"CONTESTAR AS OPINIÕES ERRÔNEAS QUE CONTRA NÓS ESPÍRITAS SÃO APRESENTADAS; REBATER AS CALÚNIAS; APONTAR AS MENTIRAS; DESMASCARAR A HIPOCRISIA; TAL DEVE SER O AFÃ DE TODO ESPÍRITA SINCERO, CÔNSCIO DOS DEVERES QUE LHES SÃO CONFIADOS”.
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publicado por evangelicosfalsosprofetas, em 16.03.10 às 05:54link do post | favorito

 

 

"E quando Jesus soube que os fariseus tinham ouvido que ele batizava mais que João e fazia mais discípulos que João, deixou a Judéia, e foi outra vez, para a Galiléia."
(Jesus todavia, não batizava, mas somente os seus discípulos) (João, 4:1-2)

Escrevendo no capítulo 4, do seu Evangelho, a ressalva de que "Jesus não batizava, mas somente os seus discípulos", João subtraiu das teologias a possibilidade de proclamar que Jesus praticava o batismo pela água.

Jesus, dirigindo-se aos Apóstolos João e Tiago, cuja mãe lhe havia solicitado que, em seu Reino, fizesse com que os dois filhos se assentassem, um à sua direita e outro à sua esquerda, disse-lhes: "Podeis vós beber o cálice que eu hei de beber e ser batizados com o batismo com que eu sou batizado?" (Mateus, 20:22)

Isso significa que o verdadeiro batismo não é o da água, mas o batismo que um missionário ou um inovador experimenta, quando desce à Terra, a fim de trazer uma mensagem renovadora, sendo representado pelas perseguições e sofrimentos que invariavelmente o assolam, como foi o caso de Jesus Cristo, de Sócrates, de Paulo de Tarso e de muitos outros.

Isso é corroborado por Lucas (3:16), quando escreveu as seguintes palavras pronunciadas por João Batista: "Eu, na verdade, batizo-vos com água, mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, e de quem não sou digno de desatar as correias de suas sandálias; ele vos batizará com o Espírito e com fogo."

Paulo de Tarso, o grande Apóstolo dos gentios, não aceitava e combatia tanto a circuncisão praticada pelos judeus, como o batismo de água praticado por Apóstolos de Jesus, e dizia: "Eu vim para evangelizar e não para batizar."

O próprio João Batista, após ter-se encontrado com Jesus Cristo, disse, alto e bom som: "Agora é necessário que ele cresça e eu diminua", dando a entender que, dali por diante, o batismo de água, por ele praticado, deveria ceder lugar ao batismo de fogo e do Espírito, que o Mestre vinha praticar.

O que significa o batismo do fogo? É evidente que não se trata de um ritual de natureza material, pois o Mestre asseverou que tinha que se submeter a esse batismo, e isso representava a glorificação e a consolidação da Doutrina que viera revelar à Humanidade.

O batismo do fogo foi, no caso de Jesus, a sua crucificação, após ter tragado o cálice de amargura; no entanto, chegara a pedir ao Pai Celestial, em fervorosa prece no Horto das Oliveiras, que, se fosse possível, afastasse dele aquele cálice. (Mateus, 26:39)

No caso dos seres humanos, em geral, o batismo de fogo é representado pelas provações e expiações que ocorrem no decurso da vida terrena, e às quais todos são submetidos, tendo que suportá-las com resignação, pois, do triunfo sobre essas provas, resulta a elevação do Espírito na imensa escala que faz com que, no decorrer dos séculos e dos milênios, se aproxime mais do seu Criador.

Os Evangelhos e o livro dos "Atos dos Apóstolos" nos dão conta de muitos outros personagens que experimentaram o batismo de fogo: Maria Madalena, quando deixou uma vida de desregramento, para se tornar a mais dedicada seguidora de Jesus, ao longo de sua missão.

Paulo de Tarso no seu batismo de fogo, em sua Segunda Epístola aos Coríntios (11:23-27), através dos trabalhos, das prisões, dos açoites sem medida pelos romanos, dos açoites pelos judeus, de apedrejamento, perigo de salteadores, de naufrágios, de uma noite e um dia nos abismos, do mar, dos perigos entre os gentios e entre os judeus, perigos nas cidades, no deserto e en tre falsos irmãos, através da fome, sede, frio, nudez além de sua decapitação em Roma.

Tiago Maior sofreu as agruras das prisões e da morte à espada. (Atos, 12:2) João Batista também sofreu a amargura da prisão e da decapitação.

A mulher que padecia um fluxo de sangue havia 12 anos. (Marcos, 5:25-28) Os dez leprosos curados por Jesus. (Lucas, 17:11-18) O paralítico de Betsaida. (João, 5:5-7) O cego de nascença. (João, 9:1-3) E muitos outros.

Jesus disse em Marcos (8:34). "Se alguém quiser me seguir, negue-se a si mesmo e tome a sua cruz, e siga-me." Seguir o Cristo representa que os homens devem praticar os seus ensinamentos e suportar as provações com resignação, procurando vencer as provas a que são submetidos pela Justiça Divina e pelo triunfo sobre as expiações que ocorrem como consequência dos fracassos nas provas. "Cada um deve levar a sua cruz", isso representa o batismo de fogo.

"Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas, porque o meu jugo é suave, e o meu fardo, leve." (Mateus, 11:29-30). Quem suportar esse jugo e transportar esse fardo terá passado pelo batismo de fogo.

Paulo A. Godoy


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