamente ligada ao que ele diz e às suas implicações. Vejamos o que ele diz:
 
1. aos homens está ordenado morrerem uma vez
2. “,vindo depois disso o juízo,...
 
         Independente do que se diga antes ou depois, o fato é que o trecho faz afirmações muito claras, suficientes para já chegarmos a algumas conclusões. Pra começar, o texto diz “ordenado”, e quem ordenou? Seja quem for, essa ordem diz que o homem só morre uma vez, sendo assim, ela nega que o homem possa morrer várias vezes e,  conseqüentemente, nascer várias vezes, ou seja, ela realmente nega a reencarnação. Por outro lado, que um homem ressuscite e volte a morrer, ela também o está negando categoricamente. Então, se alguém quiser aceitar a “ordem” para negar a reencarnação, também terá que aceitá-la para negar as ressurreições, as quais, segundo autores bíblicos, teriam sido operadas por Jesus. Se a ignorarmos sob um dos aspectos, perdemos a força moral para tentar reforçar o outro, a título de “trampolim de acusação”, e isso abre precedentes para seguramente a ignorarmos também sob o outro aspecto. Se os que objetam contra a reencarnação, ignoram solenemente essa passagem, sempre que sua ênfase atinge outros textos que tratam de ressurreições, operadas por Jesus, por que não temos nós o mesmo direito de julgá-la, compará-la e, eventualmente, também ignorá-la? Se a encaramos com suspeita é porque, biblicamente, Jesus demonstrou ignorar por completo a existência dessa “ordem”, seja ao ressuscitar pessoas, seja ao ensinar a reencarnação. A crença de Jesus na reencarnação, segundo a mesma Bíblia, é algo que se fez revelado a poucos, tornando-se mais clara nessas passagens:
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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