"CONTESTAR AS OPINIÕES ERRÔNEAS QUE CONTRA NÓS ESPÍRITAS SÃO APRESENTADAS; REBATER AS CALÚNIAS; APONTAR AS MENTIRAS; DESMASCARAR A HIPOCRISIA; TAL DEVE SER O AFÃ DE TODO ESPÍRITA SINCERO, CÔNSCIO DOS DEVERES QUE LHES SÃO CONFIADOS”.
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publicado por evangelicosfalsosprofetas, em 26.09.10 às 21:01link do post | favorito
 
 

Não é raro encontrar pessoas que acreditam piamente no relato do dilúvio universal, tal qual está em Gênesis. Nem ao menos se dão ao trabalho de pensar a respeito. E se aceitam os absurdos mais colossais, é simplesmente porque está na Bíblia. E para estes, aquele é o livro que contêm “A Palavra de Deus”, isto é, tudo que há nele é verdadeiro e ocorreu tal qual está escrito e ponto final.

Na Bíblia está escrito: “Tendo sido abertas as comportas do reservatório das águas superiores, a água despenhou-se do céu em cataratas durante quarenta dias e quarenta noites, elevou-se quinze polegadas acima das mais altas montanhas em toda a terra e levou durante cento e cincoenta dias a arca na qual Noé fizera entrar um macho e uma fêmea de todas as espécies de animais existentes sobre o globo” (Gên, 7: 11-20).

E acrescenta que Deus disse a Noé: “Faze uma arca de madeiras aplainadas; e hás de fazê-la do seguinte modo: o comprimento da arca será de trezentos côvados, a largura de cincoenta côvados, e a altura de trinta côvados” (Gên. 6: 14-15).


NOTA: Côvado, do latim cubitu, é uma antiga medida de comprimento e corresponde a 66 centímetros.

Mas, vamos para os cálculos e veremos que o barco tinha um comprimento de 198 metros; 33 metros de largura e 19,8m. de altura. Quanto tempo seria necessário para montar um barco nesses moldes, de madeira e lisinho com as ferra-mentas rústicas da época? Ora, um navio de cargas moderno mede em média, 190 metros de comprimento. Agora, imaginemos um barco de madeira, transportando uma carga estúpida, vagando sobre as águas que cobriam a terra, durante um período de um ano. É o que consta na Bíblia, passou um ano... E como aceitar que Noé fez entrar no barco um casal de todas as espécies de animais... E os animais que em sua região não existiam? E a quantidade de alimentos que seriam necessários, especialmente, para alimentar os animais carnívoros?

E o que tem de mais escandaloso nisso tudo, é Deus impor esse monstruoso sacrifício a Noé, pois iria exterminar toda a raça humana, bem como todos os animais (Gên. 6: 5-7). Interessante é que Deus só viu que o homem é agressivo depois que este estava criado. E se queria “Exterminar da face da terra o homem que criara”, porque então Noé e sua família ser exceção à regra?

Que houve o dilúvio bíblico não há negar, mas aceitar que foi universal, não há como. Convém distinguir o dilúvio universal propriamente dito do dilúvio bíblico. O bíblico foi apenas local e a narração bíblica é própria de uma imaginação hiperbólica.

Encontramos o dilúvio bíblico nas tradições de todos os povos. Na India, o “Livro dos Vedas” (que é anterior à “Biblia” do povo judeu), já falava sobre o assunto de maneira figurada. Vaivawata recebe ordens de Brahma para construir um barco e embarcar sementes de todos os vegetais. Quanto ao dilúvio universal, conforme a geologia foi o sexto período na formação do globo terrestre. O dilúvio bíblico, porém, como querem os seis apologistas, é uma fábula que lhe rodeia o berço.

O homem, de um modo geral, é pouco inclinado a compreender os fenômenos ainda inexplicados, como também a aceitar ideias novas. Mas, apesar dessa aparente sabedoria que o faz recuar diante de fatos que podem ser averiguados, observados e estudados, logo se vê que assim não procede diante de outras questões. Aliás, a espécie humana se compõe de uma diversidade realmente digna de nota. Do mesmo modo que há criaturas que em nada crêem, há em número bem maior as que em tudo acreditam. A credulidade humana verdadeiramente não tem limites e, coisa estranha é justamente os mais cépticos os que têm acolhido as maiores san-dices.

Graças à interpretação ao pé da letra de um fato simbólico, é que temos segundo os “crentes”, a criação do mundo em apenas seis dias. E Deus, no sétimo foi descansar. Se, porém, me dissessem que o sétimo dia corresponde ao último período geológico em que surgiu o homem no planeta Terra, estaria calado. O que não consigo entender é que Deus já pensasse como o homem, que ainda não havia sido criado, Já pensasse rm terminar o seu serviço para descansar.

E vimos depois uma cobra que falava. Essa estória, inclusive serve para demonstrar às crianças o quanto este réptil pode ser perigoso. E temdo Deus criado o homem, logo se arrependeu, mas não o destrói. E daí em diante, o homem passou a ser criminoso antes de nascer.
Freud analisando o caso de Caim, não há dúvidas, diagnosticaria psicose magalomaníaca. E não seria para menos. Um homem sai por terras desertas com medo de ser assassinado (por quem?) e constrói uma cidade (para quem?). Inte-ressante também é como surgiu a mulher de Caim: do nada? A hipótese da geração espontânea de Lamaeck, como se vê, tem base bíblica.

Da serpente surgiu a teoria apocalíptica do diabo e do vexame de Adão em querer saber o que havia por baixo da saia (?) de Eva, foram punidos todos os homens. E agora, só temos duas opções: ir direto para o Céu e gozar as delícias do paraíso; ou ir direto para o inferno e, o que é pior, eternamente.

Como se vê, não é necessário só inteligência, é preciso também muita boa vontade para se aceitar e entender tal qual os exegetas nos explicam. Com os atuais progressos da ciên-cia, é até anedótico tal doutrina. E ainda em nossos dias se embalam as crianças, como se fora uma verdade sagrada. Não é de admirar que tais simbolismos apregoados como verdade, venha fazendo incrédulos. ▲


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