"CONTESTAR AS OPINIÕES ERRÔNEAS QUE CONTRA NÓS ESPÍRITAS SÃO APRESENTADAS; REBATER AS CALÚNIAS; APONTAR AS MENTIRAS; DESMASCARAR A HIPOCRISIA; TAL DEVE SER O AFÃ DE TODO ESPÍRITA SINCERO, CÔNSCIO DOS DEVERES QUE LHES SÃO CONFIADOS”.
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publicado por evangelicosfalsosprofetas, em 30.04.10 às 01:08link do post | favorito

MATEUS: V. 20. Começou ele então a exprobrar às cidades onde realizara tantos milagres o não terem feito penitência. — 21. Ai de ti, Corozain! Ai de ti, Betsaida! pois que, se os prodígios operados dentro de vós o tivessem sido em Tiro e em Sídon, elas teriam feito penitência em cilícios e em cinza. — 22. Eis porque vos digo que, no dia do juízo, Tiro e Sídon serão tratadas com menos rigor do que vós. — 23. E tu, Cafarnaum, porventura te elevarás até ao céu? Serás abatida até ao inferno, porquanto, se os milagres operados dentro dos teus muros o tivessem sido em Sodoma, talvez que esta ainda hoje subsistisse. — 24. Eis porque te digo que no dia do juízo a terra de Sodoma será tratada com menos rigor do que tu.

LUCAS: V. 13. Ai de ti, Corozain!. Ai de ti, Betsaida! pois que, se os prodígios operados dentro de vós o tivessem sido outrora em Tiro e em Sídon, elas teriam feito penitência nos cilícios e nas cinzas. — 14. Eis porque, no dia do juízo, Tiro e Sídon serão tratadas com menos rigor do que vós. — 15. E tu, Cafarnaum, que te elevaste até ao céu, tu submergirás até ao inferno.

 

Estas palavras de Jesus se referem ao estado dos Espíritos encarnados naquela época.

“Penitência" significa "arrependimento". Quando diz que Tiro e Sídon teriam feito penitência, cobrindo-se de cilícios e de cinzas, se houveram visto os milagres que se operaram em Corozain e Betsaida, Jesus se serve de imagens materiais, apropriadas, como sempre, aos Espíritos do tempo. A penitência do Espírito consiste no causticante remorso de suas faltas e na expiação que se lhe segue. Mas, tudo na ordem moral.

Porventura fora possível conseguir que seres materiais, como eram até mesmo os primeiros adeptos do Cristianismo, compreendessem que a penitência moral basta para o resgate das faltas perante a justiça de Deus? Nas suas transgressões, eles não viam mais do que o ato material, conseguintemente não podiam admitir uma reparação que não fosse material.

Apreciai de outra maneira as coisas, oh! bem-amados; procurai o ato espiritual, penitenciai-vos dele e, de futuro, não praticareis mais ato material algum capaz de ofender o Senhor. Domine o Espírito em vós o corpo, que a carne, subjugada, se tornará instrumento obediente, próprio a efetuar com maior presteza e maior facilidade a purificação espiritual.

Jesus declara que os habitantes de Tiro e de Sídon serão tratados com menos rigor do que os de Corozain e de Betsaida, porque a estes a luz foi trazida e eles a recusaram.

"A terra de Sodoma. disse igualmente Jesus, será tratada com menos rigor do que Cafarnaum."

É que em Sodoma os crimes tinham principalmente por origem o rebaixamento da matéria, ao passo que os de Cafarnaum se originavam da revolta do Espírito. Fazendo aquela distinção entre Sodoma e Cafarnaum, queria Jesus que os homens compreendessem que, de todos os crimes passíveis de castigo, os mais graves são os que a inteligência comete. Conhecendo o Senhor as fraquezas da vossa matéria, não pune os seus arrastamentos, senão quando o Espírito participa deles conscientemente. Cafarnaum recebera a luz, fora testemunha dos milagres e, orgulhosa, tudo rejeitara; entretanto Sodoma, atascada no lodaçal da matéria, talvez houvera saído da cloaca imunda das paixões grosseiras, se ouvira a palavra do Mestre; talvez, se vira os milagres, houvera aceitado a luz, escutado a voz do arrependimento e renunciado a seus crimes, dando ao Espírito o predomínio sobre os instintos brutais.

Não vos admireis de que Jesus tenha usado do termo "talvez" quando, ao falar de Sodoma, disse: "Talvez que ainda hoje ela subsistisse".

Sem dúvida alguma, estando em relação constante e direta com Deus, ele, como sabeis, tinha a presciência do futuro e bem assim o conhecimento do passado. Dizia "talvez", porque não convinha que falasse aos homens, de modo preciso, dos atos daquele que nenhuma criatura humana pode sondar. Era mister (também o sabeis e não o percais de vista) que, como sucedia, Jesus passasse então entre os homens, entre os hebreus, por um homem igual a eles e, sendo assim, não podia apresentar-se-lhes como conhecedor do juízo de Deus.

Exprimindo-se, relativamente a Cafarnaum, desta maneira: "Tu que te elevaste até ao céu", isto é, tu que foste inundada de luz e que, orgulhosa, a rejeitaste, "submergirás no inferno", usava Jesus de expressões e linguagem apropriadas à inteligência de seus ouvintes. Por inferno designava, veladamente, as penas que os Espíritos culpados sofrem, primeiro, na erraticidade e, depois, reencarnando na terra ou em mundos inferiores, de provações e expiação.

O inferno, já o temos dito, é a consciência do culpado e o lugar, qualquer que este seja, onde expia suas faltas.

Não se trata de espaço limitado. O lugar, seja qual for, que o Espírito sofredor ocupe quando na erraticidade, é bem o que ainda chamais e Jesus alegoricamente chamava inferno, pois que, em tal lugar, o Espírito se acha presa de contínuas torturas. Também o Espírito encarnado se acha realmente num inferno quando, metido na prisão de carne em mundos inferiores, passa por provações, por sofrimentos ou torturas físicas e morais, por expiações, que constituem a pena secreta da sua encarnação precedente, a pena correspondente ao que lhe cumpre ainda reparar, tendo em vista suas existências anteriores.

Jesus disse: `No dia do juízo", falando dos habitantes de Tiro e de Sídon, de Corozain e de Betsaida, de Cafarnaum e de Sodoma. Foi uma figura, uma comparação de que se serviu o Mestre. Deveis compreender-lhe as palavras do modo seguinte: "Digo-vos que os de Corozain e de Betsaida serão julgados mais severamente do que os de Tiro e de Sídon que, juntos com os primeiros, se apresentarão ao Juiz Supremo; — que os de Cafarnaum serão julgados mais severamente do que os de Sodoma, que, com eles, se apresentarão ao Juiz Supremo".

Tende sempre em conta o estilo figurado de que usava Jesus, forçado pelas necessidades da época, pelos preconceitos respeitados, pelo estado das inteligências, pela conveniência de velar a verdade, até que chegassem os vossos dias, em que o espírito, mediante o advento da nova revelação, seria despojado da letra, a fim de preparar os homens para se tornarem adoradores do pai em espírito e em verdade.

As palavras — "no dia do juízo" — não tinham, no pensamento então velado de Jesus, a significação de um juízo final, a que sejam chamados, como o diz a Igreja, todos os que morreram desde a origem dos. tempos. Não; os habitantes de Tiro e de Sídon, de Corozain e de Betsaida, de Cafarnaum e de Sodoma, bem como todos os Espíritos culpados que hão vivido na terra desde que o homem aí apareceu, passaram, depois da morte ao cabo de cada existência, pelo julgamento, isto é: pela expiação na erraticidade e, em seguida, pela reencarnação.

Dentre os Espíritos culpados das diversas cidades de que falava Jesus, alguns já terminaram suas provações expiatórias, outros progrediram muito. Poucos chegarão à época da renovação do vosso planeta, sem terem logrado a satisfação de seus desejos.

Não haverá, repetimos, juízo final, como o diz a Igreja. O que de fato se dará é que, nos últimos dias da era material da humanidade terrena, os que se conservarem rebeldes serão degredados para mundos inferiores. Só os que tiverem chegado ao grau de aperfeiçoamento que devem atingir poderão permanecer na Terra, para aí continuarem a avançar na senda do progresso. Não é essa, porém, a idéia que, influenciados pelas falsas interpretações próprias do reinado da letra, os homens fazem do juízo final. Os Espíritos culpados irão sendo afastados gradualmente da terra e esta se purificará de modo quase imperceptível para vós outros. A renovação do vosso planeta não resultará de um violento abalo, mas de um progresso continuo.

Atualmente, ainda estais numa era material, pois que vos achais ainda sob o império da matéria e as coisas no vosso planeta estão dispostas por maneira a que este preencha as condições necessárias à vossa existência. Mas, tempos virão em que a Terra progredirá, do mesmo passo que os vossos corpos, e se elevará como essência, purificando-se, eternizando-se.

Quanto mais crescer em vós o domínio do Espírito, tanto mais diminuirão as necessidades materiais e, entre os homens de então e os de agora, mais sensível será a diferença material, do que a que existe entre os de hoje e os primeiros habitantes do vosso globo. Na época da matéria, vida e órgãos materiais; na do Espírito, a espiritualidade. O vosso planeta está destinado, como todos os que gravitam na imensidade, a percorrer a via do progresso até ao dia em que a transformação se complete e em que, quais homens despojados da matéria, vivereis espiritual e fluidicamente, num mundo fluídico.

A época da renovação da Terra será aquela em que os Espíritos ainda rebeldes, ao voltarem para o mundo dos Espíritos, começarão a ser afastados dela e mandados para mundos inferiores. Nessa época, as calamidades, ou seja o que chamais calamidades públicas, abrirão grandes claros nas fileiras humanas, a fim de que estas se renovem mais depressa.

Do ponto de vista físico, a Terra, já o temos dito, acompanhará o progredir do Espírito e o progresso físico deste, de harmonia com o do planeta, será conseqüência do seu progresso moral e intelectual.

Como todos os mundos já formados e todos os que se hão de formar na imensidade e na eternidade, segundo as leis naturais e imutáveis estabelecidas por Deus, destinados ao progresso da essência espiritual ou Espírito em formação e ao dos Espíritos que faliram e que, por isso, ficam sujeitos à encarnação humana, o vosso planeta saiu dos fluidos impuros, depois chegou, progressivamente, ao estado material, donde passará, num progredir contínuo, a estados cada vez menos materiais, até chegar, por sucessivas transformações, ao de pura fluidez, no qual ele e a humanidade a que serve de morada se encontrarão livres de todas as impurezas da matéria.

Sim, cada abalo, cada deslocamento do mundo terráqueo serve para levá-lo à transformação. Deveis compreender que, chamado a desempenhar outras funções, não pode ele permanecer no mesmo meio. Com o correr dos tempos e mediante esses gradativos deslocamentos, a Terra tomará lugar nas regiões dos fluidos sutis, onde tendes que viver. Enquanto isso, outro planeta, afastando-se por sua vez do seu centro de formação, virá desempenhar as funções que o vosso desempenhava. No último período dessa transformação, isto é: no momento em que a Terra estiver prestes a passar ao estado fluídico puro, e ao de Espíritos puros os que compõem a humanidade terrena, é que Jesus aparecerá, como ele próprio disse, na plenitude do seu poder, da sua glória, da sua pureza perfeita e imaculada, para vos mostrar a verdade sem véu, para vos conduzir ao foco da onipotência e vos fazer conhecer o Pai.


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